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Campo Largo, sexta-feira, 3 de março de 2023
Geral
Hitech Electric, empresa
brasileira de eletromobili-
dade, inicia 2023 com um
marco histórico para a indústria au-
tomotiva nacional: o lançamento da
primeira linha de montagem de veí-
culos utilitários 100% elétricos no
país. A linha foi implementada em
uma nova fábrica com área total de
10 mil m², que será inaugurada em
março no município de Campo Lar-
go, no Paraná. O projeto muda a di-
nâmica de negócios e atuação da Hi-
tech Electric no Brasil, possibilita a
implementação de novas tecnologias
e a torna uma montadora automoti-
va, após cinco anos de atuação como
importadora e
desenvolvedora de veículos elétri-
cos. A Hitech Electric faz parte do
programa de Corporate Venture Ca-
pital (CVC) da Positivo Tecnologia,
empresa brasileira de tecnologia que
é parceira estratégica e investidora tec-
nológica da startup. O Programa de
Corporate Venture Capital (CVC),
aporta recursos em startups com atu-
ação ou operação na Amazônia Oci-
dental, assim como a Hitech Electric.
“O lançamento da linha de mon-
tagem e a abertura de uma fábrica
Hitech Electric lança primeira linha de montagem de veículos utilitários
100% elétricos do Brasil em fábrica no município de Campo Largo
Além de inaugurar fábrica de 10 mil m², empresa firma parceria com a WEG para utilização da melhor e mais segura bateria de lítio automotiva
A
totalmente nova consolida um proje-
to ambicioso e gera inúmeras opor-
tunidades para a indústria de eletro-
mobilidade se desenvolver no Brasil”,
comenta Rodrigo Contin, CEO da
Hitech Electric.
O início efetivo da montagem dos
veículos na nova linha de produção e
fábrica acontecerá em março. O pri-
meiro lote de utilitários e caminhões
compactos elétricos, já integralmente
comercializado, começará a ser entre-
gue no decorrer do mesmo mês. A
Hitech Electric é uma empresa pio-
neira em eletromobilidade e foi a pri-
meira a lançar no Brasil um veículo
autônomo e elétrico com desenvol-
vimento totalmente nacional, assim
como veículos utilitários homologa-
dos para logística urbana last-mile elé-
trica.
A empresa foi fundada em 2017,
e para instalar a nova fábrica, esco-
lheu Campo Largo, município locali-
zado a 30 km de Curitiba. A decisão
foi baseada no histórico e represen-
tatividade do município na indústria
automotiva nacional, assim como no
apoio do Governo do Estado do Pa-
raná para implementação do empre-
endimento.
A capacidade operacional da nova
fábrica da Hitech Electric foi dimen-
sionada em fases. Na primeira etapa,
a capacidade de montagem é de 50
veículos por mês, com condição de
expansão para 100 unidades, no cur-
to prazo. A expectativa é que sejam
comercializados aproximadamente
mil veículos por ano nesta nova eta-
pa. Há ainda previsão de ampliar a
planta em novas fases a fim de aten-
der a demanda do mercado, que é
crescente.
Além do lançamento da linha de
montagem e fábrica no Paraná, a Hi-
tech Electric apresenta outra novida-
de: a parceria com um novo fornece-
dor de powertrain, termo que reúne
motor, inversor e bateria. A aliança é
com a WEG, multinacional brasileira
que atua globalmente e fornecerá ba-
teria com tecnologia Lítio Ferro Fos-
fato (LFP) não inflamável a todos os
veículos montados pela Hitech Elec-
tric. Além disso, os utilitários, cami-
nhões compactos, VUCs (veículo ur-
bano de carga) e outros modelos de-
senvolvidos pela Hitech Electric te-
rão a condição de utilização de um
pack adicional de bateria para expan-
são da autonomia.
Rodrigo Contin explica ainda que
o portfólio da empresa foi ajustado a
partir daqui para atender exclusiva-
mente as demandas relacionadas ao
transporte de carga last-mile, a últi-
ma milha. “Há produtos versáteis,
robustos e eficientes, com tecnologia
aplicada e conectividade para poten-
cializar a redução do custo operacio-
nal dos transportadores urbanos, além
de aumentar a segurança de pós-ven-
da aos clientes através da fabricação
nacional. Agora, temos diferentes
modelos elétricos para transporte de
mercadorias, feitos sob medida para
suprir necessidades de última milha
de encomendas e entregas, assim
como superaplicativos, deliveries ur-
banos, redes de e-commerce, entre
outros”. O executivo ainda ressalta
que “os modelos geram redução drás-
tica no custo operacional das empre-
sas. Além de impulsionar a expansão
da indústria do Brasil, oferecem uma
grande vantagem ao meio ambiente:
emissão zero de carbono”.
CMEI Victor de Almeida Barbosa foi ampliado e reformado
A reinauguração do Centro
Municipal de Educação Infan-
til (CMEI) Victor de Almeida
Barbosa, de Campo Largo, foi
realizada na terça-feira (28/02),
pela Prefeitura. Depois da re-
forma e ampliação, o CMEI foi
entregue à comunidade.
A obra na instituição, loca-
lizada no Centro da cidade, co-
meçou em janeiro de 2022. Foi
executado o projeto de acessibilidade; a
troca do telhado; a ampliação do refei-
tório, da sala da direção, da secretaria;
reforma nos banheiros das crianças e
dos funcionários e na biblioteca. O va-
lor investido na obra foi de R$
667.010,02 provenientes de recursos
municipais.
“O CMEI é um local de acolhimen-
to e de aprendizagem. Junto com a fa-
mília, somos responsáveis por melho-
rar a Educação no município”, comen-
tou a secretária municipal de Educação,
Dorotéa Stoco.
“Esta obra trouxe mais segurança
para as crianças e professoras. Mais do
que a estrutura física que foi entregue
hoje, somos um grupo de pessoas que
trabalha arduamente para oferecer cui-
dado e educação de qualidade às nos-
sas crianças. O espaço lúdico e seguro é
fundamental para atendê-las”, disse a
diretora do CMEI, Beatriz Kinap
Schenfer.
O CMEI atenderá em 2023 seis tur-
mas: Infantil 1 - etapa 1 (15 vagas), In-
fantil 1 - etapa 2 (25 vagas), Infantil 2
(50 vagas), Infantil 3 (50 vagas).
PRESENÇAS
A cerimônia de reinauguração con-
tou com a presença do prefeito de Cam-
po Largo, Maurício Rivabem; da secre-
tária municipal de Educação, Dorotéa
Stoco; do diretor-geral da secretaria mu-
nicipal de Educação, Bruno César; da
diretora do CMEI, Beatriz Kinap
Schenfert; diretoras; professoras; peda-
gogas e assistentes; além dos pais das
crianças atendidas no CMEI.
HISTÓRIA DO CMEI
A instituição foi na década de 1970
um posto de puericultura da Legião
Brasileira de Assistência (LBA), do Go-
verno Federal. Começou a funcionar
como creche em 1980 e em 1992 pas-
sou a ser administrado pela Prefeitura e
a se chamar Centro Social Victor de
Almeida Barbosa. Recebeu esse nome
em homenagem ao Sr. Victor de Almei-
da Barbosa, pai da voluntária da institui-
ção, Dona Elvidia Barbosa Pianaro. Aten-
dendo às novas diretrizes do Ministério da
Educação, o local passou a se chamar
Centro Municipal de Educação Infantil
Victor de Almeida Barbosa, em 2003.
Liberada a instalação da tecnologia 5G para Campo Largo
Foi liberada pela Agência Nacional
de Telecomunicações (Anatel), a insta-
lação da tecnologia 5G para Campo
Largo. O anúncio foi feito no sábado
(25/02) pelo prefeito municipal, Mau-
rício Rivabem, pelas redes sociais.
Segundo ele, o município está entre
os 37 com mais de 100 mil moradores,
que também poderão receber a nova
tecnologia. “Já encaminhei ofício a to-
das as operadoras solicitando priorida-
de na migração para Campo Largo, e
colocando à disposição a prefeitura para
auxiliar no que for possível. A evolu-
ção, tecnologia, chega dia a dia nas nos-
sas vidas, não podemos ficar atrás!”,
disse o prefeito.
Além de maior velocidade, o 5G re-
duz o tempo entre o estímulo e a res-
posta da rede de telecomunicações, au-
menta a capacidade de dispositivos co-
nectados ao mesmo tempo em uma de-
terminada área e reduz o consumo de
energia, com consequente aumento da
sustentabilidade.
Segundo a Anatel, atualmente, 109
modelos de smartphones, disponíveis
no mercado brasileiro, estão aptos para
receber o sinal 5G. A lista desses apare-
lhos pode ser consultada no site da
Anatel – https://informacoes.anatel.
gov.br/paineis/certificacao-de-produ-
tos/celulares-em-5g.
Fonte: Agência Brasil
O tempo estava chuvoso mas, mesmo assim, não impediu a
equipe da Vigilância Epidemiológica, vinculada à Secretaria Mu-
nicipal de Saúde de Campo Largo, de visitar as famílias do povo
indígena Kaingang que estão alojadas no local conhecido como
Parque do Mate. Com o apoio da liderança indígena local e o
suporte da Agente Comunitária de Saúde (ACS) da Unidade Bási-
ca de Saúde (UBS) Cercadinho, a equipe deu o pontapé inicial na
primeira fase da campanha 2023 de vacinação contra a Covid-19.
As vacinas foram realizadas in loco pela equipe que levou os
equipamentos necessários e encontrou desafios como, por exem-
plo, a falta de documentação e carteira vacinal. Porém, com apoio
do registro na UBS de referência, todos puderam ser imunizados e revelaram estar conscientes da
importância da vacina.
“Aqui todos nós tomamos, adultos e crianças. Já na outra aldeia as crianças tomaram também”,
contou Janaína Salvador, a primeira pessoa a tomar a vacina bivalente no município. Ela estava de
aniversário e ganhou de presente a dose de reforço, completando sua imunização contra a doença. Já
os filhos dela que estavam junto - Kempes Casemiro (1 ano e meio), Estela Casemiro (11 anos),
Natali Casemiro (7 anos) - iniciaram ou completaram o esquema com as doses monovalentes. As
outras crianças estavam na escola e devem receber as doses futuramente, na UBS Cercadinho.
Ao todo, foram 13 indígenas Kaingang vacinados, sendo cinco adultos com a vacina bivalente e
os demais com aplicações para atualizar o cartão vacinal (Pfizer Baby, Pfizer Pediátrica e Pfizer 12+).
Agora, todos os que participaram da ação estão com carteirinhas atualizadas e ainda foram determi-
nados prazos das próximas doses e repassadas orientações de saúde.
“Vamos voltar em dias e horários diferentes para atender aqueles que estavam ausentes devido
ao horário escolar ou de trabalho. E também orientamos eles a procurarem a unidade de referência
para eles, que é a UBS Cercadinho. Há ainda cerca de quatro famílias que estão viajando, mas voltam
em breve, então nosso trabalho é continuar acompanhando o grupo que está aqui no município,
bem como promover a imunização aos que queiram”, pontuou a ACS responsável pela região do
bairro Cercadinho - distrito Ferraria, Maria de Fátima Silva Novak.
Como será a vacinação neste ano - O foco da aplicação será em alguns grupos prioritários e
também nas pessoas que não completaram o esquema vacinal. Essa ação com o povo indígena
iniciou oficialmente as aplicações da vacina bivalente da Pfizer em Campo Largo. Essa é uma versão
atualizada do imunizante e, conforme orientações do Ministério da Saúde e da Sesa, é destinada ao
reforço de grupos prioritários previamente definidos pelo Ministério. São eles, neste primeiro mo-
mento: pessoas acima de 70 anos; moradores de instituições de longa permanência de idosos; traba-
lhadores dessas instituições; imunocomprometidos; indígenas; ribeirinhos; quilombolas.
De acordo com a quantidade de doses já recebidas, a equipe da Vigilância Epidemiológica do
município definiu que as próximas aplicações da primeira fase serão para os idosos com 80 anos ou
mais, e para pessoas imunossuprimidas com 50 anos ou mais. Esse grupo poderá tomar a partir da
segunda-feira, dia 06 de março, na UBS de referência. Para ser imunizado, é necessário ter tomado
pelo menos duas doses da vacina monovalente (Coronavac, Astrazeneca/Fiocruz, Pfizer ou Jans-
sen), sendo o intervalo da última dose de mais de 120 dias. Para imunossuprimidos, é necessário
apresentar atestado ou declaração médica contendo o CID e o descritivo da doença.
A ampliação dos demais públicos da primeira fase será de forma escalonada, conforme envio de
doses ao município. Paralelamente, o município continuará aplicando as doses monovalentes a quem
ainda não completou ou iniciou o esquema vacinal. A vacina é a principal forma de prevenção e
evita a forma mais grave da Covid-19. Vacinar-se pode salvar vidas.
Janaína Salvador, do povo indígena
Kaingang, foi a primeira a tomar a vacina
bivalente contra Covid-19 em Campo Largo