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Campo Largo, sexta-feira, 24 de maio de 2024
Política
Justiça Eleitoral lança campanha
de incentivo ao mesário voluntário
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odo mundo
tem um talen-
to especial
para ser mesária ou mesário.
Quem coloca esse talento em
prática faz a democracia acon-
tecer”. Esse é o mote da nova
campanha da Justiça Eleitoral,
lançada na sexta-feira (17/05),
em rede nacional de rádio e
televisão e no canal da Justiça
Eleitoral no YouTube, para incentivar as
pessoas a se inscreverem como mesárias e
mesários voluntários.
A ação convida todas as pessoas aptas
ao trabalho de mesária e mesário a atuar
como voluntárias e colaboradoras do pro-
cesso eleitoral. “Você pode ser a comuni-
cativa, o atencioso, a prestativa, o detalhis-
ta. É colocando essas habilidades em prá-
tica que a gente faz a democracia aconte-
cer”, informa o vídeo da campanha.
Cidadãs e cidadãos também po-
dem fazer parte da campanha ajudan-
do a divulgá-la. É só enviar o vídeo
aos amigos e à família. Também é pos-
sível divulgá-lo nas redes sociais e uti-
lizar as hashtags #TalentoPraMesária
ou #TalentoPraMesário!
O papel da mesária e do mesário é de
extrema importância para a Justiça Elei-
toral e contribui para o fortalecimento da
democracia. Se você ainda não recebeu a
convocação para trabalhar, é possível se
voluntariar. Basta ser maior de 18 anos e
estar em situação regular com a Justiça
Eleitoral.
Mais de 1,8 milhão de mesárias e me-
sários atuaram nas Eleições Gerais de
2022. Desse número, 893 mil pessoas fo-
ram voluntárias e voluntários na ativida-
de naquele pleito.
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As funções desses colaboradores da
Justiça Eleitoral vão desde controlar o flu-
xo na seção eleitoral, que começa com a
chegada das eleitoras e dos eleitores e or-
ganização da fila, até a conferência de
documentos de identificação de quem vai
votar. Mesárias e mesários também pre-
enchem um documento chamado de ata
da votação e da mesa receptora, no qual
devem ser registradas todas as ocorrênci-
as ao longo do dia de eleição. A tarefa per-
mite às voluntárias e aos voluntários vi-
venciar o processo eleitoral de perto e aju-
dar eleitoras e eleitores a exercer o direito
de voto.
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Para se voluntariar como mesária ou
mesário, o processo é simples: acesse o
Canal do Mesário (https://
www.justicaeleitoral.jus.br/eleicoes/me-
sario/index.html) e confira o passo a pas-
so para inscrição. Vale lembrar que só é
possível se candidatar para a zona eleito-
ral em que o seu título de eleitor está ca-
dastrado. Na página criada especialmen-
te para quem quer trabalhar ou já traba-
lha como mesária ou mesário, você pode
tirar todas as dúvidas sobre a função.
O cadastro também pode ser feito pelo
Como nasce uma urna: conheça a logística de armazenamento, transporte e descarte
Chegamos a mais uma eleição e, com ela,
uma das maiores operações logísticas do país
está prestes a ser iniciada pela Justiça Eleito-
ral. Para garantir que as urnas eletrônicas aten-
dam, em outubro deste ano, a um eleitorado
de mais de 154 milhões de pessoas distribuí-
das em 8,5 milhões de quilômetros quadrados
de extensão do território brasileiro, os tribu-
nais regionais eleitorais (TREs) e o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) vão começar, em bre-
ve, a distribuir esses equipamentos.
Confira como todo esse processo aconte-
ce em mais uma reportagem do TSE da série
“Como nasce uma urna”, que mostra tudo o
que envolve a produção e o funcionamento das
nossas máquinas de votação.
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A Justiça Eleitoral possui cerca de 570 mil
urnas eletrônicas armazenadas nos TREs e no
TSE. Existem aproximadamente 4,4 mil locais
de armazenamento distribuídos nas 26 unida-
des da Federação e no Distrito Federal. Via de
regra, esses locais devem ser climatizados, e as
urnas devem ser mantidas sobre estruturas de
madeira. Porém, a urna e seus componentes
podem suportar condições adversas, como
temperaturas de até 45 ºC e ambientes com
90% de umidade. Essa alta resistência é uma
característica fundamental do equipamento, já
que as condições climáticas variam amplamen-
te dentro do país.
Em algumas unidades da Federação, caso
o Regional não consiga acomodar todas as má-
quinas em uma estrutura própria, pode ser
mais conveniente mantê-las em diferentes lu-
gares. Esse modelo de armazenamento é co-
por Haroldo Wöhl
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
cidadão brasi-
leiro, em dois
meses, sofrerá o impacto
da decisão das candidatu-
ras a prefeito nos municí-
pios. A partir do dia 20 de
julho até o dia 05 de agosto, os partidos devem realizar as
suas convenções municipais para definir as chapas majo-
ritárias e coligações e cada um deles, formar a sua chapa
proporcional. Em Campo Largo, o processo de pré-cam-
panha aponta pelo menos oito pré-candidatos a prefeito,
que durante o período de convenções pode sofrer uma re-
dução, com as coligações ou com a indicação do vice pre-
feito na chapa. O rol de nomes começa com o atual pre-
feito Maurício Rivabem (PSD) e dentro da composição
de 2020, aparece concorrendo o ex-secretário municipal,
Christiano Puppi (PP). Dos nomes da eleição de 2020, só
um dos candidatos a prefeito espera disputar o cargo, em
2024, Jean Naiser (PMB) e para atingir esta meta recebe o
apoio do Capitão Alves (AGIR) que também, em 2020,
foi candidato a prefeito pelo extinto PROS e que agora
pode aparecer nas convenções com a indicação de vice-
prefeito. Até as datas de convenções, as nuvens podem
mudar de formato a cada instante e assim, os partidos di-
vergentes podem se aglutinar com certas revoadas por Bra-
sília. Ampliando o leque, temos Alexandre Guimarães
(PDT), Carlos Andrade (PSB), João Marcos Cubas (PL),
Nelsão da Força (PT) e Lino Petry (PV). Não se pode des-
cartar outras possibilidades, uma delas pode surgir da com-
posição do UB – União Brasil com o PRD que tem ori-
gem no PTB. Por sinal, o UB/PRD, em Campo Largo,
possui uma liderança política forte, concentrada no vere-
ador Pedrinho Barausse. O prefeito Maurício Rivabem,
na sua base, tem o MDB, o AVANTE e o SOLIDARIE-
DADE. Já Christiano Puppi tem como aliados, já anunci-
ados, o PODEMOS e o NOVO. A convergência e a di-
vergência são fatores decisivos no momento de optar por
este ou aquele candidato nas convenções municipais.
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e-Título, aplicativo móvel que permite o
acesso rápido e fácil às informações do
eleitor registradas na Justiça Eleitoral. O
app pode ser baixado para smartphone ou
tablet, nas plataformas iOS ou Android,
nas lojas Google Play e Apple Store. Para se
cadastrar, é necessário informar o número do
título ou do CPF, o nome completo, a data de
nascimento e os nomes dos pais.
Após se inscrever, seu nome entrará
para uma lista e, quando houver necessi-
dade, a zona eleitoral fará a convocação
para trabalhar na eleição.
Não podem concorrer a mesária ou
mesário: candidatos, candidatas e respec-
tivos cônjuges e parentes até segundo
grau; membros de diretórios de partidos
políticos com função executiva; autorida-
des e agentes policiais que exerçam cargo
de confiança no Poder Executivo; e quem
trabalha na Justiça Eleitoral.
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Além de colaborar com a Justiça Elei-
toral e a própria democracia, as mesárias
e os mesários convocados têm a oportu-
nidade de adquirir novos conhecimentos
e ter alguns benefícios pelo serviço prestado.
O trabalho não é remunerado, mas
quem é mesária ou mesário tem: direito a
dois dias de folga por dia trabalhado; au-
xílio-alimentação para o dia da eleição;
créditos em disciplinas de cursos em ins-
tituições de ensino superior, se convenia-
das com os tribunais regionais eleitorais;
e vantagem no critério de desempate em
concursos públicos, se houver previsão
em edital.
Importante registrar que as folgas devem
ser negociadas com a empresa, o órgão ou a
instituição em que a mesária ou o mesário
estiver trabalhando na época da eleição.
nhecido como “descentralizado” e compreen-
de opções como depósitos (ou polos), ou os
próprios cartórios eleitorais.
Já no edifício-sede do TSE, em Brasília, são
mantidas aproximadamente 15 mil urnas em
um depósito com 2,5 mil metros quadrados,
com possibilidade de triplicar sua capacidade.
O contingente compõe o que é chamado de
“reserva técnica”, constituída de urnas que po-
dem ser usadas para substituir outras em casos
especiais, como sinistros em locais de armaze-
namento e outros imprevistos nos TREs.
Além disso, para assegurar o ciclo de vida
completo da urna, são necessários cuidados
para que o funcionamento não seja afetado por
choques, quedas ou outras condições externas.
As urnas são mantidas em embalagens de pa-
pelão e espuma para revestimento e acolchoa-
mento da caixa em que ficam acomodados os
dispositivos.
Durante o período em que ficam armaze-
nadas, as urnas eletrônicas têm suas baterias
carregadas (a cada quatro meses por, no míni-
mo, seis horas) e seus componentes passam por
vários testes (teclado, impressora, som, etc).
Essas avaliações são repetidas à medida que
esses equipamentos saem das centrais de arma-
zenamento em direção às zonais eleitorais e,
posteriormente, aos locais de votação.
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Ao participar de uma eleição, você já pa-
rou para pensar em como a urna eletrônica
chegou ao local de votação? Como todos aque-
les equipamentos foram levados às respectivas
seções eleitorais, espalhadas de norte a sul do
país? A distribuição das urnas eletrônicas pe-
los locais de votação pode variar de acordo com
conveniências e características únicas de cada
TRE e zona eleitoral.
Alguns tribunais fazem a entrega dos apa-
relhos aos presidentes de mesa, que se encar-
regam da guarda e da montagem das seções
eleitorais. Outros fazem o transporte das ur-
nas por rotas. Em locais mais distantes e de
difícil acesso, o deslocamento das urnas pode
ser feito por helicópteros, aviões e barcos, po-
dendo contar ainda com o auxílio das Forças
Armadas.
Ao final da eleição, as mídias de resultado
são recolhidas e enviadas para pontos de trans-
missão, que é de onde os dados são transmiti-
dos para os tribunais regionais. É importante
lembrar que todo esse processo ocorre por
meio de um túnel VPN, que se conecta apenas
com a rede própria da Justiça Eleitoral. Totali-
zados os resultados, as urnas retornam aos seus
respectivos depósitos, e seus arquivos de da-
dos devem ser preservados pela zona eleitoral,
ficando à disposição de entidades fiscalizado-
ras por até 100 dias, contados a partir do pri-
meiro turno das eleições (artigo 48, Resolu-
ção TSE nº 23.673).
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Em situações nas
quais cidadãs e cidadãos
brasileiros residentes no
exterior, maiores de 18
anos, também devem vo-
tar (eleição para o cargo
de presidente da Repú-
blica), o transporte das
urnas para diferentes pa-
íses é essencial. Em 2022,
foram instaladas 2.173 seções eleitorais em
181 cidades no exterior.
Esse translado é feito por meio aéreo, por
malas diplomáticas remetidas pelo Ministério
das Relações Exteriores, por empresa contra-
tada pelo Itamaraty. A lacração dos equipa-
mentos acontece ainda no Brasil, no galpão das
urnas do Tribunal Regional Eleitoral do Dis-
trito Federal (TRE-DF), onde são concentra-
dos esforços para acomodar adequadamente
todo o material eleitoral nas caixas plásticas
que vão dentro dos malotes.
Após as eleições, as urnas voltam ao Brasil
nas mesmas malas diplomáticas em que foram
enviadas para o exterior. O Itamaraty as rece-
be e as entrega ao TRE-DF, que confere e testa
todas as urnas recebidas. Após esse procedimento,
os equipamentos voltam a ser armazenados até a
próxima eleição.
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Depois de todo o serviço prestado, as ur-
nas eletrônicas retornam aos depósitos, onde
são guardadas com segurança e onde é feita a
manutenção periódica para que os equipamen-
tos possam ser utilizados nos próximos plei-
tos. Transcorrido o tempo de vida útil das
urnas – que é de cerca de 10 anos (ou seis
eleições), o descarte é feito de forma eco-
logicamente correta, alinhado aos objeti-
vos de gestão e sustentabilidade da Justi-
ça Eleitoral.
Esse descarte ocorre por meio de uma
empresa de reciclagem terceirizada, que se
compromete a desmontar, separar e tritu-
rar todo o material do início ao fim, se-
guindo as regras firmadas em contrato.
Exige-se, pelo menos, 95% de reaprovei-
tamento, mas já foi possível atingir 98%.
O que não pode ser reciclado vai para ater-
ros sanitários apropriados para cada tipo de
material. O destino das baterias deve se-
guir as regras estabelecidas pelo Conselho
Nacional do Meio Ambiente (Conama),
que normatiza a gestão de resíduos e pro-
dutos perigosos.
Alguns desses resíduos recebem destina-
ções que, para muitos, seriam impensáveis.
Cabos de energia que ligam o terminal do elei-
tor ao do mesário, por exemplo, já viraram sola
de sapato após o processo de reciclagem. Es-
pumas plásticas que compõem parte da emba-
lagem da urna viraram enchimento para pu-
fes produzidos e vendidos por cooperati-
vas. Materiais de borracha, que, em geral,
ficam na superfície da urna, já foram doa-
dos a uma cooperativa, que conseguiu uti-
lizá-los na fabricação de sandálias femininas.
É assim que a urna renasce e segue fazendo
parte da vida de muitas brasileiras e de muitos
brasileiros.