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Campo Largo, sexta-feira, 13 de janeiro de 2023
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Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às
15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Diploma
E
Colunas
cada final de ano, as pessoas indicam que
a Festa de Ano Novo, também é, a Festa
da Virada. No início de 2023, a virada aconteceu
com a posse do Presidente da República e dos
Governadores dos Estados e do Distrito Fede-
ral. Mesmo com as reeleições, caso do Paraná, as
diretrizes dos novos governos, pelos próximos
quatro anos, terão novos diretrizes, totalmente
diferentes dos quatro anos anteriores. Nos mu-
nicípios, a troca de gestão nas Câmara Munici-
pais aponta para duas linhas de conduta, uma a
favor dos prefeitos e outra contra, conforme a
base aliada do executivo municipal. Nos municí-
pios, a virada pode significar um ponto diferen-
te. As administrações municipais entram no ter-
ceiro ano de mandato e a população analisa o
que o prefeito fez nos dois anos anteriores. O
planejamento e os resultados práticos em bene-
fício da população alteram o comportamento po-
lítico das lideranças partidárias. O jogo da suces-
são aponta os acertos e as falhas dos governan-
tes e seus assessores. Tudo começa a ser coloca-
do na balança, com o peso de cada decisão to-
mada. Nem tudo que o governante acha que está
bom, passa a ser bom para a população e as críti-
cas surgem e abastecem a oposição na disputa
política eleitoral de 2024. O ponto de inflexão,
passa pela contagem dos dias que faltam para o
término da gestão e apresenta muitas variáveis
que passam pelos apoios na hora decisiva do con-
junto de forças da base política. Os dividendos
colhidos nos dois primeiros anos podem ser bons
se forem do agrado popular, caso contrário, o
resultado prático pode ser desastroso. A oposi-
ção e a situação dentro de cada município bus-
cam somar a maior força eleitoral política, onde
o ponto de destaque fica centrada nas lideranças
partidárias. A virada de uma administração, em
termos de dias para o final do mandato, é crucial
para as pretensões de quem pretende ser candi-
dato na sucessão do atual governante municipal.
NA BOCA DO POVO
m Campo Largo, as pessoas comentam
a eleição do presidente da Câmara, ve-
reador João D’Água (UB) com o apoio de cin-
co colegas. As habilidades de escolha e de dis-
puta pela presidência da Câmara Municipal de
Campo Largo passam por uma história de
longa data. Muitas pessoas falam de que um
determinado vereador foi dormir presidente
e na manhã seguinte continuou mero verea-
dor. No folclore político, são contados cau-
sos com lances cinematográficos de raptos e viagens e
retiros para confirmação dos votos dos parlamentares.
O processo de escolha passa por muitas interferências
externas ao parlamento, passando pelas correntes par-
tidárias e políticas. É muito fácil fazer a conta com onze
vereadores, atualmente. 2 + 2= 4 +2= 6 e seis é a mai-
Eleição municipal
Os partidos
estão buscando
filiados para
concorrer as
vagas de verea-
dor, em 2024.
Numa primeira
linha de obser-
vação, os diri-
gentes enxer-
gam as possibilidades dos suplentes das chapas proporcionais de
2020. Com as alterações que ocorreram na legislação eleitoral, o
A
Suplente I
Na primeira busca partidária, o parti-
do do governador Ratinho Jr., o PSD, me-
rece todo respeito eleitoral. Assim, o pri-
meiro suplente de vereador Junior Andre-
assa, com os seus 1 036 votos passa a ter
consideração em qualquer legenda parti-
dária.
Suplente II
De 2020 para 2022, o
DEM e o PSL fizeram uma
fusão e juntaram seus filia-
dos. Da eleição de 2020, o
primeiro suplente do DEM
passou a ser Junior Polaco
Preto, com 695 votos, com a
renúncia de Tadeu de Paula e o primeiro suplente do PSL foi o
Clairton Alemão, com 564 votos. Na nova realidade os dois
partidos correm unidos, além de possuíram, hoje, na Câmara
Municipal, quatro vereadores. Uma coisa complicada de se man-
ter na futura eleição. A Janela Partidária, em março de 2024,
pode ser uma saída.
O PSC está em vias de fazer fusão
com o Podemos e assim, os filiados
com mandato podem mudar de parti-
do sem perder o cargo eletivo. Neste
rol está o vereador Genésio da Vital
(PSC) que em 2020, obteve 1 137 vo-
tos. Como primeiro suplente ficou Ro-
gério das Tintas, com 900 votos. As-
sim, os filiados do PSC serão incorpo-
rados ao Podemos pela decisão dos Diretórios Nacionais.
Suplente III
oria. Quem está fora quer entrar e quem está dentro
não quer sair. O jogo político possui muitas variáveis,
as nuvens mudam de formato a cada instante. Em
política não se pode duvidar o que pode acontecer no
último segundo. Parece coisa de futebol, onde nos
acréscimos o gol pode decidir a partida.
PERGUNTAS DA SEMANA:
I – Quais são as sondagens político-partidárias nos municípios
para 2024? O cacife eleitoral é o que mais imposta.
II – Quantos partidos conseguirão montar as chapas completas
para vereador?
III – Quantos pré-candidatos a prefeito podem surgir em Cam-
po Largo? ]
IV – Como fica o bloco de oposição, em Campo Largo? Dividi-
do ou unido. Depende das lideranças e dos pretendentes.
V – Quais serão as novas filiações ao PT, em Campo Largo? Em
breve, novidades e surpresas.
Suplente IV
O Partido Solidariedade está represen-
tado na Câmara de Campo Largo, pelo
vereador Sargento Leandro Chrestani
(SDD) que obteve em 2020, 568 votos e
o seu primeiro suplente ficou o Lucão
do Gás, com 567 votos. Como o SDD
está em vias, também, de fusão com o
PROS, os seus filiados com mandato
podem optar por ingressar em outra le-
genda sem perder o cargo.
Suplente V
O PSB vem mantendo sua represen-
tatividade nas últimas eleições na Câma-
ra de Campo Largo. A regularidade se ex-
pressa na eleição da atual vereadora Cléa
Oliveira. O seu primeiro suplente é Sen-
sei Clóvis, que obteve, em 2020, 804 vo-
tos. A condição de chapa pura, quando
existiam as coligações nas cinco últimas
eleições municipais sempre garantiu a elei-
ção de vereadores ou vereadoras. Na elei-
ção de 2024, o que o PSB fazia por von-
tade própria passa a ser obrigatória a todos os partidos, acaba-
ram as coligações.
Mais suplentes
Outros partidos, como o MDB e o Podemos, também, pos-
suem suplentes. A análise será feita na próxima edição do Va-
tapá. Assim, no momento, oito partidos estão representados e
que com as prováveis fusões, o número pode cair. Tudo pode
mudar com a posse dos deputados federais, em 01 de fevereiro
de 2023.