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Campo Largo, sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024
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Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às 15h00,
Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
153 a153 a
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Colunas
O município de Campo Largo comemora mais um ano de sua
existência política administrativa em 23 de fevereiro. São 153 anos de
emancipação política de desenvolvimento e progresso, fruto do tra-
balho das pessoas que se instalaram nas terras doadas pelo capitão João
Antônio da Costa. Em 1500, aconteceu o contato dos portugueses
com os povos originários na terra que hoje se chama Brasil. O desco-
brimento português marca o início da colônia e assim foram sendo
construídas as vilas que se tornaram cidades. Em 1822, a época de
colônia e também de Reino Unido com Portugal teve o rompimento
em 7 de setembro com o Grito de Independência de D. Pedro I. O
Brasil passa a ser uma nação livre e a construção do alicerce passa por
vários momentos registrados na história. O Império Brasileiro foi até
1889 com o herdeiro D. Pedro II que por sinal, foi uma pessoa que
trouxe muitos avanços e crescimento para muitos setores da jovem
nação dentro do contexto mundial. Em 15 de novembro de 1889,
aconteceu a Proclamação da República. Antes, com as entradas e ban-
deiras, a partir de São Paulo, principalmente, é que o Brasil foi se ex-
pandindo e o Paraná, neste contexto, apareceu no cenário brasileiro.
Paralelamente, a religiosidade do povo português de fé católica e os
jesuítas tiveram uma participação fundamental na construção da nova
nação, inclusive com registros de passagens por Campo Largo. Com
os ciclos econômicos, as terras hoje denominadas Campo Largo pas-
saram a ter sua importância, tanto no primeiro quanto segundo pla-
nalto paranaense. O avanço da civilização europeia chegou ao Paraná,
tanto pelo Leste quanto pelo Oeste, dentro do que se chama Ciclo do
Ouro. Os tropeiros e a agricultura impulsionaram outros ciclos eco-
nômicos. As terras doadas pelo capitão João Antônio da Costa passa-
ram a se chamar de “Campo Largo da Piedade”, em virtude da santa
que foi trazida da Bahia e que é a padroeira do município. As bacias
hidrográficas, do rio Iguaçu (Passauna, Verde e Itaqui), ao sul que ser-
penteia para oeste e do rio Ribeira (Açungui), ao norte, que serpen-
teia para leste, possibilitaram a chegada dos desbravadores em lugares
remotos em busca de riquezas. As estradas do Cerne e Mato Grosso
garantiram o escoamento das produções agrícolas até Curitiba e ao
Porto de Paranaguá e na evolução surgiu a Rodovia do Café. Elas cor-
tam o município e garantiram um salto de desenvolvimento econô-
mico, passando pelas migrações e imigrações. Paulistas, gaúchos e
nordestinos moldaram o Paraná em várias regiões e com a chegada de
italianos, alemães, poloneses, ucranianos, árabes e outras etnias que
juntos com portugueses e espanhóis foram moldando Campo Largo
com a força do trabalho e conhecimento até ser chamada a Cidade da
Louça. Em 1961, uma parte do território foi desmembrada e hoje é o
município de Balsa Nova. Aos 153 anos, com grande destaque no ce-
nário paranaense e brasileiro, as marcas de Campo Largo são reco-
nhecidas mundialmente e a projeção econômica indica que novos
avanços serão dados com a instalação de empresas de porte no muni-
cípio. Algumas multinacionais já operam no município e junto com
as demais garantem o emprego que gera qualidade de vida aos campo-
larguenses. Salve Nossa Senhora da Piedade, viva Campo Largo. Para-
béns a todos campo-larguenses de raiz e de coração.
NA BOCA DO POVO
Uma justa
homenagem
para um homem
público que de-
dicou a maior
parte de sua exis-
tência ao povo
campo-larguen-
se. A Câmara
Municipal de
Campo Largo,
ao conferir o
nome de VERE-
ADOR DARCI ANDREASSA, em projeto de autoria do vere-
ador João D’Água e aprovado por unanimidade, nada mais fez o
que é reconhecido pelos cidadãos que conviveram com ele, a par-
tir da sua família e os parentes que sempre estiveram ao seu lado
para zelar pela coisa pública e contribuir com a qualidade de vida
dos munícipes. Ele deixou a sua marca nos anais do legislativo
municipal e que agora, com a reinauguração da Rodoviária de
Campo Largo será eternizada, como tantos outros que contribu-
íram com a Cidade da Louça.
DARCI ANTÔNIO ANDREASSA
Em 04 de setembro de
1946, nascia em Campo Largo
Darci Antônio Andreassa.
Descendente de italianos e
morador de Irati por mais de
uma década, Darci é filho de Je-
rônimo Antônio Andreassa e
Amália Zanlorenzi. Seus ir-
mãos são Pedro Ângelo Andre-
assa, Maria de Lourdes Andre-
assa Basso, Cintia Andreassa,
Cilton Andreassa e Cibele
Andreassa.
Pai de Ieda, José Roberto,
Solange, César, Elaine, Eliane,
Darci Júnior e Adriana; Darci
defendeu que a família é o prin-
cipal alicerce e patrimônio de
uma pessoa.
Ao longo dos anos, Darci
contou que passou por muitas
dificuldades, como conviver
sem a presença física da esposa
e companheira Lola Andreas-
sa, que faleceu em 2011. Lola,
como era carinhosamente cha-
mada, estava presente em todos
os momentos.
Além da família, a trajetó-
ria de Darci também teve como
base o amor ao trabalho. Des-
de cedo, ele já trabalhava com
seus pais, na empresa Andreas-
sa & Cia Ltda, pertencente à
família. Mais tarde, em 1973,
fundou a Andreassa Comércio
de Cereais e Sacarias Ltda,
onde geriu os negócios até
2010.
Com seu conhecimento e
uma ampla visão sobre as ne-
cessidades da população cam-
po-larguense, é que Darci foi
eleito vereador. As eleições de
1982, 1988, 1992, 1996, 2000,
2004, 2008, 2012 e 2016 fo-
ram conquistas inesquecíveis.
Inclusive, Darci foi presidente
da Câmara por três vezes e
como vice-presidente da Casa
de Leis, presidiu várias sessões
no mandato que encerrou a sua
vida política, em 2016.