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Campo Largo, sexta-feira, 14 de novembro de 2025
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Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às
15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
O
A República
O Brasil chega a sua 136ª comemoração da
Proclamação da República. O ato ocorrido em
15 de novembro de 1889 é um marco de mudan-
ça significativa na estrutura política e social do
país. O evento histórico continua a suscitar de-
bates e reflexões sobre seus impactos e legados
para a sociedade brasileira. Do século XIX ao
século XXI, a transformação brasileira ocorreu
com a mudança do regime sofrendo compara-
ções e recebendo duras e severas críticas ao lon-
go do tempo. A monarquia enfraquecida deu lu-
gar aos ideais republicanos que conduzem o país
na atualidade. O governo presidencialista, tam-
bém, passou por tropeços existenciais ao longo
das décadas, inclusive com a imposição de dita-
turas. Historiadores apontam que a Proclama-
ção da República não resultou em uma amplia-
ção imediata da cidadania. Os direitos políticos e
sociais evoluíram lentamente. De capítulo em ca-
pítulo, o cenário político, econômico e social bra-
sileiro foi sendo lapidado ao longo das décadas,
na busca pela eliminação das diferenças. Os avan-
ços e as limitações entram em debate na come-
moração de cada aniversário da República que
passa por reflexão crítica sobre o passado e o
presente. Os 136 anos da Proclamação da Repú-
blica não foram um mar de rosas para o cidadão
brasileiro. Muitas questões precisam de uma aten-
ção maior como desigualdade social, representa-
tividade política e participação cidadã. As desi-
gualdades econômicas e sociais persistem e mui-
tas delas tem origem no começo da República e
permanecem como barreiras para a plena aplica-
ção dos ideais republicanos e democráticos. Não
se pode ignorar que os princípios aplicados re-
centemente, com o denominado Golpe possui
um viés militar e isto parece ser uma corrente na
vida republicana do Brasil. A República surgiu
de um golpe militar, com pouca participação
popular, caracterizada por uma democracia res-
trita no princípio. O surgimento de importantes
movimentos sociais e lutas por direitos contri-
buíram para moldar a cidadania no Brasil. Com
136 anos, a República Brasileira não é um mero
sistema de governo, mas um projeto em cons-
trução continuada, que precisa da participação
ativa dos cidadãos para sua plena e efetiva exe-
cução.
s meios políticos cam-
po-larguenses passam
a orientar os eleitores rumo as
eleições de 2026. Um dos pas-
sos importantes para o muni-
cípio é a eleição de um depu-
tado estadual. A participação
política de Campo Largo no
poder legislativo estadual teve
um retorno expressivo com a
eleição de Alexandre Guima-
rães, em 2014. As ações de go-
verno e os recursos destina-
dos ao município merecem
uma visão municipalista na
hora da escolha do candidato
a deputado estadual. Da atual
Câmara Municipal, duas pré-
candidaturas a deputado esta-
dual estão sendo colocadas em
evidência. Com destaque, o
presidente da Casa de Leis,
Alexandre Guimarães, está a
pleno vapor na busca de um segundo mandato no Parla-
mento Estadual. Em 2014, ele obteve 24 357 votos. A ex-
periência legislativa e a contribuição já concedida à popula-
ção podem garantir um bom retorno caso eleito. Na linha
de oposição, dentro da Câmara de Vereadores, se apresenta
o vereador Gustavo Torres que já não é mais segredo para
mais ninguém, se apresenta como pré-candidato a deputa-
do, dentro do grupo liderado pelo ex-candidato a prefeito,
Christiano Puppi. A eleição de 2026 é por si dizer um en-
saio para a eleição de prefeito de 2028. Os eleitores já co-
mentam sobre a eleição de uma dobradinha de Campo Lar-
go. Deputado Estadual e de Deputado Federal. Campo Lar-
go já demonstrou isto em eleições passadas que gosta de
votar em candidatos locais.
Na Boca do Povo
Consideração
Estamos ai para resolver as
questões da cidade e do muni-
cípio. Trabalhar para o bem da
população. São mais de 1 100
pessoas assistidas por semana.
Interditar a piscina é uma in-
sensatez.
Picuinhas
Para assegurar a veracidade
de suas afirmações, o vereador
Gustavo Torres (PP) levou a
plenário uma gravação e a co-
locou a público em sessão or-
dinária divulgada ao vivo. Este
lance pode ter desdobramen-
to, pois o vereador pode usar a
Tribuna, mas o cidadão da gra-
vação não pode fazer uso da
palavra. Decoro Parlamentar e
Ética entram no debate.
Queda de Braço
O cenário político está com
clima quente. Na última sessão
da Câmara de Campo Largo,
as fartas entre os vereadores,
Gustavo Torres (PP) e Victor
Bini (UB) apontam para as di-
vergências sobre pontos de vis-
ta. A discussão envolve inver-
dades ou como no momento
dizem “FAKE NEWS”. Nas
próximas sessões mais capítu-
Considerações
O assunto da Piscina da Vila
Olímpica está rendendo bas-
tante, virou um tema para con-
siderações contrárias a posição
do vereador Gustavo Torres
dos vereadores, Sensei Clóvis,
Genésio da Vital, Alexandre
Guimarães e Athos Martinez.
Daqui a pouco conforme as
discussões, “Não podemos ca-
çar pelo em todo e qualquer
Ovo”, citado pelo vereador
Athos Martinez.
los. A questão principal envol-
ve a Piscina da Vila Olímpica.
PERGUNTAS DA SEMANA
I – Como fica a dobradinha, Gustavo Torres, estadual e Christiano
Puppi, federal pelo PP de Campo Largo, na eleição de 2026?
II – Será que existe a possibilidade do Republicanos ter candidato ao
governo do Paraná, em 2026?
III – Qual o número de candidatos a governador no Paraná, em 2026,
cada partido pode lançar o seu?
IV – Quem montará o palanque de Sergio Moro, como candidato a
governador, em Campo Largo?
V – Como fica a Frente da Esperança, em Campo Largo, com a possí-
vel aliança com o PDT, para o governo do estado? V – Fica o
comando da Frente da Esperança, em Campo Largo?
Cenário Campo Largo 2026 I
Campo Largo, com seus
quase 100 mil eleitores, des-
ponta como um dos municípi-
os com maior potencial de
crescimento econômico da
Região Metropolitana de Cu-
ritiba e do PARANÁ. Diante
desse cenário, é natural que o
município pleiteie uma cadei-
ra na Assembleia Legislativa
em 2026.
Nesse contexto, o prefeito
Maurício Rivabem deverá con-
duzir uma estratégia política ar-
ticulada, capaz de fortalecer a
representatividade local no ce-
nário estadual. O bom alinha-
mento com o presidente do
Poder Legislativo, Alexandre
Guimarães, ex-deputado esta-
dual, pode ser determinante
para o restabelecimento da for-
ça política de Campo Largo
junto ao Governo do Estado.
Cenário Campo Largo 2026 II
Com uma trajetória reconhe-
cida e sólida liderança política,
Alexandre Guimarães reúne ex-
pressivo potencial eleitoral. Na
eleição de 2014, obteve 16.837
votos em Campo Largo, e no
pleito de 2018, conquistou apro-
ximadamente 20 mil votos em
diversos municípios, demons-
trando sua ampla capacidade de
articulação regional e forte co-
nexão com o eleitorado.
Somando esses resultados,
chega a um potencial de cerca
de 37 mil votos, o que o coloca
entre os nomes mais competiti-
vos para garantir a retomada de
uma cadeira na Assembleia Le-
gislativa do Paraná em 2026, re-
presentando Campo Largo.
Cenário Campo Largo 2026 III
Com uma visão de futuro, Ale-
xandre Guimarães optou na elei-
ção municipal em ingressar no
PDT, pelo qual o seu pai, se ele-
geu prefeito na primeira oportu-
nidade. Agora, em novo processo
político, as alterações partidárias
indicam que suas possibilidades se
ampliam.
O PDT vem ganhando desta-
que no cenário estadual, especial-
mente com o nome do deputado
estadual Requião Filho, pré-candi-
dato ao Governo do Estado e apa-
recendo bem posicionado nas pes-
quisas. Esse desempenho fortale-
ce o partido e pode garantir um
importante volume de votos de
legenda, ampliando as chances de
eleição de seus candidatos propor-
cionais, entre eles Alexandre Gui-
marães que está filiado ao PDT,
bem antes de Requião Filho.