
2
Campo Largo, sexta-feira,08 de setembro de 2023
Publicação da Gráfica Editora Campo Largo Ltda.
CNPJ-76.743.442/0001-90
Rua XV de Novembro, 2295, Sala 25, Centro,
Campo Largo, Paraná CEP 83601-030
Diretora: Alair Soares Wöhl
Departamento de Jornalismo: Fone:(41) 99859-3384
Jornalista Mayra Luma Melo de Carvalho - MTb 0012406/PR
Departamento Comercial : (41) 99995-7466
Diretor de Redação: Haroldo Wohl
e-mail: metrocomercial@gmail.com
Diagramação: Aldemir D. Batista - exceuni.com.br
Impressão: Press Alternativa (41) 3657-2864
Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às 15h00,
Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
PP
PP
P
ee
ee
e
drdr
drdr
dr
a no ca no c
a no ca no c
a no c
aa
aa
a
mm
mm
m
ii
ii
i
nn
nn
n
hoho
hoho
ho
Colunas
sinal de alerta está ligado nos municípios brasileiros.
A Reforma Tributária idealizada e aprovada pelo Con-
gresso Nacional mexe com as finanças das prefeituras, dos gran-
des, médios e pequenos municípios. A concentração da arrecada-
ção de impostos cada vez maior no governo federal e o repasse
das fatias de estados e municípios não agrada a governadores e
prefeitos. O atual governo federal estabelece metas para zerar o
deficit orçamentário e para isto precisa estimular, de uma forma
ou de outra, uma arrecadação a mais de quase 170 bilhões de re-
ais. O orçamento anual para 2024 indica este descalabro nas con-
tas públicas federais, sem contar com o furo já existente, em 2023.
As manifestações de prefeitos em suas marchas a Brasília e as re-
centes greves em milhares de municípios apontam para uma in-
satisfação geral na federação brasileira. Muitos prefeitos fizeram
manifestações públicas indicando a paralisação de serviços à po-
pulação em muitas áreas, onde a Saúde e a Educação devem ser
seriamente prejudicadas. A pedra no caminho dos prefeitos é o
repasse de verbas do Governo Federal que exerce forte controle
na arrecadação no Imposto de Renda (IR) e no Imposto de Pro-
dutos Industrializados (IPI) que são concentrados na União para
depois cada ente federado receber a sua parte. No recente episó-
dio da greve dos prefeitos, ficou bem clara a questão dos repasses
que são destinados aos estados e municípios. Com um repasse
menor determinado pelo Ministério da Fazenda, as contas muni-
cipais podem ficar no vermelho e assim, os prefeitos podem de-
cretar o fechamento das portas neste final de ano, onde as despe-
sas aumentam, principalmente com o pagamento do 13º salário
dos servidores. A pedra no caminho atinge outro ponto das ad-
ministrações municipais. Em 2024, se realizam as eleições muni-
cipais e os atuais prefeitos devem passar por críticas mais duras da
população e esta realidade de falta de dinheiro nos cofres da pre-
feitura não é boa para os prefeitos que pretendem a reeleição ou
para os candidatos apoiados pelos atuais prefeitos. E por exten-
são, existe um viés político, de rejeição aos candidatos a prefeito
oriundos da base partidária aliada do Governo Federal que pos-
sui o presidente Lula como mola mestra para garantir a vitória
nas urnas.
NA BOCA DO POVO
OO
OO
O
AA
AA
A
SS
SS
S
SS
SS
S
II
II
I
NN
NN
N
E O JE O J
E O JE O J
E O J
OO
OO
O
RR
RR
R
NN
NN
N
AA
AA
A
LL
LL
L
Assine o jornal Diário Metropolitano e receba todas as
sextas-feiras em sua casa. Tratar com Frank pelo telefone
(41) 99817-6432.
OO
OO
O
Censo do IBGE 2022 determinou a po-
pulação do Brasil e por extensão, estados
e municípios conheceram os números demográficos
reais. Os resultados do IBGE impactaram a realida-
de política em todas as regiões do país. A popula-
ção determina as bancadas nos legislativos estadu-
ais e nos municipais. O Congresso Nacional deverá
ajustar o número de deputados federais e de depu-
tados estaduais em cada estado. Na mesma linha, as
Câmaras Municipais podem ajustar as suas banca-
das municipais. Nas últimas semanas, o cenário político de Campo Largo ficou agitado. O
debate girou em torno do aumento de vereadores no município. Nas discussões ficou claro
que só os atuais vereadores podem votar pela alteração na Lei Orgânica Municipal e assim,
aumentar o número de cadeiras no legislativo. A proposta criou uma situação inédita, onde
adversários se uniram para votar a favor ou contra. Como só os onze (11) atuais vereadores
votaram, a decisão final ficou por conta do atual presidente vereador João D’Água, numa vo-
tação apertada de seis votos contra cinco. Nos comentários sobre o assunto, a população já
entende que a eleição de 2024 influiu e que a atual legislação eleitoral interferiu na decisão
deste ou daquele vereador. Nenhum dos atuais vereadores pode dizer que na próxima eleição
não irá concorrer. Os dias passam, os partidos estão se organizando e as bases eleitorais pressi-
onam. A representatividade de cada vereador aparece estimulando as pretensões de cada par-
lamentar. Uma coisa é certa, com mais vagas de vereador, menos votos precisam ser obtidos
para atingir o quociente eleitoral e o quociente partidário, indicando quantos vereadores se-
rão eleitos por partido.
por Haroldo Wöhl
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
Câmara de Vereadores de Campo Largo
resgatou, nesta semana, um direito per-
dido a 25 anos atrás. Assumiram, no ano de 2000,
quinze vereadores, eleitos em 1999, entre eles, o atual
vereador Pedrinho Barausse. Por determinações fe-
derais, aconteceu um corte de cadeiras de vereado-
res para 11 (onze), no caso de Campo Largo, dentre
muitos outros municípios. A legislação do corte foi
derrubada e o Congresso Nacional reformou a deci-
são estabelecendo uma tabela da quantidade de ca-
deiras de vereador conforme a população de cada
município, garantindo a representatividade popular
e os segmentos sociais. Com as faixas determinadas
na tabela aprovada, são as Câmaras Municipais que
alteram a Lei Orgânica Municipal, estabelecendo o
número de vereadores de uma legislatura para ou-
tra. Campo Largo poderia ter até 19 (dezenove) ca-
deiras, pelos dados do Censo do IBGE, mas o proje-
AA
AA
A
BB
BB
B
aa
aa
a
ncnc
ncnc
nc
adad
adad
ad
a Pa P
a Pa P
a P
rr
rr
r
óó
óó
ó
Terminou o di-
lema, aumenta ou
não aumenta. O
que aconteceu na
Câmara de Campo
Largo foi o retorno
das 15 cadeiras que
já existiam em
2000. Os vereadores Pedrinho Barausse (UB),
Luiz Scervenski (MDB), Márcio Beraldo (UB),
João D’Água (UB), Germaninho (PSDB) e Sar-
gento Leandro (SDD) cravaram a maioria favo-
rável por 15 vereadores, em 2025.
BB
BB
B
aa
aa
a
ncnc
ncnc
nc
adad
adad
ad
a Coa Co
a Coa Co
a Co
nn
nn
n
tt
tt
t
rr
rr
r
aa
aa
a
RR
RR
R
etet
etet
et
ii
ii
i
rr
rr
r
ados de pados de p
ados de pados de p
ados de p
aa
aa
a
uu
uu
u
tt
tt
t
aa
aa
a
Os Projetos de Lei do Le-
gislativo nº 64/2023 e nº 65/
2023, de autoria da Mesa Exe-
cutiva - Presidente vereador
João Carlos Ferreira (João
D’Água), foram retirados da
pauta de votações. O primei-
ro FIXA OS SUBSÍDIOS
MENSAIS DO PRESIDEN-
TE E DOS VEREADORES DA CÂMARA MU-
NICIPAL DE CAMPO LARGO, CONFORME
ESPECIFICA e o segundo DISPÕE SOBRE O
RECEBIMENTO DE 13º SALÁRIO E 1/3 DE
FÉRIAS DOS VEREADORES DE CAMPO
LARGO, CONFORME ESPECIFICA. Os assun-
tos polêmicos podem voltar ao debate em outra oca-
sião.
NN
NN
N
ovov
ovov
ov
os cos c
os cos c
os c
áá
áá
á
lculcu
lculcu
lcu
loslos
loslos
los
Com o au-
mento de verea-
dores para 2025,
aprovado pela Câ-
mara de Vereado-
res de Campo
Largo, novos cál-
culos estão sendo
debatidos. O au-
mento de eleito-
res, os votos váli-
dos, o quociente eleitoral e o quociente partidário
passam a ser analisados e o debate chegará, sem dú-
vida, aos eleitores e em especial, aos pré-candidatos.
Um novo arranjo deve acontecer até março de 2024.
to legislativo aprovado na Câmara de Campo Largo
retomou à quantidade anterior de 15 (quinze) vere-
adores. A representatividade foi considerada e o
município passa a ter uma importância política mais
ampla. No debate popular, nas últimas semanas, fi-
cou bem clara a manifestação dos interesses políti-
co-partidários para a eleição municipal de 2024.
Mesmo assim, correntes contrárias no legislativo se
uniram para votar a favor ou contra, atendendo, prin-
cipalmente, o posicionamento político em detrimen-
to dos interesses coletivos. Quanto mais amplo o de-
bate no legislativo, mais resultados em prol do cida-
dão aparecem. Dizer que os gastos são excessivos não
se justifica, é uma utopia, pois a Câmara de Campo
Largo não gasta a metade do que tem direito pela
legislação. O resgate do passado merece aplausos da
população e o presidente vereador João Carlos Fer-
reira (João D’Água) que teve o discernimento e a
ousadia de colocar a proposta em votação passará
para a história do município. Não é só uma questão
de números, quantidade de vereadores e de gastos,
mas sim de força política que no conjunto das admi-
nistrações públicas o resultado é bem promissor,
onde a luta pelos direitos do município se amplia
nas esferas federal e estadual, a partir de 2025.
PERGUNTAS DA SEMANA:
01 – Como fica a disputa entre o PSB e o Republica-
nos, no cenário nacional?
02 – Com o aumento de vagas para vereador na elei-
ção de 2024, quais são as chances dos pré-can-
didatos, nos partidos?
03 – Com mais vagas na Câmara de Campo Largo,
as chances dos partidos elegerem mais vereado-
res aumenta, em 2024. Qual será a ordem den-
tro dos partidos existentes?
04 – As mulheres com o aumento de cadeiras na Câ-
mara de Campo Largo passam a ter mais im-
portância nos partidos. Como ficam as suas fi-
liações?
05 – Um novo projeto para a Câmara de Campo
Largo deve ser elaborado. Os espaços ocupados
pelo setor administrativo devem receber uma
nova destinação. Será que um anexo não seria a
melhor alternativa?
A divisão entre os parlamentares de Campo Largo
não é de hoje. Na eleição presidência da Câmara, tam-
bém, a disputa foi intensa e só decidida nos últimos ins-
tantes. Agora, numa decisão histórica, o número de ve-
readores voltou a ser o que era em 2000. A votação foi
decidida com o voto de minerva do presidente. Vota-
ram contra ao retorno os vereadores Dr. João Freita, Ge-
nésio da Vital, Alexandre Guimarães, André Gabardo e
Cléa Oliveira. Cada bloco teve o seu ponto de vista.