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Campo Largo, sexta-feira, 1º de novembro de 2024
Geral
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O
Halloween
, cha-
mado de Dia das Bruxas
no Brasil, é uma festa
com temas sombrios e
comemorada anualmen-
te em 31 de outubro.
A palavra
Halloween
é uma abreviação da
expressão
All Hallows’
Eve
pela junção das
palavras
hallow
, que significa “santo”, e
eve
, que significa “véspe-
ra”, pois ocorre no dia anterior à celebração do Dia de Todos os
Santos.
A origem da festa do
Halloween
possui uma grande trajetó-
ria, visto ser praticada há mais de 3 mil anos. Ela surgiu com os
celtas, povo que era politeísta e acreditava em diversos deuses re-
lacionados com os animais e as forças da natureza.
Os celtas celebravam o festival de
Samhain
, o qual tinha a
duração de 3 dias, com início no dia 31 de outubro. Nela, além
de se comemorar o fim do verão, comemorava-se a passagem do
ano celta, que tinha início no dia 1 de novembro.
Acreditava-se que nesse dia os mortos se levantavam e se apo-
deravam dos corpos dos vivos. Por esse motivo, eram usadas fan-
tasias e a festa era repleta de artefatos sombrios com o intuito
principal de se defenderem desses maus espíritos.
Mais tarde, durante a Idade Média, a Igreja começou a conde-
nar o evento, e daí surgiu o nome “Dia das Bruxas”.
Durante o Medievo, os curandeiros eram considerados bru-
xos e por se posicionarem contra os dogmas da Igreja, eles eram
queimados na fogueira.
Assim, na tentativa de afastar o caráter pagão da festa, a Igreja
promoveu alterações no calendário, de modo que o Dia de To-
dos os Santos passou a ser comemorado no dia 1 de novembro, o
que antes acontecia no dia 13 de maio.
Ainda que no Brasil o
Halloween
não tenha grande tradição,
existem muitas festas temáticas que ocorrem no dia 31 de outu-
bro atualmente.
Isso ocorreu por influência estadunidense sendo, portanto,
uma comemoração recente no país. No entanto, ainda não é com-
parada com as festividades que se realizam nos Estados Unidos.
Antes não era comemorada, mas desde há 20 anos tem vindo a se
tornar um hábito.
Um dos maiores propulsionares dessa cultura foram os cursos
de idiomas no país. Em muitas escolas de línguas se comemora
com os alunos a data relacionada com a cultura inglesa e estadu-
nidense.
O Dia do Saci foi introduzido no país em 2003 através do
Projeto de Lei Federal n.º 2.762. A ideia era celebrar algo que
fosse pertencente ao folclore nacional e, portanto, é comemora-
do no mesmo dia do
Halloween
: 31 de outubro.
Campo Largo celebra 28 anos de Consagração ao Sagrado Coração de Jesus
ampo Largo come-
morou 28 anos de
Consagração ao Sa-
grado Coração de Jesus, no dia
26/10 (sábado). Para celebrar
a data, foi realizada a tradicio-
nal procissão do Apostolado,
com saída às 14h da Praça do
Sagrado Coração de Jesus até
a Igreja Matriz Nossa Senhora
da Piedade. Em seguida, às
15h, foi celebrada a missa pelo
Pároco da Paróquia, Padre Val-
dirlei Augusto Chiquito.
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Por ocasião do Centenário
do Apostolado da Oração de
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Roca Brasil Cerámica apoia o trabalho dos Arquitetos Voluntários
para recuperação de escolas após tragédia no Rio Grande do Sul
Com a missão de reconstruir
o que foi perdido, o coletivo Ar-
quitetos Voluntários segue adian-
te com o projeto que visa recons-
truir instituições de ensino atin-
gidas pelas enchentes que devas-
taram o Rio Grande do Sul. O
projeto intitulado ‘Missão Re-
construção RS’ é uma resposta so-
lidária à tragédia climática que
afetou milhões de gaúchos em
2024 e iniciativa, que envolve
mais de 130 profissionais multi-
disciplinares, conta, mais uma vez,
com o apoio de longa data da Roca
Brasil Cerámica, empresa do gru-
po mexicano LAMOSA e respon-
sável pelas marcas Roca Cerámi-
ca e Incepa.
Como parte desse suporte, a
empresa entregou revestimentos
para as reformas das cinco escolas
infantis localizadas em Porto Ale-
gre e uma ONG em Taquara, mu-
nicípio da região metropolitana
da capital gaúcha. A ação integra
um esforço comunitário para cri-
ar ambientes seguros e acolhedo-
res, substituindo o cenário de des-
truição por espaços de esperança
e aprendizado.
“Para nós, é uma grande satis-
fação apoiar, por meio dessa união
dos Arquitetos Voluntários, a ini-
ciativa que impacta positivamen-
te as vidas de tantas crianças e fa-
mílias. Vimos uma grande onda
de solidariedade se formar em tor-
no desse projeto e isso nos enche
de orgulho. Essa parceria continu-
ará a transformar realidades e de-
volver a esperança para aqueles
que mais precisam”, avalia Chris-
tie Silva Schulka, Marketing Ma-
nager da Roca Brasil Cerámica.
Em 2020, durante a pande-
mia, a empresa participou da pri-
meira movimentação realizada
pelo coletivo de profissionais: a
reforma de espaços de descom-
pressão para os profissionais de
saúde que atuavam na linha de
frente no estado.
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As enchentes que atingiram o
Estado, entre abril e maio de 2024,
foram devastadoras, afetando cer-
ca de 2,3 milhões de pessoas. Por
isso, a Missão Reconstrução RS
tem como objetivo recuperar cre-
ches, escolas e abrigos permanen-
tes não governamentais localiza-
dos nas áreas impactadas. Até o
momento, duas escolas já foram fi-
nalizadas e entregues.
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A Missão Reconstrução RS
segue em andamento, e a comuni-
dade é convidada a participar. As do-
ações podem ser realizadas pela chave
PIX (CNPJ: 41.488.235/0001-51).
São aceitos, além de contribuições
financeiras, materiais de constru-
ção, móveis e equipamentos para
revitalizar os espaços e permitir
que as crianças voltem a estudar
em um ambiente seguro e confor-
tável.
Com o apoio de todos, a Mis-
são Reconstrução RS já está pro-
porcionando um recomeço para
centenas de crianças e promete
continuar fazendo a diferença na
vida de muitas famílias gaúchas.
Curitiba, Campo Largo foi
convidada por diretores desta
associação a ser consagrada ao
Sagrado Coração de Jesus. O
convite foi aceito com carinho
e humildade pelo então prefei-
to da época, Emídio Pianaro
Júnior (Emidinho, de saudosa
memória), e no dia 26 de ou-
tubro de 1996, com grande
solenidade, os campo-larguen-
ses consagraram seu coração,
seus trabalhos, suas terras e
águas ao bondoso Sagrado
Coração de Jesus.
Campo Largo contou, no
dia 26/10/1996, com a pre-
sença do diretor mundial do
Apostolado da Oração, Pe.
Aloys Van Doren (de
Roma); Dom Pedro Fedal-
to; Dom Sérgio Arthur
Braschi; padres do municí-
pio e de vários estados bra-
sileiros; centenas de pesso-
as vindas dos estados de Rio
de Janeiro, São Paulo, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul e
Minas Gerais.
As escolas revitalizadas não são
apenas um espaço físico, mas um
ponto de esperança, aprendizado
e união para toda a comunidade.
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A Associação Arquitetos Vo-
luntários foi criada por sete arqui-
tetos, em 2020, com o objetivo de
construir espaços de acolhimento
e descompressão destinados aos
profissionais da linha de frente do
combate à Covid-19. Durante a
pandemia, o projeto arrecadou R$
4,5 milhões em doações de insu-
mos que beneficiaram mais de 22
mil profissionais da saúde em Por-
to Alegre, na Região Metropoli-
tana, na Serra e em São Paulo.
Mais de 300 empresas apoiaram a
iniciativa, contribuindo com re-
cursos financeiros, produtos, ma-
teriais e mão de obra.
Diante da catástrofe climática
que devastou o Rio Grande do Sul
em maio de 2024, o grupo reto-
mou as ações por meio da Missão
Reconstrução RS. Nesta nova eta-
pa de atuação, o foco dos Arqui-
tetos Voluntários está na reforma
de creches, escolas infantis e abri-
gos permanentes não governa-
mentais atingidos pelas enchentes.
Atualmente, a Associação conta
com mais de 130 voluntários mul-
tidisciplinares e desenvolve suas
atividades com recursos proveni-
entes de doações de pessoas físi-
cas e empresas.
Dia do Saci foi comemorado com distribuição de mil livros em Campo Largo
Na quarta-feira, dia 30 de outubro, alunos
das escolas municipais campo-larguenses que
lotaram a Casa da Cultura, participaram do lan-
çamento do livro infantojuvenil “Cadê a Perna
do Pererê?” (Editora Cântaro). A obra, da escri-
tora paranaense Joanita Ramos, que atualmen-
te reside na cidade de Campo Largo, tem ilus-
trações da artista plástica Márcia Széliga. O even-
to, de acordo com a autora, é em alusão ao “Dia
do Saci”, que se comemora em 31 de outubro e
que – segundo ela defende – “é, ou deveria ser,
uma festa mais significativa para os brasileiros
do que o tradicional ‘Hallowen’”.
Joanita que é branca e integrante de uma fa-
mília interracial, explica que buscou, nessa
obra, oferecer uma possibilidade de as cri-
anças pretas ou pardas, e também as que têm
deficiência física, encontrarem protagonis-
tas com as quais possam se identificar – o
que ainda não é frequente nas bibliotecas e
livrarias tradicionais.
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O livro chama a atenção para o fato do Saci,
uma das figuras mais queridas da mitologia bra-
sileira, ser não só preto, como também PCD
(pessoa com deficiência). Assim como é preto o
Negrinho do Pastoreio – personagem mitoló-
gico que foi escravizado e, segundo a lenda, cas-
tigado até a morte por não ter conseguido en-
contrar um potro perdido.
“O folclore brasileiro é ‘um prato cheio’ para
os pais e educadores alimentarem conversas que
atualizem as noções de escravização e propici-
em abordagens sobre a diversidade humana”,
enfatiza a autora. E exagera, brincando: “a Cuca,
por exemplo, é uma ótima personagem para se
entender a bipolaridade das mães e professoras”
(risos).
Em “Cadê a Perna do Pererê?” Joanita con-
ta a história de Sofia, menina leitora preta. Ao
descobrir que o Saci Pererê não tem uma perna,
a garota pede ao Negrinho do Pastoreio que vá
em busca do membro perdido. Ao final da his-
tória, revela-se que Sofia, assim como o Saci,
também teve uma perna amputada, o que não a
impede de viver com alegria, utilizando os re-
cursos da ciência para uma vida permeada de
atenção, afeto e imaginação, como é o direito de
qualquer criança.
O livro já está disponível gratuitamente na
versão digital (https://www.containercul
tural.com/sofiaeosaci), mas, segundo a au-
tora, o melhor modo de democratizar a li-
teratura infantojuvenil é distribuir o livro
físico gratuitamente a crianças da escola pú-
blica, pois muitas ainda não têm acesso a
meios digitais ou não têm a cultura de con-
sumir livros eletrônicos.
Além de oferecer às crianças um pouco de
poesia e ilustrações de qualidade, o objetivo é
estimulá-las à aceitação de si mesmas e dos cole-
gas, em suas peles de diversos tons e em seus cor-
pos, ainda que sejam “fora de padrão”.
O projeto foi aprovado com o apoio da Pre-
feitura de Campo Largo e realizado com recur-
sos da Lei Paulo Gustavo – Ministério da Cul-
tura – Governo Federal. A intenção, que a au-
tora encara como desafio, é empreender novos
projetos, sensibilizar gestores e obter apoio para
que o livro chegue a crianças de todo o Brasil, e
gratuitamente às escolas públicas. “Os mil livros
são só o começo... Esse Pererê vai bem mais lon-
ge”, afirma a Joanita.
JOANITA RAMOS é jornalista, escritora, diretora de produção cultural e educadora. Mestre em Educação pela UFPR. Entre os vários prêmios e homenagens recebidas destacam-se o título Jornalista Amigo da Criança,
concedido pela Rede Andi/Unicef e Fundação Abrinq, por textos em defesa da infância e adolescência no Brasil; o Troféu Dignidade Solidária (1999), como Jornalista Destaque; e o Prêmio Outras Palavras, de Obras Literárias,
da Secretaria de Estado da Cultura/PR, pelos textos Patraca, o Palhaço Astronauta e Tíbeti, o Gnomo, escritos por ela para crianças. Também foi finalista da primeira edição do Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo e professora
convidada de pós-graduação em Jornalismo Literário da Academia Brasileira de Jornalismo Literário - ABJL.