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Campo Largo, sexta-feira, 26 de maio de 2023
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Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Representatividade
S
Colunas
cidadão brasileiro tem o direito de participar de to-
das as atividades conferidas pela legislação vigente,
direitos e deveres, no país. Um dos princípios é o da represen-
tatividade nos parlamentos através da escolha pelo voto popu-
lar. Assim, na Câmaras dos Deputados, nas Assembleias Legis-
lativas e nas Câmaras Municipais, existe uma regra de composi-
ção de cada com base numa proporcionalidade de população,
nos estados e nos municípios. Os estados brasileiros possuem
uma regra fixa para cada um dos parlamentos. O Paraná tem 30
(trinta) deputados federais e 54 (cinquenta e quatro) deputados
estaduais. Nos municípios, mesmo que exista uma lei específi-
ca, para o número máximo de vereadores em relação à popula-
ção, em alguns casos, existe uma anomalia desta representação
parlamentar. No artigo 29 da Constituição Federal, está defini-
da a relação entre a população de um município e o número de
representantes no Legislativo Municipal. Quando a relação não
é observada, os municípios sofrem um prejuízo enorme nas
relações com as esferas superiores, principalmente, na destina-
ção de verbas públicas. Campo Largo, em 2023, possui apenas
11 (onze) vereadores, com uma população estimada de 150 000
habitantes. Pela Constituição, poderia ter 19 (dezenove) que é a
faixa definida de 120 000 a 160 000 habitantes. O município já
teve 13 (treze) vereadores, por muito tempo e teve 15 (quinze)
vereadores, de 2000 a 2004, 1- Pedro Alberto Barausse; 2- Darci
Antônio Andreassa; 3 - João Maria Zanlorenzi; 4 - Airton José
de Oliveira; 5 - Achilles Amadeu Munaretto; 6 - Paulo Castag-
noli; 7 - Raul da Luz Negrão; 8 - Said Matar; 9 - Mário Rogiski;
10- Ivo Roque Scapin; 11 - Luiz Fernando Vargas; 12 - Cézar
Roberto Vidal Braga; 13 - Jefferson Ricardo Cavalli Cuba; 14 -
Lino Petry e 15 - Eduardo Luiz Andrade de Souza. A falta de
representatividade na Câmara de Vereadores, na atualidade, é
gritante, com aumento da população e a redução de vereado-
res. Os segmentos sociais e comunitários representados no pas-
sado não possuem uma voz no parlamento municipal. Muito se
fala sobre a participação da mulher, dos afrodescendentes, mas
a escolha só pode ocorrer se as cadeiras possíveis sejam estabe-
lecidas. Muitos municípios já fizeram o dever de casa e corrigi-
ram a distorção. Quanto ao fator econômico financeiro, dizer
que se gastará mais é pura balela, pois o dinheiro é o mesmo, sai
do mesmo pote. Se não é usado pelos vereadores, a prefeitura
utiliza o dinheiro que sobra para despesas livres. Basta analisar
que a cada final de ano, além do dinheiro que não foi repassa-
do, a Câmara Municipal devolve um volume significativo de
dinheiro. Isto são apenas dois pontos a serem observados de
forma direta, pois nestes cinco meses de 2023 da atual legisla-
tura, foi colocada em pauta a proposição de aumento de cadei-
ra na Câmara de Campo Largo e retirada momentos antes da
votação em plenário. O impasse na tramitação ocorre, pois o
assunto precisa ser aprovado pela maioria dos atuais vereado-
res, para valer na próxima legislatura. É uma conta bem simples
de ser feita.
NA BOCA DO POVO
O
por Haroldo Wöhl
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
pesar da proximidade do inverno, o
clima esquentou na sessão ordinária do
dia 22 de maio, na Câmara de Campo
Largo, devido à retirada de pauta de uma pro-
posição de reajuste do salário do prefeito, do
vice-prefeito e de secretários. A princípio, o re-
ajuste do salário do prefeito tem uma relação
direta com o aumento de salários para os médi-
cos que atuam nas instituições públicas do mu-
nicípio. Nenhum médico pode receber salário
maior que o prefeito. A questão se prende ao
fato de que alguns outros municípios remune-
ram bem melhor os profissionais da saúde,
como Curitiba e São José dos Pinhais. Assim,
Campo Largo perde seus médicos para municí-
pios próximos. A relação entre o poder executi-
vo e o poder legislativo passou por alterações
no início de 2023, com a eleição de uma mesa
dos salários dos secretários municipais. Do de-
bate entre vereadores ficou claro que os secre-
tários já haviam recebido aumentos e correções,
em 2022, em torno de 16% (dezesseis por cen-
to) e recentemente, em 2023, foi aprovado um
aumento e correção de mais de 10% (dez por
cento). O presidente da Câmara, vereador João
D’Água e seu vice, o vereador Alexandre Gui-
marães, na Tribuna, enfatizaram que para o sa-
lário do prefeito tudo bem, mas sem a inclusão
dos secretários. Não se pode falar nada sobre o
salário de vice-prefeito, pois a gestão municipal
já no início do mandato perdeu o prefeito elei-
to. Numa conclusão evidente, a proposição pode
ser votada numa sessão extraordinária, sem os
secretários embutidos, para que a saúde muni-
cipal possa garantir os médicos nas unidades
públicas.
diretiva divergente aos interesses do executivo
municipal. A proposição para o aumento de
prefeito e de vice-prefeito passaria sem grande
dificuldade, pelas alegações e justificativas pres-
tadas. O impasse ficou por conta da inclusão
A
Polícia Militar: 190
Guarda Municipal de Campo Largo: 153 / 3291-5153
WhatsApp da Guarda Municipal: (41)99793-0077
Delegacia da Polícia Civil de Campo Largo: (41) 3291-6100
em entrar no mérito da cassação do deputado fede-
ral Deltan Dalagnol pelo Tribunal Superior Eleito-
ral-TSE que se elegeu pelo Podemos do Paraná com
mais de 343 mil votos, muitos comentários se seguiram pela
indicação do substituto na Câmara Federal. No passado, o
substituto passava a ser o suplente imediato da chapa do par-
tido, neste caso, do Podemos. Isto não acontece mais hoje, pois a legislação foi alterada e,
pela lei vigente, um candidato para ser eleito para o Legislativo precisa atingir um mínimo
de votos, no caso, 10% (dez por cento) do quociente eleitoral. O segundo colocado na
chapa do Podemos foi o ex-deputado Luiz Carlos Hauly, com 11 925 votos, mas não atin-
giu o índice necessário para assumir a vaga. Em 2022, o quociente eleitoral para deputado
federal por chapa foi de 201 288 votos, que é a divisão dos votos válidos apurados pelo
número de cadeiras, ou seja, trinta (30) vagas. No caso de Hauly, este precisaria de 20 129
votos para voltar ao Congresso. O alvoroço, neste sentido, toma força, pois uma eleição
municipal se aproxima e as regras aplicadas em 2022 valem para os partidos em 2024. Nas
conversas pelos municípios, o primeiro alvo são os atuais vereadores, onde o cidadão ana-
lisa o potencial de votos de cada um deles e quais são os que podem se reeleger. Os impac-
tos político-partidários da divulgação do caso Deltan atingem e esclarecem certos pontos
para as legendas na formação de suas chapas. O Podemos perdeu uma cadeira mesmo
tendo uma grande soma de votos, mas o candidato suplente não pode assumir, pois não
conseguiu uma votação individual para atingir o patamar estabelecido em lei. O debate
sobre o assunto passou a inflamar as conversas, mas a realidade é esta mesma. A eleição
para os legislativos é proporcional, tem que atingir a meta dentro de cada chapa. Se isto não
ocorrer, a vaga disponível segue para as sobras e daí o candidato de outro partido precisa de
20% (vinte por cento) para ficar com a vaga. Assim, a vaga de Deltan do Podemos passou
para Itamar Paim do Partido Liberal (PL) que somou 47 052 votos e passou a barreira dos
40 258 votos, que são os 20% do quociente eleitoral. Fechando as conversas sobre o assun-
to, o suplente de deputado ou vereador jamais assumirá se não tiver 10% (dez por cento) do
quociente eleitoral no mesmo partido. Caso das sobras, o candidato precisa ter, no mínimo,
20% (vinte por cento) do mesmo quociente eleitoral. Para os candidatos a vereador, em
2024, a regra a ser aplicada é diferente da utilizada em 2020. As escolhas ficam mais com-
plexas, ainda mais, no caso de Campo Largo, com 11 (onze) cadeiras em disputa.
Foram atendidos pelo prefeito Maurício Rivabem
o representante do Quilombo Palmital dos Pretos, Ales-
sandro Machado, os líderes das associações dos bair-
ros, Vila Torres, na Ferraria, Santa Cruz, em Três Cór-
regos, Jardim Tropical, Jardim das Acácias, Jardim Car-
mela e Jardim Iruama, da Rondinha e do Itambézinho.
A inciativa para todos foi positiva e “é um canal com a
administração municipal”, comentaram. O primeiro
“Fale com o Prefeito” aconteceu no dia 18 de maio,
com a presença dos secretários de Paulo Rogério Alves (Obras Viárias), Luiz Gustavo Torres
(Esporte, Lazer e Cultura), o diretor do DepTran, Everson Vaz da Silva (Ordem Pública), o
diretor de Relações Comunitárias, Nilson Pereira (Desenvolvimento Social) e os vereadores
Genésio da Vital, Pedrinho Barausse e Sargento Leandro Chrestani.
Fale com o Prefeito
Vira lei
O projeto de autoria do vereador
André Gabardo aprovado na Câmara
de Campo Largo, visando instituir
“uma política municipal de prevenção
do diabetes e de assistência integral à
pessoa diabética, para assegurar o aten-
dimento prioritário às pessoas com di-
abetes mellitus nos serviços públicos e
privados de saúde”, recebeu veto inte-
gral do prefeito Maurício Rivabem. O
referido veto do prefeito entrou na pauta na sessão ordinária
do dia 22 de maio e acabou sendo rejeitado por maioria. Com
a decisão do legislativo, a proposição vira lei.
Retirado de pauta I
O Projeto de Lei do Legislativo nº
40/2023, cuja súmula ESTABELECE
O NÚMERO DE VEREADORES
NO MUNICÍPIO CAMPO LARGO,
foi retirado da pauta de votações, pois
o assunto não possui unanimidade.
Caso não seja aprovado em 2023, o im-
pacto político negativo deve acontecer na eleição municipal
de 2024. Campo Largo, pela lei federal, poderia ter 19 (deze-
nove) parlamentares com base na população atual, na faixa
dos 120 mil a 160 mil habitantes. O município perde para
outros pela pouca representatividade.
Retirado de pauta II
O Projeto de Lei do
Legislativo nº 41/2023,
cuja súmula REAJUS-
TA OS SUBSÍDIOS
MENSAIS DO PRE-
FEITO, VICE-PRE-
FEITO E SECRETÁ-
RIOS DO MUNICÍ-
PIO DE CAMPO
LARGO – PR, também foi retirado da pauta de votações.
Quanto ao salário do prefeito, não houve questionamento
por vereadores, mas a inclusão de reajuste para secretários
criou o impasse. Uma solução precisa ser encontrada, pois
existe a necessidade de se conferir um aumento ao prefeito
para que os médicos da rede pública possam ser melhor re-
munerados. O abacaxi deve ser descascado.
Cidadã Honorária
A Câmara de Cam-
po Largo aprovou, por
unanimidade, no dia 22/
05, projeto de decreto
legislativo que concede
Título de Cidadã Bene-
mérita para a médica
Amanda Alice de Fran-
ça Meireles. Não sendo natural de Campo Largo, a profissi-
onal da saúde se destacou e projetou o município pelo Brasil
afora na edição do BBB 23.