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Campo Largo, sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Publicação da Gráfica Editora Campo Largo Ltda.
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Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às
15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
O Carnaval chega como um convite coletivo
ao excesso: de cores, sons, encontros e risadas.
Durante alguns dias, o calendário parece suspen-
so e a rotina abre espaço para a celebração do
corpo, da criatividade e da liberdade. É o tempo
do riso alto, da música que atravessa ruas e da
sensação quase infantil de que tudo é possível,
nem que seja só até a próxima esquina.
Mas o que torna o Carnaval ainda mais signi-
ficativo é justamente o que vem depois. A Quar-
ta-feira de Cinzas não surge como negação da
festa, mas como seu contraponto necessário. Se
o Carnaval fala de explosão, a Quarta-feira fala
de recolhimento. Se um é barulho, a outra é si-
lêncio. E é nessa alternância que reside uma das
mais antigas sabedorias humanas: para celebrar
plenamente, é preciso também saber parar.
A ligação entre esses dois momentos toca algo
essencial da experiência humana. O Carnaval nos
lembra que somos corpo, presença, movimento
e desejo. A Quarta-feira de Cinzas nos devolve à
consciência de que somos finitos, passageiros,
feitos de tempo. “Do pó viemos e ao pó voltare-
mos” não soa como ameaça, mas como convite
à reflexão sobre o que realmente importa quan-
do a música cessa.
Em uma sociedade cada vez mais acelerada,
essa transição ganha novos sentidos. Vivemos
como se a folia fosse permanente — sempre
conectados, sempre produtivos, sempre estimu-
lados. A Quarta-feira de Cinzas, então, funciona
como um freio simbólico: é o momento de olhar
para dentro, rever excessos, reorganizar escolhas
e recomeçar com mais intenção.
A alegria sem pausa se esvazia. O recolhimen-
to sem celebração endurece. Entre um e outro,
aprendemos que viver bem é saber dançar quan-
do é tempo de música — e silenciar quando é
hora de escutar a si mesmo.
Quando a fantasia é guardada e as ruas reto-
mam seu ritmo habitual, fica a pergunta silencio-
sa que ecoa após a folia: o que levaremos conos-
co para além do confete? Talvez a resposta esteja
justamente nessa ponte invisível entre a festa e a
reflexão.
Entre a folia e o silêncio
O
Na Boca do Povo
Comissões Câmara I
Na primeira sessão ordi-
nária de 2026, os vereado-
res de Campo Largo elege-
ram os componentes das
onze comissões. Em 2025,
os vereadores aprovaram
mais quatro comissões de-
vido aos temas que são tra-
tados pelos parlamentares
na tramitação de projetos.
Com a dinâmica das reuni-
ões e com a quantidade de
matérias tratadas, Campo
Largo precisa atender à de-
manda com pareceres específicos
para cada caso. Assim, a composi-
ção das comissões permanentes fi-
cou: Comissão de Justiça e Redação,
Presidente: Polaco Preto, Relator:
André Gabardo e Membro: Victor
Bini; Comissão de Finanças e Orça-
mento, Presidente: Athos Martinez,
Relator: Luiz Scervenski, Membro:
Sargento Leandro Chrestani; Comis-
são de Obras e Serviços Públicos,
Comissões Câmara II
Como um “Bebê Reborn”, o ve-
reador do PP apontou que a distribui-
ção dos nomes nas comissões perma-
nentes da Câmara de Campo Largo foi
injusta e não obedeceu à proporcio-
nalidade. Na reclamação, indicou que
o jurídico precisa rever as composi-
ções. A escolha não foi feita por indi-
cação e sim, as onze comissões foram
compostas por eleição secreta, uma a
uma. Se não apareceu em mais, foi pelo
resultado de votos dos vereadores. Pela
colocação do secretário da Câmara,
Atritos
Entre a situação e a oposição,
numa Casa de Leis, sempre existem
discursos ácidos. A Câmara de Cam-
po Largo possui um cenário bem in-
teressante, atualmente. Só um verea-
dor aparece como oposição. Assim, a
balança é de 14 de um lado e apenas 1
(um) do outro. Em plenário, o eco e a
ressonância ficam abafados. De leitu-
ra em leitura de discursos na tribuna,
o vereador Gustavo Torres (PP) saiu
com uma “pérola” que deixou os co-
legas intrigados. Afirmou que tem 80
% (oitenta por cento) dos vereadores
como amigos. Assim, num cálculo
atual senador e ex-juiz Ser-
gio Moro está numa encru-
zilhada como postulante à
sucessão de Ratinho Jr. no governo
do Paraná. Como a candidatura pre-
cisa ser oficializada em convenção
pelo seu partido, o União Brasil (UB),
que por sinal, já anunciou que está
junto com o Progressistas (PP) den-
tro de uma Federação na eleição de
2026. Aí é que está o grande problema do pré-candidato Moro, pois a
direção estadual do PP e deputados paranaenses, liderados pelo deputa-
do federal Ricardo Barros declaram abertamente que não apoiam a pre-
tensão do senador. As manifestações de repúdio já foram sinalizadas e
comunicadas ao comando nacional, inclusive com a presença do senador
Ciro Nogueira, em Curitiba. Os comentários, nos meios políticos, são
que o senador Moro não terá vida fácil nas próximas semanas para con-
firmar a sua candidatura. Um plano B deve ser contado pela base de
apoio do senador, inclusive, com decisão de troca de partido no período
da Janela Partidária, no mês de março. Se não bastasse isto, Moro possui
uma rejeição e um número grande de adversários. O presidente Lula nem
quer ouvir o seu nome, o clã Bolsonaro não aposta na sua possível candi-
datura e o governador Ratinho Jr. terá o seu próprio escolhido. Dentro
do estado, Moro terá grande dificuldade na campanha eleitoral, mesmo
com as pesquisas indicando liderança. Na corrida eleitoral anterior para o
senado, como franco favorito, teve uma grande surpresa, com o avanço
de Paulo Martins (atual vice-prefeito de Curitiba) nas últimas semanas e
ameaçou na reta de chegada. Os números finais da eleição para o senado
indicam que para governador, o senador precisa de fôlego maior, pois as
correntes contrárias serão mais fortes. Analisando os três primeiros para
o senado em 2022, Sergio Moro (UB), 1.953.188 votos; Paulo Martins
(PL), 1.697.962 e Álvaro Dias (PODE), 1.396.089, o cidadão comenta
que no momento certo fará a sua escolha, pois governar o estado não é
tão simples como sentar numa cadeira de senador. Assim que as defini-
ções de filiações partidárias se definirem, o eleitor passa a observar o que
será melhor para garantir os bons resultados obtidos nos dois últimos
anos do governo Ratinho Jr.
Os comentários políticos de
Campo Largo estão voltados às
prováveis candidaturas de depura-
do, estadual e federal, de represen-
tantes do município. Um dos pon-
tos que entra neste debate políti-
co é a chance de eleição dos pré-
candidatos já anunciados. Além de
um nome forte e com bagagem
política, o eleitor já sabe que se o
partido deste postulante não so-
mar votos para alcançar o quoci-
ente eleitoral, não faz o deputado
e por cima, estes votos estarão des-
prezados. Na eleição de 2024 para
vereador, em Campo Largo, os
candidatos João Freita (ex-verea-
dor), no Avante, fez 1 449 votos,
o terceiro mais votado e não se
reelegeu e o ex-vereador Germa-
ninho, por sua vez, com 910 vo-
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
vereador Pola-
co Preto, não
tem nada a ser
feito, só resta
esperar para
ocupar uma
vaga em futu-
ra comissão.
Por sinal, está
sendo consti-
tuída a Comissão de Cultura e Turis-
mo. Uma leitura precisa ser feita nas
entrelinhas, coisa de política.
simples, os 20 % (vinte por cento) res-
tantes não são amigos. Sem apontar
nomes, os vereadores passam a se per-
guntar, quem são os 3 (três) não ami-
gos?
Cenário III
Nos próximos dias, a base aliada do prefeito de Cam-
po Largo, Maurício Rivabem, deve definir uma posição
sobre candidaturas locais para deputado estadual e de-
putado federal. Com o desempenho eleitoral de 2024,
dois nomes surgem como expoentes no processo elei-
toral de 2026. Estes dois nomes estão consolidados den-
tro de seus partidos e assim, não existe intenção de tro-
ca de partido, por diversas razões. O presidente da Câ-
mara, Alexandre Guimarães (PDT), dentro da chapa
proporcional, pode ter sucesso para deputado estadual
e a vice-prefeita, Cris Chemin (MDB), tem uma vaga na
chapa para deputada federal confirmada pela direção es-
tadual. Maurício Rivabem pode alavancar as duas candi-
daturas com o bom desempenho da sua administração e
os bons números apontados de governança e transpa-
rência, indicados pelo Selo Diamante.
tos, o mais votado
na chapa do
PSDB, não se ree-
legeu. Estes dados
servem de ensaio
para uma projeção
futura de eleição e
para que o eleitor
não perca o seu
voto, apostando
em muitos candi-
datos que buscam
votos em Campo Largo. Muitas
pessoas discutem as possibilidades
e estimulam a proposta que Cam-
po Largo precisa de seus deputa-
dos, tanto na Assembleia Legisla-
tiva e na Câmara Federal para par-
ticipar com mais força na distri-
buição de recursos e investimen-
tos. No momento, o nome que
mais se projeta,
num cenário fu-
turo de eleição, é
o atual vereador
Alexandre Gui-
marães. A sua es-
colha de um par-
tido para a cami-
nhada de retorno
à Alep já é um
passo importan-
te. Não foi por
acaso a escolha do PDT (12) para
o sucesso nas urnas e que o povo
de Campo Largo garanta voz e vez
na política administrativa do Pa-
raná. Um partido que possui uma
longa história dentro do municí-
pio, com dois prefeitos eleitos pela
sigla, Affonso Guimarães e Emi-
dio Pianaro Jr., no estado em Cu-
ritiba, a referência passa por Jai-
me Lerner e Rafael Greca. A nível
nacional, Leonel Brizola é um
marco de políticas sociais que dei-
xou raízes profundas no estado do
Rio de Janeiro, quando governa-
dor. Colocando-se como um po-
lítico de centro e sem extremis-
mos, Alexandre Guimarães apare-
ce nos debates com bagagem das
eleições anteriores e o cacife para
obter os votos dentro de uma cha-
pa forte e promissora. A cada dia
que passa, o debate fica mais in-
tenso e como dizem que, em ano de
eleição, as coisas se decidem após o
Carnaval. Neste ano, o Carnaval é mais
cedo e logo o eleitor será estimulado a
definir os seus candidatos e uma boa
escolha ajuda o município e o ci-
dadão campo-larguense.
Presidente: Genésio da Vital; Rela-
tor: Rogério da Viação, Membro:
Tomazina; Comissão de Educação,
Saúde e Assistência Social, Presiden-
te: Athos Martinez; Relator: Victor
Bini; Membro: Sensei Clóvis; Comis-
são de Agricultura, Pecuária e De-
senvolvimento Rural, Presidente:
Rogério das Tintas; Relator: Polaco
Preto, Membro: Genésio da Vital;
Comissão de Direitos Humanos,
Defesa da Cidadania, Segu-
rança Pública e Minorias,
Presidente: Tomazina, Re-
lator: Gustavo Torres,
Membro: Polaco Preto;
Comissão de Ética e As-
suntos Especiais, Presiden-
te: Rogério da Viação, Re-
lator: Luiz Scervenski,
Membro: Rogério das Tin-
tas; Comissão de Empreen-
dedorismo, Desenvolvi-
mento Econômico e Turis-
mo, Presidente: Júnior An-
dreassa, Relator: Athos
Martinez, Membro: André Gabardo;
Comissão de Esporte e Lazer, Pre-
sidente: Genésio da Vital, Relator:
Sensei Clóvis, Membro: André Ga-
bardo; Comissão de Legislação Par-
ticipativa, Presidente: Victor Bini,
Relator: Rafael Freitas, Membro: Ju-
nior Andreassa; Comissão de Meio
Ambiente, Presidente: Sargento Le-
andro Chrestani, Relator: Luiz Scer-
venski, Membro: Rafael Freitas.
PERGUNTAS DA SEMANA
I – Será que o Progressistas de
Campo Largo lança candi-
dato a deputado estadual
com apoio de Sergio Moro?
II – Quais as possíveis dobradi-
nhas de deputado que Ale-
xandre Guimarães fará na
eleição de 2026?
III – Em quantos municípios
Alexandre Guimarães obte-
ve votos nas eleições ante-
riores dele de deputado es-
tadual?
IV – Será que Jean Naiser volta
a concorrer a um cargo ele-
tivo, em 2026? Em 2024, na
eleição de prefeito, somou
quase dez mil votos.
V – No PDT, qual a previsão de
votos necessários para se
eleger? A chapa proporcio-
nal define quantos serão os
eleitos.