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Campo Largo, sexta-feira, 19 de abril de 2024
Economia
Diário O Metropolitano completa 41 anos de fundação
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por Haroldo Wöhl
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
enho expondo,
ao longo das úl-
timas semanas, a
situação das pré-candidatu-
ras a prefeito, em Campo
Largo. Uma coisa está visí-
vel para muita gente sobre os
pré-candidatos Maurício
Rivabem (PSD) e Christiano Puppi (PP), eles são emergentes do
mesmo grupo político (DEM/PSL) que venceu as eleições, em
216 e em 2020, dois mandatos seguidos e nos últimos meses, es-
tão dividindo as forças políticas. Este é o quadro que se apresenta
nos últimos oito anos de mandato. Já fora da situação anterior,
estão vários pré-candidatos em outros partidos que podem se ali-
ar ou correr a campanha separados. Com Maurício Rivabem e
Christiano Puppi no processo, existem mais oito postulantes. No
PL, o nome de destaque é o ex-vereador João Marcos Cubas, que
tem recebido apoio de correntes sociais e empresariais, nas últi-
mas semanas. Pelo Agir, deve concorrer a prefeito o empresário e
ex-assessor parlamentar Jean Naiser que, na eleição de 2020, ob-
teve boa votação, ficando em segundo lugar. Construindo uma
candidatura a prefeito no PDT, aparece o vereador e ex-deputa-
do estadual Alexandre Guimarães, que possui o apoio do pai, o
ex-prefeito Affonso Guimarães, presidente do PSDB municipal.
No PSB, o empresário e ex-secretário municipal Carlos Andrade,
que possui forte militância pessebista no estado e no município.
Na federação PT/PV/PCdoB, o assunto da escolha única e de
consenso é bastante complicado, pois pelo PT aparece o sindica-
lista Nelsão da Força; no PV a indicação recai no professor e ex-
vereador Lino Petry e no PCdoB surge o sindicalista Ermínio
Santana. Como existe divergência na federação em Campo Lar-
go, a composição final deve acontecer na estadual ou, quem sabe,
até na esfera federal. Já,uma outra opção pode ocorrer com o ve-
reador André Gabardo que mudou para o Partido Novo e pelas
linhas traçadas por este partido, uma candidatura própria não está
descartada. Com o transcorrer das próximas semanas, novidades
podem surgir e a questão de indicação dos pré-candidatos a vice-
prefeito pode alterar o atual quadro. As nuvens mudam de for-
mato a cada instante, os bastidores partidários estão agitados e a
confirmação das candidaturas passa pela Justiça Eleitoral.
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marca da longevidade é evi-
dente ao folhear os jornais.
Com seus 41 anos, o Diário
O Metropolitano atinge um marco no-
tável: 2.421 edições já foram publica-
das desde a segunda metade de abril de
1983, quando foi lançada em Campo
Largo a primeira edição impressa do
jornal O Metropolitano
O noticiário foi fundado naquele
mesmo ano por um grupo de empresá-
rios campo-larguenses. Com publica-
ções quinzenais, as principais notícias
da região chegavam aos munícipes.
Eram oito páginas em preto e branco,
que traziam informações de caráter opi-
nativo.
Anos se passaram, e em abril de
1990, as atividades tiveram que ser parali-
sadas. As edições foram suspensas durante
um ano. Foi então que, em 1991, o Jornal
foi adquirido pelo professor Harol-
do Wöhl e sua esposa Alair Soares
Wöhl, que relançaram o modelo.
Referência na região, em 1993, o jor-
nal ganhou três cadernos: Sociedade,
Esportes e Policial, que juntos somavam
24 páginas. No ano seguinte, o jornal
ampliou suas fronteiras e começou a
circular em Balsa Nova, Porto Amazo-
nas, Araucária e Palmeira.
Outro marco na história do Jornal
foi a primeira edição colorida, que cir-
culou no dia 27 de julho de 1997 e em
caráter experimental. Foi o primeiro
jornal de Campo Largo a ter a capa co-
lorida. Com a aprovação do público, a
partir da edição 500, o jornal foi impres-
so com páginas coloridas. Anos depois,
o Caderno Sociedade também passou
a ter a capa colorida.
Ainda na edição de número 500, sur-
giu o Caderno de Imóveis, com a capa
colorida e trazendo novidades do ramo
imobiliário. No ano de 2007, o então
Caderno Sociedade ganhou cara nova
e passou a ser chamado de Revista So-
ciedade, com mais páginas coloridas.
Por trás do trabalho, há sempre uma
equipe empenhada e comprometida.
No decorrer dos anos, o Jornal passou
por diferentes sedes – esteve na Rua
Santos Dumont; Rua Benedito Soares
Pinto; Rua Xavier da Silva; Rua XV de
Novembro (ao lado da Igreja Matriz
Nossa Senhora da Piedade); Rua Gene-
roso Marques; Avenida Padre Natal Pi-
gatto e Rua XV de Novembro (no Sho-
pping XV).
Os endereços da empresa mudaram,
assim como a periodicidade do jornal –
ele já foi quinzenal, semanal, bi-sema-
nal e até diário. Atualmente, as edições
são semanais.Nas sextas-feiras, o noti-
ciário chega até os leitores de Campo
Largo e Balsa Nova, com o Diário O
Metropolitano.
Que delícia é começar o dia sabore-
ando o café da manhã enquanto folhe-
amos as páginas de um jornal, selecio-
nando as notícias que nos interessam e
compartilhando as novidades com ami-
gos! O jornal impresso cativa os senti-
dos do leitor, envolvendo a visão, o ol-
fato e o tato durante a experiência da
leitura. É por isso que tantas pessoas de-
senvolvem laços afetivos com o jornal
impresso. A todos os nossos leitores, a
equipe do Jornal agradece por fazerem
parte desta jornada, desta história! Que
venham muitas páginas repletas de boas
notícias!
Venda de álcool líquido volta a ser proibida a partir do dia 29/04
“Fica calmo que vamos sair des-
sa e tudo vai passar”. Foi essa a frase
escutada por Pedro Ernesto Marti-
nez quando tinha apenas 17 anos e
acordava de uma dolorosa cirurgia
de raspagem de pele após ter diver-
sas partes de seu corpo queimadas
por álcool. O líquido era usado para
acender o carvão durante um chur-
rasco com família.
O autor da frase foi uma outra
vítima de queimadura. “A situação
dele era pior do que a minha. Ele
estava com o corpo todo coberto de
curativos, deixando à vista apenas
um de seus olhos. Mesmo assim,
tentava me passar uma mensagem
de otimismo. Foi marcante”, lembra
Pedro Ernesto.
Acidentes do tipo fazem milha-
res de vítimas a cada ano no país.
Diante dessa situação alarmante, o
Poder Público proibiu, desde 2002,
a venda de álcool líquido com per-
centual igual ou superior a 54 GL
em estabelecimentos comerciais
como supermercados e farmácias.
A medida, no entanto, foi tem-
porariamente revogada, em 2020,
durante a pandemia de Covid-19,
uma vez que, na época, o álcool usa-
do para a higienização de mãos e
objetos ajudava a evitar a dissemi-
nação do vírus.
O prazo final previsto pela
Agência Nacional de Vigilância Sa-
nitária para a comercialização de
álcool líquido é o dia 29 de abril.
“A partir daí, a disponibilidade será
apenas em outras formas físicas,
como gel, lenço impregnado, aeros-
sol”, explica a Anvisa.
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De acordo com o Ministério da
Saúde, são registradas cerca de 150
mil internações por ano, em decor-
rência de queimaduras. Com base
em levantamentos e consultas com
participação da sociedade, a Agên-
cia Nacional de Vigilância Sanitá-
ria (Anvisa) explica que, em geral,
a situação mais perigosa envolven-
do queimaduras está relacionadas
ao uso do álcool no momento em
que as pessoas acendem churras-
queiras e fogueiras.
“No gerenciamento de risco são
considerados vários fatores para se
avaliar o potencial perigo de um
produto para o ser humano. No
caso do álcool, um desses fatores é
a facilidade de espalhamento do
produto antes e durante a combus-
tão quando em estado líquido, o
que é inversamente proporcional
quando com viscosidade. Assim,
quando há acidente com o álcool
na forma física líquida, a extensão
e o dano à pele são grandes”, infor-
mou a agência.
Foi exatamente o que aconte-
ceu com Pedro Ernesto. “Tudo
aconteceu muito rápido. Foram 10
ou 15 segundos que mudaram mi-
nha vida, inclusive prejudicando
meus estudos, porque isso aconte-
ceu no ano em que eu deveria me
preparar para os exames visando a
entrada na universidade”, disse, re-
ferindo-se ao acidente ocorrido no
dia 02 de fevereiro de 2014.
“Eu estava jogando sinuca. Ao
ver meu tio usando álcool para
acender o carvão, fui na direção
dele para avisar que isso era perigo-
so. Não deu outra. Ao virar a garra-
fa para tentar reativar o fogo quase
apagado, a chama subiu pelo fio de
álcool e explodiu, espalhando o
fogo por todos os lados”, lembra
Pedro Ernesto.
O acidente aconteceu quando
ele estava a meio metro da churras-
queira. “Lembro de ter usado as
mãos para proteger meu rosto.
Após alguns segundos, senti minha
perna queimando. Meu calção es-
tava em chamas. Jogaram então
água para apagar o fogo. Foi quan-
do olhei para minhas mãos e vi a
pele toda retorcida. Foram segun-
dos de total desespero”, acrescentou
o jovem, que sofreu queimaduras de
terceiro grau nas mãos, nos antebra-
ços e nas coxas; e de segundo grau
na barriga.
Após um mês de internação, Pe-
dro foi para casa, onde foram ne-
cessários outros dois meses de tra-
tamento dolorido e caro, uma vez
que cada placa de metal utilizada
para cobrir a pele custava mais de
R$ 1,5 mil.
“São feridas que demoram mui-
to a cicatrizar. Muita dor mesmo,
porque era necessário machucar
com raspagens para sarar. Eu cho-
rava pedindo mais morfina para ali-
viar a dor, principalmente nos mo-
mentos posteriores às quatro cirur-
gias que fiz”, descreveu o jovem de
27 anos, que trabalha atualmente
como bartender, especialista em
preparar drinks alcoólicos e não al-
coólicos, no restaurante Capincho,
em Porto Alegre.
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A retirada de álcool líquido das
prateleiras de supermercados foi
criticada pela Associação Brasilei-
ra de Supermercados (Abras). A en-
tidade reivindica, junto à Anvisa,
que a medida seja revista, sob o ar-
gumento de que “o consumidor já
se acostumou a comprar [o produ-
to] não só em farmácias, mas em su-
permercados de todo o Brasil”.
Segundo a Abras, “a proibição
da comercialização retirará do con-
sumidor o acesso ao produto de
melhor relação custo-benefício,
comprovadamente eficaz nos cui-
dados com a saúde, na sanitização
de ambientes e na proteção contra
doenças, incluindo a Covid-19”.
Em nota, o vice-presidente da
entidade, Marcio Milan, argumen-
ta que “os consumidores se adapta-
ram e adotaram a prática comum de
compra do álcool líquido 70% para
higienização de ambientes em casa
e no trabalho, pois o setor super-
mercadista fez uma campanha
bem-sucedida de orientação e escla-
recimentos que proporcionaram
um comportamento sensato e segu-
ro destes sanitizantes, sem o regis-
tro de contingência ou acidentes
desde a liberação da comercializa-
ção pela Agência em 2022”.
A Abras acrescenta que, desde
a autorização da Anvisa em 2022,
mais de 64 milhões de unidades de
álcool líquido 70% foram comer-
cializadas pelos supermercados. “O
setor tem observado que o consu-
midor mantém a preferência pelo
álcool 70% na forma líquida por
não deixar resíduos em móveis e
objetos”.
Quem sentiu literalmente na
pele o problema de liberar a comer-
cialização de álcool líquido tem
posição bem diferente da manifes-
tada pela Abras. “Sou 100% favo-
rável à proibição da venda, na for-
ma como é feita. É um produto ex-
tremamente perigoso que não pode
ser tão acessível, mesmo que sejam
feitas campanhas de conscientiza-
ção sobre seu correto manuseio”,
alerta Pedro Ernesto, que hoje car-
rega umas poucas manchas e alguns
vazios de pêlos na perna.
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“Foi uma experiência muito
ruim, mas me trouxe muitos apren-
dizados sobre como encarar a vida.
Hoje estou sempre na busca por
coisas que me fazem feliz. Passei a
enxergar melhor o que é a felicida-
de. E, nos momentos em que estou
mal, sinto mais facilidade de enca-
rar os problemas. Nessas horas,
lembro que já encarei muita coisa
pior. E lembro novamente daquele
cara coberto de ataduras dizendo
que tudo vai passar”, completou
Mágoa com o tio que causou o
acidente? “Nenhuma. Muito pelo
contrário. Hoje estamos muito
mais próximos e amigos. Foi um
acidente, mas foi também ponto de
partida para muitos aprendizados.”
Fonte: Agência Brasil