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Campo Largo, sexta-feira, 5 de agosto de 2022
Saúde
s doenças oculares geral-
mente aumentam duran-
te o inverno por conta da
baixa umidade e clima seco, por isso
é muito importante saber identificar
os sintomas, prevenir e cuidar cor-
retamente.
O Dr. Marcelo Brito, médico of-
talmologista, aponta as principais
doenças dos olhos que ocorrem na
estação e os principais cuidados.
Confira:
RESSECAMENTO
O ar externo frio e o ar interno
aquecido geralmente têm menos
umidade do que outros ambientes.
No inverno, você pode sentir a pele
seca, lábios rachados e olhos secos
devido a essa baixa umidade. Os ven-
tos frios do inverno também podem
secar os olhos.
Para minimizar o ressecamento
durante o inverno, mantenha-se hi-
dratado e aumente a ingestão de
ômega-3. Você também pode usar
um umidificador em sua casa para
melhorar a qualidade do ar interno.
LACRIMEJAMENTO
Enquanto algumas pessoas sen-
tem falta de lágrimas no inverno,
outras têm o problema oposto. O
excesso de lágrimas e olhos lacrime-
jantes pode ocorrer devido ao ar frio,
ventos cortantes ou alergias sazonais.
Preste atenção quando seus olhos
lacrimejarem para determinar a cau-
sa.
Se seus olhos começarem a lacri-
mejar quando você sair ou quando
o vento soprar em sua direção, use
óculos de sol ou de proteção. Se
houver lacrimejamento excessivo
dentro de casa, isso pode represen-
tar alergia, e pode ser necessário um
medicamento para alergia e colírios
apropriados para reduzir o efeito das
alergias sazonais. Se você não con-
Doenças oculares de inverno: oftalmologista esclarece
as principais dúvidas e cuidados com os olhos
seguir determinar a causa de seus
olhos lacrimejantes, especialmente se
alterar sua visão, consulte um oftal-
mologista.
SENSIBILIDADE À LUZ
Os céus de inverno podem pare-
cer escuros e sombrios, mas o gelo
cria muitas superfícies reflexivas que
podem aumentar drasticamente a
quantidade de luz. Se você tem olhos
sensíveis, pode sentir ainda mais ne-
cessidade de piscar, desconforto e
outros sintomas na luz brilhante do
inverno.
Alguns indivíduos desenvolvem
uma nova sensibilidade à luz duran-
te o inverno devido a uma condição
conhecida como “cegueira da neve”.
Sempre proteja seus olhos ao sair ao
ar livre por longos períodos de tem-
po, inclusive ao caminhar ou reali-
zar outras atividades rotineiras.
VERMELHIDÃO
As condições severas do inverno
podem causar vermelhidão, sensibi-
lidade e inflamação na área dos
olhos. Pode haver inchaço das pál-
pebras. Você também pode notar
espasmos nas pálpebras ou tiques in-
voluntários se seus olhos ficarem
particularmente irritados.
Essa vermelhidão pode resultar
de olho seco, alergias sazonais ou
cegueira da neve. Para reduzir o des-
conforto dos olhos inflamados, apli-
que uma compressa fria como um
pano úmido e tome um analgésico
de venda livre. Se os sintomas per-
sistirem, consulte um oftalmologis-
ta para determinar a causa da irrita-
ção.
QUEIMADURA
Quando você imagina uma quei-
madura solar, provavelmente imagi-
na vermelhidão e bolhas na pele, mas
longos períodos de exposição à luz
também podem danificar seus olhos.
As queimaduras de sol e a cegueira
da neve (ceratite por luz) geralmen-
te ocorrem simultaneamente. Se
você notar um aumento na sua sen-
sibilidade à luz, seus olhos podem
ter sofrido danos UV, especialmen-
te se você também sentir coceira ou
dor.
Você é mais vulnerável a danos
UV ao participar de atividades ao ar
livre em altitudes elevadas. Se você
sentir os sintomas de queimaduras
solares nos olhos, consulte seu of-
talmologista. O tratamento pode di-
minuir o desconforto agudo e dimi-
nuir o risco de complicações a lon-
go prazo, incluindo perda de visão e
degeneração macular.
MUDANÇAS DE VISÃO
Embora muitos problemas de
saúde ocular no inverno resultam do
aumento da luz ou da diminuição da
umidade, você também pode expe-
rimentar condições oculares causa-
das pela temperatura fria. Tempera-
turas extremamente baixas fazem
com que os vasos sanguíneos den-
tro e ao redor dos olhos se contrai-
am, e essa constrição pode causar
alterações imediatas na visão, como
embasamento e visão dupla. Essas
mudanças são mais prováveis de
ocorrer quando você fica ao ar livre
por longos períodos de tempo em
temperaturas bem abaixo de zero.
Se você notar alterações na visão
enquanto estiver no frio, vá para uma
área quente o mais rápido possível.
Se sua visão normal não retornar
após 30 minutos ou mais, procure
atendimento médico.
Se você tiver algum dos proble-
mas sazonais listados, consulte um
oftalmologista. Enquanto alguns
problemas de saúde ocular desapa-
recem à medida que as temperatu-
ras aumentam, outros podem se tor-
nar mais desconfortáveis e potenci-
almente perigosos sem atenção mé-
dica.
“Especialistas dizem que aproxi-
madamente 80% de todo o apren-
dizado vem das vias visuais. No en-
tanto, uma em cada quatro crianças
com erro refrativo corrigível não o
corrigiu adequadamente”, alerta o
Dr. Marcelo Brito.
Por isso, é recomendado que as
crianças façam seu primeiro exame
oftalmológico aos 6 meses de idade.
Outro exame deve ser feito aos três
anos e novamente antes do início da
primeira série. Se uma criança não
estiver em risco, ela pode continuar
tendo seus olhos examinados todos
os anos até os 18 anos.
Crianças com fatores de risco
para problemas de visão podem pre-
cisar de seu primeiro exame oftal-
mológico antes dos 6 meses de ida-
de e podem precisar de exames of-
talmológicos com mais frequência
ao longo da infância.
“Para manter uma vida inteira de
visão saudável, adultos de 18 a 60
anos devem fazer um exame oftal-
mológico abrangente pelo menos
uma vez a cada dois anos. Adultos
mais velhos (com 65 anos ou mais)
devem fazer exames oftalmológicos
anuais. Adultos “em risco” devem
fazer um exame pelo menos uma vez
por ano, ou conforme recomenda-
do pelo seu médico”, complemen-
ta.
Para finalizar, o oftalmologista
ensina como limpar os olhos corre-
tamente:
- Mergulhe uma flanela limpa ou
algodão em água morna e colo-
que-a na pálpebra fechada por 5
a 10 minutos.
- Massageie suavemente as pálpe-
bras por cerca de 30 segundos.
- Limpe as pálpebras com algodão
ou cotonete. Pode ajudar a usar
uma pequena quantidade de xam-
pu de bebê na água. Limpe sua-
vemente ao longo da borda de
suas pálpebras para remover
quaisquer crostas.
A
Estudos afirmam que o consumo de ovo na infância ajuda no desenvolvimento do cérebro
Segundo a nutricionista Lúcia Endriukaite, do Instituto Ovos Brasil, o alimento é rico em vitaminas como A, D, E e do complexo B
Um dos alimentos mais comuns no
prato dos brasileiros, o ovo, é também
um dos mais ricos em termos nutricio-
nais. Em suas diversas formas de consu-
mo, ele tem vitaminas que ajudam a au-
mentar a imunidade e a desenvolver o
cérebro.
“O ovo apresenta em sua composi-
ção um composto de nutrientes como
vitaminas do complexo B representados
por tiamina, riboflavina, colina, vitami-
na B12, ácido fólico, piridoxina, biotina
e vitaminas lipossolúveis A, D,E,K”, re-
lata Lúcia Endriukaite, nutricionista do
Instituto Ovos Brasil.
Para falar mais sobre este assunto, a
especialista detalha sobre a importância
do ovo na alimentação e como seus nu-
trientes são poderosos aliados para man-
ter a saúde:
1-Quais os benefícios do ovo para
o cérebro?
O ovo é uma ótima fonte de proteí-
na e apresenta em sua composição um
composto de nutrientes, como vitami-
nas do complexo B representados por
tiamina, riboflavina, colina, vitamina
B12, ácido fólico, piridoxina, biotina e
vitaminas lipossolúveis A, D,E,K. Além
disso, contém os carotenoides luteína e zea-
xantina e minerais, como ferro, selênio, mag-
nésio, zinco que atuam não só no cérebro,
mas no organismo como um todo.
2-Qual a ligação de cada nutrien-
te para a saúde do cérebro?
As vitaminas do complexo B atuam
de forma conjunta em reações bioquí-
micas para a produção de energia, e a
tiamina, por exemplo, age como uma
coenzima no fornecimento de energia,
produção de aminoácidos e trabalha na
síntese de acetilcolina. Já a colina é ma-
téria prima para a produção de acetilco-
lina, um neurotransmissor relacionado
à transmissão do impulso nervoso, co-
ordenação e movimento. A colina tem
uma importante função cerebral relaci-
onada à memória.
O cérebro também necessita de in-
gredientes como ácido fólico, zinco,
magnésio para a produção de neuro-
transmissores, como serotonina.
3-É verdade que o consumo de ovos
ajuda na performance cognitiva?
O ovo é um alimento fonte de coli-
na, uma vitamina do complexo B que
apresenta ações relativas à cognição. A
colina tem sua importância já na vida
intrauterina, onde ocorre o fechamento
do tubo neural e a formação de hipo-
campo relacionado à memória. Após o
nascimento, ela tem um papel fundamen-
tal no desenvolvimento cerebral nos pri-
meiros anos de vida, que pode estar re-
lacionado à melhor cognição ao longo
da vida.
Estudos mostram que a luteína e ze-
axantina, carotenoides presentes na gema
do ovo, estão relacionados à cognição,
pois apresentam ação antioxidante na
formação de radicais livres e protegem
a bainha de mielina, estrutura composta
por gordura que envolve a célula nervo-
sa e favorece a transmissão do impulso
nervoso entre o sistema nervoso central
e todo o corpo.
4-A partir de qual idade uma cri-
ança pode consumir ovo?
A partir dos 6 meses de idade o ovo
pode entrar na alimentação do bebê
como parte da introdução de alimentos,
na forma de papa e que vai sendo altera-
do com o desenvolvimento e crescimen-
to da criança. Essas alterações de textu-
ra promovem o desenvolvimento oro
faríngeo da criança e vai prepará-la para
os hábitos e texturas da alimentação da
família
5-Qual o consumo ideal de ovos
na infância?
A prática do consumo de uma boa
alimentação é fundamental para garan-
tir o crescimento e desenvolvimento da
criança. De acordo com a RDA (Inges-
tão Dietética Recomendada), a ingestão
de proteína varia de acordo com a faixa
etária das crianças. Considera-se 1,1g /
kg de peso para crianças de 1 a 3 anos e
0,95 g/ kg de peso para a faixa etária de
4 a 13 anos. O consumo de 1 a 2 ovos
por dia é adequado, tendo em vista ou-
tras fontes proteicas da alimentação. É
importante considerar que o ovo é uma
importante fonte proteica, com uma di-
versidade de nutrientes que colaboram
com o melhor estado nutricional. Além
disso, o ovo é considerado “comida de
verdade” e de fácil acesso.
6-O ovo ajuda no desenvolvimen-
to dos ossos?
Quando o assunto é desenvolvimen-
to ósseo, é importante destacar a impor-
tância da prática do exercício físico, com-
binado a uma alimentação equilibrada
com verduras, legumes, frutas e compos-
ta por ovo, que contém vitaminas A, D,
K, minerais como cálcio, magnésio, pro-
teínas, que são nutrientes importantes
para a formação óssea.
Estudo realizado por Coheley e co-
laboradores verificaram que existem evi-
dências positivas entre o consumo de
ovo e osso cortical em crianças saudá-
veis.
7-É verdade que crianças que in-
cluem ovos na alimentação se tornam
adultos mais altos?
Uma alimentação equilibrada pode
atender as necessidades da criança e pro-
mover o seu desenvolvimento, mas não
se pode afirmar que o ovo tem esta fun-
ção ou apelo. Além da alimentação sau-
dável, a genética tem a maior influência
na estatura das pessoas.