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Campo Largo, sexta-feira, 8 de agosto de 2025
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15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Colunas
O
Sanções
A dita morte financeira do ministro Alexandre de Mo-
raes, após a aplicação de sanções impostas pelos Esta-
dos Unidos por meio da Lei Magnitsky apresenta um
quadro estranho para os brasileiros e um desdobramen-
to incerto das medidas judiciais. Basta analisar que o
Supremo Tribunal Federal (STF) não tomará medidas
para impedir bancos brasileiros de aplicar as sanções im-
postas pelo governo dos Estados Unidos. Na suprema
corte brasileira a tendencia é de que os magistrados não
devem interferir na questão. Uma corrente no STF en-
tende que impor restrições a um brasileiro, ministro ou
não, ofende a Constituição. Logo, sobrepor uma lei es-
trangeira à Constituição e às leis brasileiras é algo que
não pode ser tolerado. Uma ação tramita na corte, um
dia após o governo do presidente Donald Trump deci-
dir pela medida. O deputado federal Lindbergh Farias
(PT-RJ) pede uma liminar para evitar que as sanções fi-
nanceiras contra o ministro no Brasil sejam efetivadas.
Para os analistas da questão, uma decisão do STF colo-
caria os bancos em risco, pois Trump poderia sancionar
qualquer um deles com multas pesadas. Assim, seria me-
lhor aguardar para que as próprias instituições financei-
ras estudem suas obrigações e alternativas. O setor ban-
cário e parte dos ministros do STF dão sinais claros de
que não ficarão no caminho dos interesses de Trump/
EUA, em defesa de Moraes. Para o cidadão brasileiro
analisar, a Lei Magnitsky apresenta uma variada série de
punições, proibição de entrada nos Estados Unidos; ex-
clusão do sistema financeiro, com bloqueio de transa-
ções em dólar; isolamento bancário global; restrição ao
uso de cartões de crédito e contas digitais vinculadas ao
dólar; bloqueio de bens e contas nos EUA. Esta Lei dos
Estados Unidos é usada em casos de acusação de cor-
rupção, crime contra os direitos humanos, atividade ter-
rorista ou ameaça à segurança dos EUA. A justificativa
oficial do governo Trump para a aplicação da Lei contra
Alexandre de Moraes foi o uso de sua posição de minis-
tro para supostamente “autorizar detenções arbitrárias”,
“suprimir a liberdade de expressão” e “violar direitos
humanos”, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. No
dia das sanções, o STF ressaltou que “o julgamento de
crimes que implicam atentado grave à democracia brasi-
leira é de exclusiva competência da Justiça do país, no
exercício independente do seu papel constitucional”. As
sanções previstas na Lei Americana variam em níveis de
gravidade e têm como objetivo principal afetar o aspec-
to financeiro de quem é incluído nela. A sanção é vista
como uma “pena de morte financeira”. O primeiro dano
a Alexandre de Moraes é a perda de cartões de crédito
com bandeira dos Estados Unidos, como Visa e Master-
card. Como essas empresas são sediadas naquele país,
sem qualquer ingerência das leis ou do sistema bancário
brasileiro, não há impedimento para que façam o blo-
queio de forma unilateral. As consequências das san-
ções para Alexandre de Moraes devem surgir com o pas-
sar dos dias, mas a turbulência deve continuar por me-
ses afetando a vida dos brasileiros e também, a relação
comercial entre os dois países.
cidadão brasileiro discutiu nas últimas semanas a aplicação
da Tarifa de Importação de 50% (cinquenta por cento) pelos
Estados Unidos sobre os produtos do Brasil exportados
para aquele país. A medida imposta pelo presidente Donald Trump
de forma unilateral afeta o sistema de comércio e toda a cadeia pro-
dutiva brasileira. No dia 06 de agosto, o “DIA D”, depois de idas e
vindas de debates, mais de mil produtos brasileiros serão taxados
pelo governo norte americano em 50% (cinquenta por cento). A
incerteza de aplicação de medidas paliativas pelo governo brasileiro
para atenuar os impactos ou mesmo, para garantir a sobrevivência
de empresas e a manutenção dos empregos que se transforma no
maior fantasma para as famílias brasileiras. Milhares de pessoas se-
rão impactadas pelos mecanismos de redução de postos de traba-
lhos. O Governo do Paraná está implementando medidas para aju-
dar empresas paranaenses na crise tarifária com os EUA do presi-
dente Donald Trump. Uma série de medidas para proteger as em-
presas paranaenses que serão afetadas pelas tarifas de importação de
50% anunciadas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros se-
rão aplicadas. Dirigentes da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa),
da Receita Estadual e de outras secretarias em reunião com repre-
sentantes do setor produtivo ao longo das últimas semanas ouviram
as demandas sobre o tema e buscam caminhos para amenizar os
impactos da taxação americana que foi anunciada e entrou em vigor
no dia 06 de agosto. As medidas incluem oferta de crédito, flexibili-
zação de prazos para investimentos, acordados e utilização de crédi-
tos de ICMS homologados no Siscred para monetizar ou usá-los
como garantia na tomada de recursos. Os impactos sobre os setores
são incertos e o Governo Ratinho JR. não descarta a adoção de
outras e novas medidas ao longo das semanas conforme os proble-
mas forem surgindo.
Na Boca do Povo
Vereadores de Campo Largo celebram 10 anos da Elo Capelania na Saúde
No dia 07 de agosto, às 19 horas, o plenário
da Câmara Municipal de Campo Largo foi pal-
co de uma noite especial, homenagem aos 10
anos da Elo Capelania na Saúde, com o evento
“A esperança nos visitou”.
A iniciativa do vereador André Gabardo que,
com outros parlamentares, realizou o pedido
de Moção de Aplausos e
Congratulações, aprovada por
unanimidade pelos vereadores e reconhece o
trabalho incansável e voluntário da instituição.
Fundada em 07 de agosto de 2015, a Elo
Capelania atua no cuidado do ser humano por
meio do acolhimento espiritual voluntário nos
Hospitais do Rocio e do Centro, em Campo
Largo. Ao longo dessa década, a organização
desenvolveu o método exclusivo de atendimen-
to “Encontro Compassivo”, baseado nos pila-
res “Escutar, Esperançar e Entregar”, que con-
sidera a espiritualidade como parte essencial do
cuidado em saúde.
O presidente da Câmara, vereador Alexan-
dre Guimarães, reforça a importância de cele-
brar iniciativas que transformam vidas
e homenagear os voluntários: “Apoiar esta causa
e a Moção é reconhecer que saúde vai muito
além do cuidado físico. A Elo Capelania leva
esperança e compaixão a quem mais precisa, e
esse legado merece todo o nosso respeito e
aplausos”, disse.
A instituição também coordena outros três
programas: Elo Escola, Gente que Cuida e
Cuidando de Quem Cuida, todos com foco em
apoio espiritual, humano e social, tanto a paci-
entes e familiares, quanto aos profissionais da
saúde.
“O trabalho da Elo Capelania demonstra
não apenas a força da fé, mas também o alcan-
ce e a relevância dos voluntários como agentes
de transformação social e espiritual”, destaca o
vereador André Gabardo.
Fonte: CMCL – Foto Elo Capelania – Divulgação
O impacto desse trabalho impressiona: em
média, 7 mil atendimentos anuais, mais de 400
voluntários que já colaboraram com a missão,
600 pessoas capacitadas na metodologia pró-
pria e 144 voluntários ativos hoje no programa
“Gente Presente”, que realiza visitas semanais
ao Hospital do Rocio e em campanhas de doa-
ção para pessoas em situação de vulnerabilida-
de.
Destaque
Os vereadores An-
dré Gabardo (Novo) e
Rogério da Viação
(PSD) acompanhando
as obras de pavimenta-
ção no Bairro Itaqui,
constaram a boa quali-
dade do serviço execu-
tado e dentro dos pa-
drões técnicos. Destaca-
ram que não estão omissos em relação as ações da gestão munici-
pal. Não importa a sigla tudo bem feito em prol de Campo Largo.
Rumos Políticos II
Correção
A nível estadual a política
tem seus desdobramentos. As
aparições públicas do ex-pre-
feito de Curitiba, Rafael Gre-
ca, hoje, secretário estadual de
Desenvolvimento Sustentável
indica que novos planos estão
em andamento. Uma compo-
sição, Alexandre Curi e Rafael
Greca, é bem vista pelo povo
paranaense na sucessão de Ra-
tinho Jr. no Palácio Iguaçu.
Rumos Políticos III
A parceria entre o Executi-
vo e o Legislativo de Campo
Largo está rendendo frutos
para a população do município.
A aprovação de R$ 20 milhões
de reais para o programa “As-
falto Novo nos Bairros” está
em andamento. Os vereadores
acompanham e fiscalizam a
boa execução das obras e ser-
viços por parte das equipes da
Secretaria de Viação e Obras.
São Marcos, Águas Claras, São
Vicente, Vila Otto, Vila Sole-
ne, Vila Itaqui e Vila Verde, lo-
calidades já foram contempla-
das. O vereador Victor Bini, na
Rumos Políticos
tribuna da Câmara, destacou
que obras estão sendo feitas e
que não é época de campanha
política. Um novo modelo de
administração em andamento
para beneficiar a população
campo-larguense.
A Câmara de Campo Largo voltou aos
trabalhos em plenário, após o recesso de
julho, O presidente da Casa de Leis, verea-
dor Alexandre Guimarães, rebateu com fir-
meza as críticas divulgadas em redes soci-
ais de que os vereadores não estão exer-
cendo o papel de fiscalizadores das ações
do executivo e que estão sendo omissos.
O teor da crítica foi lido em plenário pelo
vereador Gustavo Torres. Alexandre Gui-
marães frisou que em momento algum os
vereadores estão se furtando de exercer as
funções atribuídas pela legislação. Cada ve-
reador cumpre o seu papel e as comissões
permanentes analisam a documentação que
é encaminhada e protocolada na Câmara
Municipal, destacou. Não existe omissão
da Câmara de Vereadores, enfatizou. Va-
mos apurar o que está acontecendo.
Na edição anterior, foi co-
locado, que a candidata à pre-
sidência do PT, Suzana Paris
Gonçalves, teria apoiado Dali-
la, a candidata vencedora, no
segundo turno, por ambas in-
tegrarem a mesma chapa no
primeiro turno. No entanto,
Suzana não apoiou Dalila. Ela
declarou apoio ao candidato
Toninho, que era de outra cha-
pa e chegou a pedir votos para
sua candidatura. Fica aqui o
devido esclarecimento pela di-
vulgação de forma incorreta.