nº 2.347 - Ano XL - Campo Largo, sexta-feira, 5 de novembro de 2022
R$ 2,00
A NOTÍCIA DE HOJE A HISTÓRIA NO FUTURO
A Câmara Municipal de Campo Largo foi palco de uma sessão solene para entrega de
títulos e honrarias, no dia 31/10. Saiba quem foram os homenageados!
| Pág. 04
A Agência do Traba-
lhador de Campo Lar-
go continua recebendo
oportunidades de recru-
tamento para trabalho
no City Center Outlet
Premium. Há vagas
para vendedor, opera-
dor de caixa, estoquis-
ta, entre outras.
| Pág. 11
Câmara de Campo Largo
entrega títulos e honrarias
Procissão de Nossa Senhora
do Rocio - Miqueletto
No dia 15 de novem-
bro, acontecerá a tradi-
cional Festa de Nossa
Senhora do Rocio, no
Miqueletto, em Campo
Largo. A programação
festiva conta com a tra-
dicional procissão e mis-
sa campal.
| Pág. 13
Stellantis, dona da marca Fiat, encerra
produção de motores em Campo Largo
A Stellantis, compa-
nhia proprietária da mar-
ca Fiat, encerrará as ati-
vidades da fábrica de
motores no município de
Campo Largo. A infor-
mação foi divulgada em
nota oficial.
| Pág. 5
Camp Verde completa 21 anos
Centro de Lazer Ivo Eloy Ambrozio
Foi inaugurada a pista de caminhada e ciclovia
do Centro de Lazer Ivo Eloy Ambrozio, no con-
junto habitacional Joaquim Celestino Ferreira, em
Campo Largo. O Centro tem aproximadamente
4 mil metros quadrados.
| Pág. 09
Vagas abertas para o City
Center Outlet Premium
26 anos de Consagração ao
Sagrado Coração de Jesus
Campo Largo cele-
brou 26 anos de Con-
sagração ao Sagrado
Coração de Jesus. Uma
procissão com o
Apostolado passou
pelas ruas da cidade,
reunindo fiéis pela fé e
devoção.
| Pág. 13
A frutaria e panifica-
dora Camp Verde cele-
bra o 21º aniversário. O
estabelecimento, locali-
zado na Avenida Ayrton
Senna da Silva, é referên-
cia em qualidade e tradi-
ção.
| Pág.12
2
Campo Largo, sexta-feira, 5 de novembro de 2022
Publicação da Gráfica Editora Campo Largo Ltda.
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Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às
15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Escrita quebrada
O
Colunas
resultado da eleição presidencial de
2022 mudou uma regra que prevale-
cia desde a implantação da legislação eleitoral da
reeleição para os cargos majoritários, na época
de Fernando Henrique Cardoso, em 1 997. A
Emenda Constitucional nº 16/1997, permitiu a,
apenas, uma reeleição para mandato subsequen-
te e sem nenhuma restrição para um pleito não-
consecutivo, para os cargos executivos de presi-
dente, de governador e de prefeito. Desde a pro-
mulgação da EC nº 16, em 1997, os três presi-
dentes que se candidataram ´pela reeleição fo-
ram eleitos, Fernando Henrique Cardoso, eleito
em 1994, foi reeleito, em 1998; Luís Inácio Lula
da Silva, eleito, em 2002, foi reeleito, em 2006 e
Dilma Rousseff, eleita em 2010, foi reeleita, em
2014. O presidente Jair Messias Bolsonaro fugiu
a regra e não conseguiu o segundo mandato con-
secutivo, em 2022. O ex-presidente Luís Inácio
Lula da Silva, agora, em 2022, conseguiu o seu
terceiro mandato de presidente da República, um
feito inédito na história brasileira. A atual legisla-
ção eleitoral não impede a candidatura de um ex-
presidente, ex-governador ou ex-prefeito se can-
didate a um novo mandato desde que não seja
consecutivo. Outro ponto interessante foi de que
um ex-presidente enfrentou um presidente no
mandato e por cima, a diferença na votação en-
tre os dois concorrentes em segundo turno foi a
menor até aqui vista. Com a escrita quebrada e o
jogo eleitoral vencido, o novo presidente com
seu leque de alianças deve apresentar uma nova
forma de governar, pois os apoios foram os mais
diversos. A linha de governo deve ser bem dife-
rente dos dois mandatos anteriores, pois os tem-
pos são outros, além de que outras lideranças
entraram no processo. Uma coisa ficou transpa-
rente, nem todos os votos são de Lula, muita
gente votou nele por não gostar de Bolsonaro e
a recíproca, também, é verdadeira. Muitos elei-
tores votaram em Bolsonaro por não gostarem
de Lula. O quadro das abstenções mostra que
tem muita gente que não foi votar por não optar
em nenhum deles. Um contingente de eleitores
foi às urnas e votou branco e nulo.
Os meios políticos de Campo Largo estão rea-
valiando as suas posições depois do resultado fi-
nal da eleição presidencial. O 2º turno cravou um novo
mandato ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por
sinal, o seu terceiro mandato de presidente, um fato inédi-
to na história republicana do Brasil. As decisões nacionais
terão uma nova linha de atuação, bem oposta da praticada
pelo governo de Jair Bolsonaro. No Paraná e em Campo
Largo, como em outros municípios do estado, os votos
conferidos a Lula não foram expressivos. Mesmo assim, a linha política de atuação
dos militantes petistas e aliados será intensificada. Nas conversas surgem os nomes
de pessoas que podem ser destaque na esfera federal. Na ponta está o ex-governador
e ex-senador Roberto Requião que deve comandar as ações do seu novo partido, o
PT nos municípios do estado com vistas as eleições municipais. Entre os partidos
aliados surge o PDT que no Paraná, tem Ricardo Gomide e Gustavo Fruet com
lideranças maiores e de expressão nacional. Estes, por sinal, podem fazer parte do
governo de coalizão de Lula. Em termos municipais, as pessoas comentam que lide-
ranças dos partidos aliados devem aparecer com mais destaque no cenário político
eleitoral para as futuras eleições municipais. O leque de alianças de Lula aponta para
isto, numa composição complicada em muitos municípios. No primeiro turno, a
coligação foi formada por dez partidos PT, PSOL, Rede, PSB, PC do B, PV, AGIR,
AVANTE, PROS e SOLIDARIEDADE (SDD). Já, para o segundo turno, outras
siglas se manifestaram a favor de Lula, como o caso do MDB, do PDT e do Cidada-
nia e também, lideranças expressivas do PSDB. Nas conversas, já, surgem, os nomes
do vereador sargento Leandro Crestani (SDD), de Carlos Andrade (PSB), de Jean
Naiser (AGIR), de Avanir Mastey (PCdoB), de Nelsão da Força (PT) e de João Air-
ton Paulista (PT), além de militantes destas e de outras siglas que devem se alinhar
numa nova corrente no Paraná. Os deputados federais eleitos das siglas devem co-
brar a atuação dos diretórios municipais.
O
NA BOCA DO POVO
Sucessão municipal
A história
política de
Campo Largo,
já, apresentou
um prefeito
eleito pelo PT.
Foi Affonso
Portugal Guimarães (BECO), em 2012,
tendo como vice, Flávio Humberto Bor-
ges Cordeiro (Béthio). Quando as portas
foram fechadas a pedido dos adversários,
no PSDB, a única porta que se abriu foi o
PT. A intervenção do Diretório do PSDB
Estadual , em Campo Largo quando o go-
vernador era Beto Richa que acolheu um
pedido de Marcelo Puppi e colocou na pre-
sidência da sigla, Luiz Carlos da Silveira
Mafra (Mafrinha) e que acabou sendo o
vice na chapa Marcelo/Mafrinha (DEM/
PSDB). As nuvens mudam de formato a
cada instante.
Sucessão Municipal II
Em 2012, o PT es-
tadual enxergou que
poderia fazer a prefei-
tura de Campo Largo
e os militantes no mu-
nicípio concordaram e fizeram o convite,
para Affonso Guimarães ingressar no time
petista naquela época. Com a vitória nas
urnas, o PT participou da administração,
com destaque para o professor Avanir Mas-
tey que foi secretário da educação e do pro-
fessor Marcos Preiss, presidente municipal
na época, que foi presidente da Cocel. A
estrela brilhava naquela época quando não
se esperava isso. O formato das nuvens
mudava totalmente.
Presidência da
Câmara Federal
Os deputa-
dos federais,
eleitos em 2022,
só assumem em
fevereiro de
2023, mas desde
já o clima de eleição pela mesa diretora está
em marcha. Como a composição é hetero-
gênea e o PT tem poucos eleitos, o presi-
dente Lula que assume, em janeiro, isto quer
dizer um mês antes, pode ficar de fora da
indicação do presidente visando a gover-
nabilidade e as alianças na Câmara dos
Deputados. A corrente puxa par ao lado
do mais forte e onde os interesses estarão
concentrados.
Presidência do Senado
O Congresso
Nacional passa por
um processo de re-
novação, principal-
mente, no Senado
Federal. Os 54 se-
nadores antigos e
os 27 senadores eleitos em 2022 estão en-
volvidos com a tarefa de eleger uma nova
mesa executiva. Algumas surpresas podem
surgir. A posição firme de cada senador
pode ser o ponto de equilíbrio no futuro
governo federal.
Composição do Senado
No Con-
gresso Nacio-
nal, o Senado
Federal é o fa-
tor da maior
importância
para o governo federal. A caixa de resso-
nância dos senadores pode influir nas vo-
tações de assuntos importantes e nas pro-
postas do futuro governo Lula. Analisan-
do a composições, o cidadão percebe a di-
ficuldade de convergência, já, no início do
mandato. O PL, partido do atual presiden-
te Jair Bolsonaro, tem a maior bancada, com
14 senadores; depois o PSD, com 11; o
MDB e o União Brasil, com 10 cada um; o
PT, com 9; o Podemos, com 6; o PP, com
6; o PSDB, com 4; o PDT, com 3; o Repu-
blicanos, com 3; o PROS, 01; REDE, 01;
CIDADANIA, 01; PSC, 01 e PSB, 01. São
15 partidos representados.
De Adversários a Aliados
A mais
interessante
das jogadas
de Lula, em
2022, para
consolidar a
sua candi-
datura para
presidente e
obter o terceiro mandato, foi a costura de
ter Geraldo Alckmin na sua vice. No mo-
mento em que o PSDB ruía diante das pre-
tensões de João Dória, Lula preparou o
caminho para Alckmin ingressar no PSB e
em coligação definir o seu vice. De adver-
sário em eleição em anterior, o PSDB foi o
aliado que deu suporte a sua vitória, prin-
cipalmente, no 2º turno, onde expoentes
da sigla se declaram favoráveis a candida-
tura do petista. Com certeza, o PSDB par-
ticipará do 3º e inédito mandato Lula, na
presidência do Brasil.
Emergente
“Não can-
sei de repetir
ao longo des-
ta campanha
em São Paulo:
o Tarcísio é o
mais prepara-
do para gover-
nar nosso Estado. Inteligente, qualificado,
íntegro e dedicado, estudou e trabalhou
muito na formulação de propostas para São
Paulo.” Com dois governadores eleitos pelo
PSD e a participação de coligações vitori-
osas em outros estados, um deles São Pau-
lo, o presidente da sigla, Gilberto Kassab é
um emergente e pode surgir como minis-
tro na composição de coalizão do governo
Lula. Os ventos sopram em outra direção
e as nuvens mudam de formato a cada ins-
tante.
Casa Nova
O atual presi-
dente Jair Bolso-
naro (PL) mudará
de casa, em 31 de
dezembro. Na
Casa Nova, com
novo escritório e
advogados pagos
pelo PL, de Wal-
demar Costa
Neto, ele se colocará como uma voz de
oposição. O PL obteve um grande sucesso
nas eleições de 2022, mesmo sem reeleger
o presidente. As bancadas nos estados e
no Congresso se ampliaram. O PL. com
Jair Bolsonaro, deve se articular nos muni-
cípios para a eleição municipal de 2024. Isto
visando a eleição de 2026, na oposição ao
governo Lula.
3
Campo Largo, sexta-feira, 5 de novembro de 2022
Política
Lula é eleito novamente presidente da República do Brasil
O
Tribunal Superior Eleito-
ral (TSE) concluiu a to-
talização de todos os vo-
tos do segundo turno das Eleições
Gerais 2022 às 00h18 de segunda-
feira (31/10). Do total de
156.454.011 eleitores aptos a vo-
tar, 124.252.796 compareceram às
urnas, número equivalente a
79,41%. Os votos válidos totaliza-
ram 118.552.353. A abstenção al-
cançou 32.200.558, representando
20,59%. Os votos nulos foram
3.930.765, o que corresponde a
3,16% do total de votos. Já os vo-
tos em branco somaram 1.769.678
(1,43%). No total, foram apuradas
472.075 seções eleitorais, a última
delas no Amazonas.
PRESIDÊNCIA DA
REPÚBLICA
Ainda na noite de domingo (30/
10), foi definida matematicamente
a disputa em segundo turno para
presidente da República. Luiz Iná-
cio Lula da Silva, da Coligação Bra-
sil da Esperança, foi eleito pela
maioria dos votos. Com a totaliza-
ção da apuração de todas as seções,
Lula obteve 60.345.999 votos
(50,90% dos votos válidos) e Jair
Bolsonaro (Coligação Pelo Bem do
Brasil) recebeu 58.206.354 votos
O petista volta ao poder após 12 anos
Com a eleição dos doze
governadores em 2º turno,
os partidos finalizam suas
posições políticas pelo Brasil
colcha de retalhos
partidária, no Bra-
sil, está costurada com a elei-
ção de mais 12 (doze) go-
vernadores eleitos em 2º tur-
no, no dia 30 de outubro. O
mandato de cada um se ini-
cia em 01 de janeiro de 2023.
No primeiro turno foram 15
(quinze) governadores elei-
tos, dos quais 12 (doze) fo-
ram reeleitos. No segundo
turno, foi definida a sorte
entre os dois melhores co-
locados do primeiro turno,
em doze estados por parti-
dos distintos, onde 06 (seis)
dos atuais governadores se
reelegeram.
Assim, em 1º turno, no
Acre, Gladson Cameli (PP),
reeleito com 56,75% dos
votos válidos; no Amapá,
Clécio Luís (SDD), eleito
com 53, 69%; no Ceará, El-
mano de Freitas (PT), eleito
com 54,02%; no Distrito
Federal, Ibaneis Rocha
(MDB), reeleito com
50,30%; em Goiás, Ronaldo
Caiado (UB), reeleito com
51,81%; no Maranhão, Car-
los Brandão (PSB), reeleito
com 51,29%; em Mato
Grosso, Mauro Mendes
(UB), reeleito com 68,45%;
em Minas Gerais, Romeu
Zema (NOVO), reeleito
com 56,18%; no Pará, Hel-
der Barbalho (MDB), reelei-
to com 70,41%; no Paraná,
Ratinho Jr. (PSD), reeleito
com 69,64%, no Piauí, Ra-
fael Fonteles (PT), eleito
com 57,17%; no Rio de Ja-
neiro, Cláudio Castro (PL),
reeleito com 58,67%; no Rio
Grande do Norte, Fátima
Bezerra (PT), reeleita com
58,31%; em Roraima, Antô-
nio Denarium (PP), reeleito
com 56,47% e em Tocan-
tins, Wanderlei Barbosa
(REP), reeleito com 58,14%.
No 2º turno, em Alago-
as, Paulo Dantas (MDB),
reeleito com 52,33% dos
votos válidos; no Amazonas,
Wilson Lima (UB), reeleito
com 56,65%; na Bahia, Je-
rônimo Rodrigues (PT), elei-
to com 52,79%; no Espirito
Santo, Renato Casagrande
(PSB), reeleito com 53,80%;
no Mato Grosso do Sul,
Eduardo Riedel (PSDB),
eleito com 56,90%; na Pa-
raíba, João Azevêdo (PSB),
reeleito com 52,51%; em
Pernambuco, Raquel Lyra
(PSDB), eleita com 58,70%;
no Rio Grande do Sul,
Eduardo Leite (PSDB), re-
eleito com 57,12%;em Ron-
dônia, Coronel Marcos
(UB), reeleito com 52,47%;
em Santa Catarina, Jorginho
Melo (PL), eleito com
70,69%; em São Paulo, Tar-
císio de Freitas (REP), elei-
to com 55,27% e em Sergi-
pe, Fábio Mitidieri (PSD),
eleito com 51,70%.
O balanço final sobre as
siglas partidárias dos gover-
nadores eleitos, indica que
apenas, 11 (onze) partidos
obtiveram êxito na corrida
eleitoral por governo de es-
tado. O PT e o União Brasil
(UB) conquistaram quatro
estados cada; o MDB, o PSB
e o PSDB ficaram com três
estados cada um; o PP, o
PSD, o PL e o Republicanos
(REP) estão em dois estados
cada um e o Solidariedade
(SDD) e o NOVO passam
a governar, em 2023, um
estado cada um.
A
(49,10% dos votos válidos).
Perfil - Luiz Inácio Lula da Silva
tem 77 anos, é natural de Gara-
nhuns (PE) e concorreu pela coli-
gação Brasil da Esperança (forma-
da por FE Brasil (PT/PCdoB/
PV)/Solidariedade/Federação
PSOL-Rede/PSB/Agir/Avante/
Pros). Presidente da República en-
tre 2003 e 2010, ele é casado com
Rosângela Silva, Janja, e tem como
vice-presidente o médico e ex-go-
vernador de São Paulo Geraldo
Alckmin.
GOVERNADORES
Em 12 estados do país, a defini-
ção do novo governador também
ficou para o segundo turno. Então,
foram eleitos: Alagoas - Paulo Dan-
tas (MDB); Amazonas - Wilson
Lima (União); Bahia - Jerônimo
Rodrigues (PT); Espírito Santo -
Renato Casagrande (PSB); Mato
Grosso do Sul - Eduardo Riedel
(PSDB); Paraíba - João Azevêdo
(PSB); Pernambuco - Raquel Lyra
(PSDB); Rio Grande do Sul -
Eduardo Leite (PSDB); Rondônia
- Coronel Marcos Rocha (União);
Santa Catarina - Jorginho Mello
(PL); São Paulo - Tarcísio de Frei-
tas (Republicanos); Sergipe - Fábio
Mitidieri (PSD).
Fonte: TSE
Registros da eleição presidencial em municípios
do Paraná servem de base para a eleição de 2024
Com os resultados da
eleição presidencial de 2022
divulgados, os analistas po-
líticos passam para uma
nova etapa de eleições no
Brasil. Para a eleição de
2024, muitos vetores devem
alterar o quadro partidário
nos municípios. Os partidos
coligados e os aliados, tan-
to do PT de Lula como do
PL de Bolsonaro, devem
mexer bastante no compor-
tamento de suas lideranças
nos municípios e as compo-
sições dos diretórios muni-
cipais. Em muitos dos esta-
dos, o choque político-par-
tidário está bem visível e a
composição das bancadas
no Congresso Nacional e
nas Assembleias Legislativas
deve alterar no “Status
Quo” partidário nos muni-
cípios. A primeira análise que
se deve fazer é pelos números
da eleição presidencial, onde
governadores, deputados e
prefeitos estiveram direta-
mente envolvidos. Assim, a
observação passa a ser pri-
oridade para os segmentos
políticos municipais.
Nas eleições para presi-
dente tivemos, em Campo
Largo, com um colégio elei-
toral de 91 263 eleitores, no
1º turno, 40 538 (56,98%)
votos válidos para Bolsona-
ro e 23 731 (33,35%) para o
Lula, uma diferença de 16
807 votos; No 2º turno, Bol-
sonaro, 47 247 (65,11%)
contra 25 316 (34,89%) de
Lula, onde foram registra-
dos, 1 296 (1,39%) votos em
branco, 1 686 (2,23%) vo-
tos nulos com 15 638 pes-
soas que não foram votar,
uma abstenção de 17,15%,
no município a diferença
aumentou para 21 931 vo-
tos.
Em Balsa Nova, o qua-
dro se repetiu. O Colégio
Eleitoral foi de 11 586 elei-
tores aptos a votar, em 2022.
No 1º turno, 5 077 (55,77%)
votos válidos para Bolsona-
ro e 3 346 (36,73%) para o
Lula, uma diferença de 1731
votos; No 2º turno, Bolso-
naro, 5 834 (62,58%) con-
tra 3 488 (37,42%) de Lula,
onde foram registrados, 153
(1,39%) votos em branco,
215 (2,22%) votos nulos
com 1 894 pessoas que não
foram votar, uma abstenção
de 16,35%, no município a
diferença aumentou para 2
346 votos.
Com os indicativos dos
resultados do 1º turno, onde
além da eleição do governa-
dor Ratinho Jr. (PSD), a
análise deve se concentrar,
também, no potencial de
votos atribuídos aos depu-
tados federais e deputados
estaduais, além da votação
atribuída aos candidatos ao
Senado Federal, onde a vaga
do Paraná foi obtida pelo
em juiz Sérgio Moro (União
Brasil), com 1 953 118
(33,50) votos válidos, ven-
cendo na disputa, Paulo
Martins (PL) e Álvaro Dias
(PODE). A segunda análi-
se passa a ser feita pelos
partidos políticos a partir da
eleição de governadores
pelo país. Esta questão é
bem heterogênea e os par-
tidos devem trilhar cami-
nhos mais convergentes de-
fendendo seus interesses
que passa pelo fundo elei-
toral.