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Campo Largo, sexta-feira, 9 de setembro de 2022
Política
No Paraná, vinte e três deputados
federais buscam a reeleição
concorrida elei-
ção para as 30
(trinta) vagas do Paraná
para a Câmara dos De-
putados, apresenta (23)
vinte e três dos atuais de-
putados federais buscan-
do a reeleição. A busca pela reeleição é sempre uma
decisão da maioria dos deputados com mandato, pela
continuidade do trabalho parlamentar em prol das suas
bases eleitorais e políticas. Após os registros feitos na
Justiça Eleitoral pelos partidos, o TSE divulgou que dos
atuais 30 (trinta) deputados federais pelo Paraná, 23 (vin-
te e três) pretendem se reeleger, assim, a princípio, pelo
menos sete das vagas serão ocupadas por novos depu-
tados federais a serem eleitos na eleição de outubro de
2022. A recondução de um deputado pelo voto do elei-
torado, depende das normas eleitorais que para a elei-
ção desse ano é bem diferente da eleição de 2018. As
coligações de partidos para a eleição proporcional po-
diam ser feitas. Agora, em 2022, cada partido teve que
montar uma chapa pura de deputados, ou seja, só com
candidatos filiados a legenda. A questão da eleição de
um deputado passa pelo quociente eleitoral que deve
obtido pelo partido sozinho, para não depender das di-
tas sobras ou médias. As sobras ou médias passaram a
ter regras mais rígidas, também, diferente da eleição de
2020 para eleição de vereadores. Outro ponto que pre-
cisa ser observado pelos partidos é a linha de corte com
aplicação da cláusula de barreira. Nenhum deputado
pode ser eleito com menos de 10% (dez por cento) do
quociente eleitoral. O eleitor, também, pode observar
que alguns dos atuais deputados trocaram de partido,
no período da Janela Partidária, no mês de março deste
ano. Os atuais deputados federais e os seus atuais parti-
dos que pretendem se reeleger são: 1) Aliel Machado
(PT/PV/PCdoB); 2) Christiane Yared (PP); 3) Enio
Verri (PT/PV/PCdoB); 4) Felipe Francischini (MDB);
5) Filipe Barros (PL); 6) Gleisi (PT/PV/PCdoB); 7) Her-
mes Parcianello (MDB); 8) Leandre (PSD); 9) Luciano
Ducci (PSB); 10) Luisa Canziani (PSD); 11) Luis Nishi-
mori (PSD); 12) Luizão Goulart (SDD); 13) Marco Brasil
(PP); 14) Pedro Lupion (PP); 15) Ricardo Barros (PP);
16) Rubens Bueno (PSDB/CID); 17) Sandro Alex
(PSD); 18) Sargento Fahur (PSD); 19) Sergio Souza
(MDB); 20) Stephanes Junior (PSD); 21) Toninho Wan-
dscher (PROS); 22) Vermelho (PL); 23) Zeca Dirceu
(PT/PV/PCdoB). São os deputados federais, junto aos
partidos, que destinam os recursos federais, Fundo Partidário
e Fundo Eleitoral, para as campanhas eleitorais.
ALINE SLEUTJES (PROS)
Aline Sleutjes tem
43 anos, nasceu em
Castro (PR) e é depu-
tada federal desde
2019, quando foi
eleita pelo PSL. For-
mada em educação física e pós-gra-
duada em gestão escolar, entrou na
carreira política em 2004, ao ser
eleita vereadora da sua cidade na-
tal, cargo que exerceu novamente
entre 2013 e 2016. Na Câmara dos
Deputados, ocupou os cargos de
vice-líder do PSL e do governo
Bolsonaro e foi presidente da Co-
missão de Agricultura, Pecuária,
Abastecimento e Desenvolvimen-
to Rural. Quando o PSL se uniu
ao DEM, Aline se filiou ao Pros,
chegando a ocupar também a lide-
rança do partido na Câmara.
ALVARO DIAS (PODE)
Álvaro Fernandes
Dias tem 77 anos e é
natural de Quatá
(SP), mas foi criado
em Maringá (PR),
onde atuou como ra-
dialista. Licenciado em história pela
Universidade Estadual de Londri-
na, foi vereador (eleito em 1968),
deputado estadual (1970) e depu-
tado federal (1974 e reeleito em
1978), todos pelo MDB. Com a ex-
tinção do bipartidarismo em 1979,
filiou-se ao PMDB. Em 1984, co-
ordenou o primeiro grande comí-
cio realizado em Curitiba pelas Di-
retas Já. Em 1986 foi eleito gover-
nador do Paraná. Saiu do PMDB
em 1989 e até 1994 passou pelo
PST, PP e PSDB, partido pelo qual
foi eleito senador, em 2014. Em
2017 filiou-se ao Podemos e em
2018 foi candidato a presidente da
República. É o atual líder do Po-
demos no Senado.
DESIREE (PDT)
Eneida Desiree
Salgado é natural de
Curitiba e tem 47
anos. É mestre em di-
reito e doutora em
direito do Estado,
No Paraná, dez candidatos disputam vaga ao Senado
Para as eleições de outubro, a Justiça Eleitoral recebeu 236 registros de
candidaturas para senador. Confira os candidatos ao Senado pelo Paraná:
Prestação de contas parcial deve ser apresentada de 9 a 13 de setembro
A prestação de contas parcial é obrigatória para todos os candidatos e partidos
No dia 9 de setembro (sexta-
feira), inicia o período estabele-
cido para que os candidatos e os
partidos políticos entreguem à
Justiça Eleitoral as prestações de
contas parciais da campanha elei-
toral de 2022. O prazo encerra-
se no dia 13 (terça-feira).
A obrigação de entrega das
prestações de contas parciais é
para todos os candidatos e parti-
dos, independente de movimen-
tação financeira. O procedimen-
to é totalmente eletrônico pelo
sistema de prestação de contas
eleitorais (SPCE). Deve constar
o registro da movimentação finan-
ceira e/ou estimável em dinheiro,
ocorrida desde o início da campa-
nha até o dia 8 de setembro.
As prestações de contas par-
ciais encaminhadas à Justiça Elei-
toral serão autuadas, automatica-
mente, no Processo Judicial Ele-
trônico (Pje), quando do envio
pelo SPCE. Os dados das pres-
tações de contas parciais serão di-
vulgados pelo TSE, no dia 15 de
setembro, na página do Divulga-
candcontas.
A prestação de contas parcial
é um dever de todos os candida-
tos e partidos políticos. Trata-se
de uma importante medida para
assegurar a transparência do pro-
cesso eleitoral, sobretudo em
uma eleição em que o financia-
mento público é predominante.
Maior parte dos recursos do
Fundo Eleitoral é distribuída en-
tre os partidos de acordo com o
número de representantes na
Câmara dos Deputados.
Dos R$ 4,9 bilhões do Fun-
do Eleitoral, R$ 758 milhões
(15%) vão para o União Brasil, e
R$ 500 milhões (10%) para o PT
– uma soma de mais de R$ 1,2
bilhão para essas duas legendas.
Ainda lideram a lista MDB (R$
360 milhões), PSD (R$ 343 mi-
lhões), PP (R$ 333 milhões) e
PSDB (R$ 317 milhões).
A maior parte dos recursos do
Fundo Eleitoral é distribuída en-
tre os partidos de acordo com o
número de representantes na
Câmara dos Deputados.
· 2% dos recursos são reparti-
dos igualmente entre todos os
partidos;
· 35% entre legendas que con-
tam com pelo menos um de-
putado federal, seguindo a
proporção de votos que cada
partido recebeu em 2018;
· 48% entre as agremiações
com representação na Câma-
ra dos Deputados, conforme
a proporção das respectivas
bancadas;
· 15% proporcionalmente à re-
presentação dos partidos no
Senado Federal.
· União Brasil: ..........R$ 776,5 milhões
· PT: ............................R$ 499,6 milhões
· MDB: ......................R$ 360,3 milhões
· PSD: ........................R$ 347,2 milhões
· PP: ...........................R$ 342,4 milhões
· PSDB: .....................R$ 320 milhões
· PL: R$ .. 288,5 milhões
· PSB: ........................R$ 268,9 milhões
· PDT: .......................R$ 253,4 milhões
· Republicanos: ........R$ 242,2 milhões
· Podemos: ...............R$ 191,4 milhões
Os partidos que terão direito às fatias e os respectivos repasses do Fundo Eleitoral, totalizando, R$ 4,9 Bilhões:
· PTB: ........................R$ 114,5 milhões
· Solidariedade: ........R$ 113 milhões
· PSOL: .....................R$ 100 milhões
· Pros: ........................R$ 91,4 milhões
· Novo: ......................R$ 90,1 milhões
(o partido Novo devolveu o dinheiro)
· Cidadania: ..............R$ 87,9 milhões
· Patriota: ..................R$ 86,5 milhões
· PSC: ........................R$ 76,2 milhões
· PCdoB: ...................R$ 76,1 milhões
· Rede: .......................R$ 69,7 milhões
· Avante: ....................R$ 69,2 milhões
· PV: ...........................R$ 50,6 milhões
· Agir: ........................R$ 23 milhões
· DC: .........................R$ 3,1 milhões
· PCB: ........................R$ 3,1 milhões
· PCO: .......................R$ 3,1 milhões
· PMB: .......................R$ 3,1 milhões
· PMN: ......................R$ 3,1 milhões
· PRTB: .....................R$ 3,1 milhões
· PSTU: .....................R$ 3,1 milhões
· UP: ..........................R$ 3,1 milhões
professora de direito constitucio-
nal e de direito eleitoral na Univer-
sidade Federal do Paraná (UFPR),
pesquisadora e escritora. A candi-
data também tem duas pesquisas
de pós-doutorado sobre temas li-
gados à política, sendo uma na Uni-
versidade Nacional Autônoma do
México e outra na UFPR. Na polí-
tica, Desiree se filiou ao PDT em
2021 e concorre ao Senado pela pri-
meira vez.
DR SABOIA (PMN)
Carlos Eduardo
Saboia Gomes tem
75 anos e é natural
de Rio Negro (PR),
na região metropo-
litana de Curitiba.
Mudou-se para Maringá (PR) em
1954. Ele é médico e participou de
diversas eleições, sempre pelo mes-
mo partido, desde 2006, quando
concorreu a deputado federal. Por
três vezes concorreu a vereador por
Maringá e foi eleito para o cargo
em 2008. Em 2012, conseguiu uma
vaga na câmara municipal como
suplente e, em 2016, não conseguiu
se eleger novamente.
LAERSON MATIAS (PSOL)
Aos 59 anos, La-
erson Matias disputa
pela primeira vez um
mandato de senador
e nunca ocupou car-
go político. Nascido
em São Miguel do Oeste (SC), mu-
dou-se para Cascavel (PR) em 1985,
quando se tornou bancário e, des-
de então, esteve envolvido nas cau-
sas sindicais. Já concorreu ao car-
go de deputado estadual em 2002
(PT) e em 2006 (Psol) e de verea-
dor de Cascavel, em 2016, não ten-
do sido eleito. Hoje é vice-presiden-
te do Sindicato dos Bancários de
Cascavel e foi um dos fundadores
da Associação dos Portadores de
Lesões por Esforços Repetitivos.
ORLANDO PESSUTI (MDB)
Orlando Pessuti tem 69 anos, é
natural de Apucarana (PR) e é gra-
duado em medicina veterinária pela
Universidade Federal
do Paraná (UFPR).
Exerceu cinco man-
datos de deputado
estadual, de 1983 a
2002. Foi vice-gover-
nador do estado de 2003 a 2010,
na gestão do ex-governador Rober-
to Requião. De abril de 2010 a ja-
neiro de 2011, foi governador do
Paraná após a renúncia do titular,
que deixou o cargo para se candi-
datar ao Senado. Pessuti também
foi secretário da Agricultura do
Paraná e diretor-presidente do Ban-
co Regional do Desenvolvimento
do Extremo Sul (BRDE).
PAULO MARTINS (PL)
Paulo Eduardo
Lima Martins tem 41
anos e nasceu em
Presidente Venceslau
(SP). Ele é jornalista
e trabalhou na Rede
Massa, afiliada do SBT no Paraná.
Em março de 2016 chegou a assu-
mir a suplência na Câmara dos
Deputados, pelo PSDB, mas
afastou-se da função em novem-
bro do mesmo ano. Atualmente
exerce mandato como deputa-
do federal, conquistado nas elei-
ções de 2018. Neste ano filiou-
se ao PL.
ROBERTO FRANÇA DA
SILVA JUNIOR (PCO)
Roberto França
da Silva Junior, de 45
anos, nasceu em São
Paulo (SP), mas mora
atualmente em Foz
do Iguaçu (PR). Gra-
duado pela Universi-
dade Estadual Paulista (Unesp), é
professor de geografia, especi-
alizado em geopolítica e econo-
mia política. Atuou por dois
anos no ensino médio e há 16
anos leciona no ensino superi-
or. É a primeira vez que se can-
didata a cargo público.
ROSANE FERREIRA (PV)
Cleusa Rosane Ribas Ferreira
tem 59 anos e nasceu em Araucá-
ria (PR). Formou-se
em enfermagem e
obstetrícia pela Pon-
tifícia Universidade
Católica do Paraná
(PUC-PR) em 1988.
Tem especialização
em saúde pública e aperfeiçoamen-
to em saúde coletiva. Começou a
atuar como enfermeira em 1983,
no Programa Saúde da Família. De-
pois, em coordenação dos centros
de saúde, supervisão da rede de
unidades de saúde e como diretora
dos Departamentos de Assistência
à Saúde e de Saneamento e Vigi-
lância Sanitária do município. Em
2006 foi eleita deputada estadual e
em 2010, deputada federal. Nas
eleições de 2014 foi candidata a
vice-governadora na chapa forma-
da com Roberto Requião, que não
se elegeu.
SERGIO MORO (UNIÃO)
Sérgio Fernando
Moro tem 50 anos e
é natural de Marin-
gá (PR). Formado
em direito pela Uni-
versidade Estadual
de Maringá em
1995, tem mestrado e doutorado
em direito. Em 1996 iniciou car-
reira como magistrado, como juiz
substituto em Curitiba, e começou
a lecionar na Universidade Federal
do Paraná. Em 2002 assumiu a vara
especializada em lavagem de di-
nheiro e crimes contra o sistema
financeiro nacional em Curitiba,
onde julgou os casos Banestado e
Operação Farol da Colina. Em
2012, foi auxiliar da ministra Rosa
Weber, do STF, no caso conhecido
como Mensalão. A partir de 2014,
foi o responsável por julgar, em pri-
meira instância, os crimes identifi-
cados pela força-tarefa da Opera-
ção Lava Jato. Encerrou seus 22
anos de magistratura ao assumir,
em 2019, o Ministério da Justiça no
governo Bolsonaro, do qual pediu
exoneração em 2020 e foi trabalhar
numa empresa de consultoria nos
EUA.
Fonte: Agência Senado
Fonte: TSE e Agência Câmara
A