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Campo Largo, sexta-feira, 11 de novembro de 2022
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Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Influências climáticas
A
Colunas
anúncio do fechamento da linha de produ-
ção de motores E-Torq pela Fiat, em Cam-
po Largo merece algumas observações importantes que
atingem o mercado automotivo mundial. Pela nota da
Stellantis, grupo automotivo franco-ítalo-americano, de-
tentora das marcas Fiat, Jeep, Pegeut, Citroën, Alfa Ro-
meo e Chrysler, o fim da produção de motores em Cam-
po Largo faz parte do plano estratégico de neutralizar
globalmente suas emissões de carbono até 2038. “Den-
tro das medidas que visam acelerar a redução de 50%
em emissões de carbono já em 2030, a Stellantis
decidiu concentrar a produção em motores mais moder-
nos, que além de atenderem às novas e futuras regula-
mentações, oferecem ao consumidor os mais altos ní-
veis de tecnologia, economia, performance e eficiência,
em linha com a tendência global de downsizing”. Assim,
as influências climáticas passam a ser decisivas nas deci-
sões de empresas multinacionais, pois devem atender as
regulamentações de seus países de origem, bem como
dos organismos internacionais que estudam o clima no
planeta como a ONU. A cada dia que passa, o cidadão
comum recebe o impacto de uma nova tecnologia para
atender os efeitos nocivos do aquecimento global. Po-
dem ser pequenas coisas, como o uso das sacolas plásti-
cas, passando pelo descarte correto do lixo reciclável. A
geração de energia limpa é outro fator que afeta os to-
dos consumidores, industriais e residenciais. O uso de
recursos naturais está ficando cada vez mais escasso e
por cima, prejudiciais à saúde e a qualidade de vida do
cidadão. O conflito entre o setor produtivo e econômi-
co com a questão ambiental atinge proporções alarman-
tes, mas que precisa de uma solução para que a humani-
dade possa garantir a sua existência, não só por décadas
ou séculos, mas por milênios. A revolução industrial ga-
rantiu muitos avanços, mas isto foi feito a um custo
ambiental muito alto e que o planeta está cobrando com
os seguidos desastres naturais. Basta observar o caso da
Fábrica da Fiat, em Campo Largo, que por decisões de
melhoria ambiental, está gerando uma influência econo-
mia junto a população com centenas de famílias afeta-
das diretamente e por extensão, milhares de cidadãos
são afetados por uma decisão de controle ambiental. Em
termos de governo municipal, toda a população será in-
diretamente afetada com a redução na carga de impos-
tos gerados. Tudo então passa por estudos complexos
para que a humanidade possa se revigorar diante da de-
fesa do meio ambiente. Os órgãos mundiais fazem as
suas aferições quanto ao clima, mas o impacto é sentido
por toda pessoa em qualquer canto do planeta Terra.
palavra mais usada nos mei-
os políticos nos últimos dias
foi “transição”. As pessoas, em di-
versos meios de comunicação, con-
versam sobre a troca de governo
de Bolsonaro para o de Lula. Os
comentários envolvem sobre quem estará dando as cartas no governo de
coalizão de Lula. A princípio, a população observa o vice presidente elei-
to, Geraldo Alckmin conduzindo o processo e a presidente nacional do
PT, deputada federal reeleita, Gleisi Hoffmann administrando as ques-
tões político partidária dentro e fora da coligação, incluindo as facções ou
forças que aderiram a campanha de Lula no segundo turno. As conversas
giram em torno de quem ocupará os cargos disponíveis no futuro e novo
governo Lula. O cidadão reconhece muitos dos expoentes da esquerda
brasileira. No presente momento, com cinquenta dias para a posse, as
conversas das pessoas devem girar sobre o comportamento das equipes
de transição do futuro governo, na ordem de cinquenta pessoas, sob a
liderança do ex-governador de São Paulo e agora, vice-presidente eleito,
Geraldo Alckmin. Com o passar dos dias, o julgamento popular sobre a
indicação de nomes para ocupar cargos no primeiro escalão deve circular
pelas redes sociais e os meios comunicação, em geral. No Paraná, as con-
versas devem destacar a nomeação do ex-governador e ex-senador Ro-
berto Requião. Numa primeira linha, as sondagens indicam que passará a
ser Presidente da Itaipu Binacional.
O
NA BOCA DO POVO
Federação Municipal
Disputa maior
Os deputados
federais eleitos e
reeleitos estão fa-
zendo contas para
ver quem tem
chance de ocupar
a cadeira da presi-
dência da Câmara dos Deputados. Nesta linha,
o atual presidente, deputado Arthur Lira está
conduzindo o processo envolvendo os 513 de-
putados. Já, no Senado Federal, onde a mexida
não foi tão grande, pois só 27 cadeiras foram
colocadas em disputa, os 81 senadores prati-
cam uma forma bem diferente de escolha, com
menos atrito, apesar da influência do governo
federal. O PSD de Kassab quer reconduzir o
senador Rodrigo Pacheco (MG) ao cargo. As
equações neste momento possuem muitas vari-
áveis.
A eleição presidencial apresentou nova forma de com-
posição partidária, no lugar, das coligações que passaram a
não ser permitidas pela justiça eleitoral, após aprovação no
Congresso Nacional. A Federação, PT, PV e PCdoB, come-
ça a se movimentar em Campo Largo, os ajustes locais. Nos
municípios, as siglas devem obedecer às decisões nacionais.
O PT com Nelsão da Força e o PCdoB com o professor
Avanir e o sindicalista Santana começam a organizar as legendas para formação de cha-
pas de vereadores, em 2024. As convergências devem ser analisadas e o PV deve passar
por um processo de renovação.
Fatia I
O MDB na campa-
nha para presidência
conduziu no primeiro
turno, a senadora Simo-
ne Tebet e que no final
chegou numa honrosa
terceira posição. Para o
2º turno, os ventos sopraram com mais
força do lato petista e Simone Tebet pas-
sou a apoiar Lula, com destaque. Ela deve
ocupar um ministério e por cima, poderá
agregar o apoio político do MDB no Con-
gresso Nacional na base aliada ao governo
Lula. As conversações estão em marcha,
visão futura da sigla.
Fatia II
Um dos partidos que saiu
mais rachado na eleição pre-
sidencial de 2022, foi o
PSDB. Da forte presença
nacional do ex-governador
de São Paulo, João Dória, no cenário polí-
tico de disputa presidencial, os tucanos cha-
muscados precisaram se contentar com a
eleição de três governadores, com Eduar-
do Leite, no Rio Grande do Sul; com
Eduardo Ridel (PSDB), no Mato Grosso
do Sul e Raquel Lyra, em Pernambuco, to-
dos em 2º turno. Cada um dos eleitos pos-
sui posição própria e divergente.
Esperar a poeira baixar
Todos os parti-
dos políticos estão
contabilizando os
seus resultados
eleitorais. Muitos
já estão pensando
em fusão ou em federação, para enfrentar a
jornada da eleição municipal. Como a mexi-
da no governo federal será grande, os diri-
gentes partidários devem aguardar os movi-
mentos de instalação do futuro governo Lula.
Com certeza depois que baixar a poeira, as
alterações acontecerão nos municípios. As
urnas devem apontar o novo rumo de cada
sigla. No Paraná, as coisas devem passar pelo
crivo do governador reeleito Ratinho Jr.
Câmara de
Campo Largo
Os primeiros no-
mes de vereadores
que podem ser eleitos
a presidente na Câ-
mara de Campo Lar-
go já estão circulan-
do. Assim, Marcio
Beraldo, Alexandre
Guimarães, André,
Gabardo e Genésio
da Vital estão no páreo. A eleição acontece no
dia 19 de dezembro, na última sessão ordinária
do ano e até lá, muita água, ainda, deverá correr
por debaixo da ponte. O vereador Pedrinho
Barausse está fora desta disputa, pois não pode
ser reeleito.
PERGUNTAS DA SEMANA:
I – Como fica o AGIR de Campo Largo, com o apoio partido a nível federal, ao gover-
no Lula? Inclusive participou da coligação. Qualquer contato entre as lideranças
municipais, dá choque, 2 024 no processo.
II – Quem assume a liderança no PV de Campo Largo? Algumas decisões em breve.
III – Como fica a reorganização do PDT, em Campo Largo? Com a aproximação do
PDT na campanha de 2º turno, o atual deputado Gustavo Fruet deve conduzir o
processo de reestruturação partidária.
IV – Qual será a jornada futura do PSB, com Geraldo Alckmin eleito vice-presidente?
Novidades podem surgir em breve.
V – Qual seria a composição de uma federação envolvendo o Podemos e União Brasil?
Uma coisa complexa com muitos rachas.
FRASE DA SEMANA:
“Eu não enxergo dentro
da Câmara e do Senado essa
coisa do Centrão. Eu enxer-
go deputados que foram elei-
tos e que, portanto, vamos ter
que conversar com eles para
garantir as coisas que serão
necessárias para melhorar a
vida do povo brasileiro”.
Declarou Lula, após visita ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na quarta-feira (09/11/2022)