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Campo Largo, sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às
15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Há lugares que não são feitos apenas de paredes,
pedras e cal. São construídos de esperança, oração e
memória. Assim é a Igreja Matriz Nossa Senhora da
Piedade, que em 2026 completa 200 anos de sua inau-
guração, tornando-se um dos maiores símbolos da
história, da espiritualidade e da identidade de Campo
Largo.
Antes mesmo de o município existir oficialmente,
a fé já caminhava por estes campos. Em 1709, quan-
do os vastos Campos Gerais ainda eram território de
desbravadores e tropeiros, o Capitão Antônio Luiz
ergueu a singela Capela Nossa Senhora da Concei-
ção, sob os cuidados dos frades carmelitas. Ali, nascia
não apenas um templo, mas o alicerce espiritual de
uma comunidade que começava a se formar.
Mais de um século depois, em 1821, o sonho cres-
ceu. Sob a administração do Capitão João Antônio da
Costa e do Padre José Joaquim Ribeiro da Silva, teve
início a construção da igreja matriz, marcada pelo es-
forço coletivo, pela fé inabalável e pela perseverança
de um povo. As paredes, com quase um metro de es-
pessura, erguidas com argamassa de cal e areia, não
sustentariam apenas o edifício — sustentariam gera-
ções inteiras.
Após anos de trabalho, a igreja foi solenemente
inaugurada em 02 de fevereiro de 1826, embora sua
bênção oficial tenha ocorrido em 24 de janeiro de
1827. A imagem de madeira de Nossa Senhora da
Piedade, vinda da Bahia em 1816, foi trasladada da
casa do Tenente João Joaquim Lopes Cascais até o
templo, em um gesto que simbolizava o início de uma
nova era de fé organizada e permanente.
Em 1828, a devoção se fortaleceu ainda mais quan-
do a igreja foi elevada à condição de capela curada. Já
em 1841, Dom Áttico Esébio da Rocha reconheceu
oficialmente a importância daquele espaço sagrado,
elevando-o à categoria de paróquia inamovível, con-
solidando definitivamente sua missão pastoral.
Ao longo do tempo, a Matriz tornou-se testemu-
nha silenciosa de incontáveis histórias: batizados, ca-
samentos, despedidas, promessas, lágrimas e agrade-
cimentos. Um exemplo vivo dessa continuidade é a
pia batismal de mármore, doada em 1879 pelos capi-
tães Pedro Martins Saldanha e José Joaquim Ferreira
de Moura — utilizada até hoje, marcando o início da
vida cristã de milhares de campo-larguenses.
Celebrar os 200 anos da Igreja Matriz Nossa Se-
nhora da Piedade é mais do que lembrar datas. É re-
conhecer que a história de Campo Largo foi escrita,
em grande parte, à sombra de suas torres. É agrade-
cer àqueles que vieram antes, que construíram com as
mãos e sustentaram com a fé aquilo que permanece
vivo até hoje.
200 anos de fé
edificaram Campo Largo
O
Na Boca do Povo
Cenário I
O delegado Fernando
Francischini, o campeão de
votos em 2018, com mais de
420 mil votos, teve o seu
mandato cassado por fake
news contra a urna eletrôni-
ca. Um ponto a considerar,
pois muitos outros candida-
tos foram prejudicados nas
votações pelos argumentos
usados por Francischini. Só
em Campo Largo, ele fez
mais de 8 mil votos, atrapa-
lhando a reeleição de Alexan-
dre Guimarães. O deputado
cassado jogou no lixo os mais
de 8 000 votos e não trouxe
nenhum benefício ao muni-
cípio. O eleitor de Campo
Largo precisa repensar suas
posições e não ir só por emo-
Cenário II
Um novo quadro político
está se formando no Paraná,
com pré-candidatos a gover-
nador, com grande bagagem
política. No caso, o ex-gover-
nador e ex-senador Álvaro
Dias está se preparando para
uma campanha estadual.
Numa das linhas possíveis,
gostaria de fazer frente ao
atual senador Sergio Moro
que é seu desafeto desde o
episódio do Podemos. Uma
Cenário III
O atual deputado federal,
Beto Richa, ex-governador
do Paraná, é o líder maior do
PSDB do Paraná. Algumas
opções se abrem na corrida
eleitoral de 2026. Pode
voltar a concorrer pela re-
eleição de deputado, mas
existe uma intenção maior
que é disputar uma das va-
gas de senador. Por esta-
do, são duas vagas em dis-
puta. As nuvens mudam de
formato a cada instante e as
futuras composições partidá-
rias podem mostrar um novo
ção na onda. Fernando Fran-
cischini, hoje presidente do
Solidariedade, pretende con-
correr na eleição de 2026.
Apostas estão circulando.
traição não se esquece. Moro
desprezou Álvaro na ocasião.
PERGUNTAS DA SEMANA
I – Quais serão as novidades para a eleição de 2026, em Campo Largo? Caras
novas no pedaço.
II – Quantos candidatos a deputado serão lançados ou indicados pelos parti-
dos de Campo Largo?
III – O vereador Alexandre Guimarães está em pré-campanha eleitoral para
deputado estadual. Será que mais algum vereador de Campo Largo entra-
rá na corrida de 2026?
quadro no momento das con-
venções.
cidadão campo-larguense
começa o debate político
sobre candidatos a deputado esta-
dual e federal pelo município, com
chances de sucesso nas urnas na
eleição 2026. Mesmo com dezenas
de nomes pré-candidatos na corri-
da pelos votos no estado, Campo
Largo pode ter novamente um re-
presentante no parlamento estadu-
al e com grande possibilidade, tam-
bém, no parlamento federal. O presidente da Câmara, Ale-
xandre Guimarães, como ex-deputado estadual e atual suplente
de deputado, conhece bem os caminhos para voltar a repre-
sentar o município na esfera estadual. Os benefícios trazidos
por ele, durante os quatro anos de deputado estadual, são lem-
brados pela população, no debate político, onde apontam o
trabalho parlamentar. A força eleitoral no município é grande
e com mais de 90 mil eleitores, pode muito bem confirmar,
em 2026, os resultados obtidos em 2014 e 2018. O processo
de eleição de um candidato passa pela formação de chapa den-
tro de cada partido. São poucos os deputados que elegem com
votação própria. Esta mesma avaliação é feita quando se trata
de eleger deputado federal. Em 2022, o vereador André Ga-
bardo possuía uma boa chance de se eleger, na chapa do de-
putado Deltan Dallagnol (Podemos), mas na época, com 20
000 votos estaria eleito e representando Campo Largo. Ao se
analisar a evolução dos acontecimentos, o deputado federal
Deltan Dallagnol foi cassado, mesmo tendo somado mais de
344 mil votos. O seu suplente e atual deputado, Luiz Carlos
Hauly, assumiu a vaga, tendo obtido pouco mais de 11 mil
votos. Assim, as pessoas debatem o assunto de candidatos do
município e os comentários sobre as chances de eleição. O
primeiro ponto se passa dentro de uma chapa proporcional,
fazendo o maior número de votos e depois, no segundo, esta
chapa precisa alcançar o quociente eleitoral para ver quantos
se elegem por partido. Não adianta fazer mais de 90 mil votos
em um partido, se em outro, com 11 mil votos, pode ocupar
uma cadeira na Câmara Federal.