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Campo Largo, sexta-feira, 6 de janeiro de 2023
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Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Ano Novo - Novo Governo
N
Colunas
s Brasileiros, em especial, os paranaen-
ses aguardam as decisões dos novos go-
vernos, Lula no seu terceiro mandato e Ratinho Jr.,
com a reeleição, o segundo mandato. Tanto um
como o outro, já anunciaram as transformações e
mudanças que devem ocorrer nos próximos qua-
tro anos. A população aguarda a tomada das deci-
sões com grande expectativa, com a posse dos mi-
nistros, na esfera federal e os secretários, na esfera
estadual. Com trinta e sete ministérios, o governo
Lula III projeta uma grande reestruturação na ad-
ministração federal. De um governo de direita para
um governo de esquerda é um verdadeiro “meia
volta volver”, passando por um desmanche em al-
guns ministérios para ampliar os horizontes de uma
gestão com visão socioambiental. O cidadão brasi-
leiro, com o passar dos primeiros dias ou, mesmo
das primeiras semanas, até a posse dos novos de-
putados federais e dos novos senadores, deve acom-
panhar o discurso de posse dos novos ministros
até que a esplanada tenha um titular em cada pasta.
As alterações não serão possíveis em tudo e o dis-
curso feito em palanque precisará ser reformulado
conforme a carruagem política do Congresso Na-
cional. Mesmo assim, os segmentos empresariais,
econômicos e sociais sentirão os efeitos das novas
medidas ao ser aprovadas e aplicadas. No Paraná,
o governo Ratinho Jr. II, com suas vinte e quatro
secretarias estaduais, também, buscará se alinhar
com as diretrizes oriundas do Palácio do Planalto.
As medidas do governo estadual aprovadas no fi-
nal da gestão anterior pela Assembleia Legislativa,
em dezembro, indicam que os ajustes feitos e apro-
vados pelos deputados estaduais, seguiram uma li-
nha de diretrizes da equipe de transição do futuro
governo federal. Nem tudo o que o governo fede-
ral pretende realizar terá a mesma orientação do
governo estadual. Uma simples referência é do caso
federal da privatização da Petrobrás que o governo
Lula III não pretende e no Paraná, o governo Rati-
nho Jr. II aposta na privatização da Compagás, atre-
lada a Copel, para torná-la competividade no mer-
cado nacional. Assim, algumas políticas públicas
agradam o governo federal, mas, por outro lado,
não agradam o governo estadual.
NA BOCA DO POVO
as conversas durante a
primeira semana do ano,
as pessoas teciam comentários so-
bre a posse do presidente da Re-
pública, Luís Inácio Lula da Silva
e do governador do Paraná, Rati-
nho Jr, em relação as cerimônias
e as nomeações dos indicados par
ao primeiro escalão de cada um
dos governos, ministros, no go-
verno federal e secretários estadu-
ais, no governo estadual. Os pa-
ranaenses, assim, opinaram sobre os 37 ministros do Lula III e os 24 secretários do Rati-
nho Jr II. Detalhes daqui e detalhes de lá, o que mais chamou atenção foi o “Simbolismo”
da entrega da Faixa Presidencial. Com a rivalidade política à “flor da pele”, o antecessor
não passou para o sucessor, o símbo0lo da troca de governo. A saída então foi achar uma
forma para proceder o ato dentro do rito protocolar do cerimonial. A emenda ficou me-
lhor que a forma original, os oito cidadãos que subiram a rampa do palácio caracterizam
uma forma inédita de passar o bastão de um governo, onde a representatividade e a diver-
sidade da população brasileira estava evidenciada. Com o gesto, o POVO entregou a Faixa
Presidencial no início do seu terceiro mandato. Nos comentários, o debate continuará de
várias formas e em cada lugar ou região, com teor diferente, onde os prós e os contras
aflaram com as paixões políticas individuais de cada cidadão brasileiro. Foto: Agência Brasil
O
PERGUNTAS DA SEMANA:
I - Como será que ficam as lideranças políti-
co partidárias nos municípios para 2024?
II – Como será o processo eleitoral de 2024
da Federação PSDB/Cidadania?
III – Qual será a reorganização administra-
tiva do governo estadual de Ratinho
Jr., em relação aos cargos dos outros
escalões? Decisões político partidári-
as em jogo.
IV – Com as medidas, já, anunciadas e ofi-
cialmente, divulgadas e publicadas,
através de decretos e portarias, além
de medidas provisórias, uma ordem
de “Meia Volta Volver” está em mar-
cha. Como o cidadão está recebendo
as novidades?
V – Com a adoção de diretrizes totalmen-
te opostas ao governo de Bolsonaro,
como os municípios agirão com as
normas propostas pelo Lula III?
por Haroldo Wöhl
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
ma coisa ficou cla-
ra com a posse de
Lula para governar o Brasil
pela terceira vez. Todos en-
tendem que não será igual as
duas vezes anteriores, quan-
do o Partido dos Trabalha-
dores (PT) possuía voz do-
minante nas decisões de go-
verno. Com um leque parti-
dos coligados no primeiro
turno e com um rol de partidos aliados, no se-
gundo turno, a base aliada no governo Lula III
passa a ter um comportamento político partidá-
rio bem diferente. O presidente Lula precisa de
governabilidade e isto passa pelo Congresso Na-
cional, onde o PT não possui maioria. Assim,
Lula articulou uma base de apoio com os parti-
dos federados, coligados e aliados, com passam
a integrar o seu governo, 2023/2026. Para veri-
ficar isto basta analisar os ministros nomeados
para os 37 ministérios. Neste rol estão incluídos
partidos peso pesado, como o MDB de Simone
Tebet, PSD de Gilberto Kassab e União Brasil
“Não vou ser diferente porque
tenho que ser a mulher
certinha do presidente”.
De Rosângela Janja Silva,,em entrevista, ao se tornar a
1ª dama do país, com a posse do seu marido, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). em Brasília.
de Luciano Bivar e ACM Neto. Esta escalada
político partidária deve mexer com os segmen-
tos internos de cada sigla, a partir de fevereiro
com a posse dos deputados federais e senado-
res, eleitos em outubro de 2022. A partir daí,
começa o jogo eleitoral de 2024, onde o PT quer
mostrar uma nova força eleitoral. As coisas não
serão mais tão fáceis como no passado e em
muitos municípios a disputa passa pela gover-
nabilidade federal, com deputados e senadores,
mostrando suas armas político eleitorais e co-
brando a fatura na hora das decisões ou melhor,
indicação e candidatos a prefeito.
U
Um grande abismo se formou diante do senador
paranaense Sergio Moro (UB), para os próximos qua-
tro anos. O impasse aumenta, ainda mais, quando o
seu partido, o União Brasil, faz parte da base aliada
do governo Lula III. No horizonte pode acontecer
uma troca de partido. Com sua notória oposição à
Lula, deve migrar para um partido de oposição que
hoje são poucos.
Não pode faltar
Frase da semana
Farpas
A eleição do vereador João Carlos Fereira
como presidente da Câmara de Campo Largo
agitou o imaginário dos campo-larguenses. Como
popularmente é conhecido como João D’Água,
por ter trabalhado na SANEPAR por muitos
anos na região do distrito da Ferraria, dizem que
o precioso líquido não poderá faltar no legislati-
vo. Outras já induzem que “É Hora da Onça
Beber Água”.