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Campo Largo, sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
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15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
No dia 23 de fevereiro, acontece a comemora-
ção da emancipação política do município de Cam-
po Largo. A data estabelece o marco e data oficial
do desmembramento do município de Curitiba. A
criação do município foi definida pela Lei Provin-
cial nº 219 de 2 de abril de 1870 e a instalação ofi-
cial em 23 de fevereiro de 1871, e assim, em 2026,
completa os seus 155 anos. A origem está ligada à
doação de terras pelo capitão João Antônio da
Costa, em 1819. A emancipação política de um mu-
nicípio é o processo legal e político pelo qual um
distrito, vila ou povoado se desmembra de um
município já existente. O novo município passa a
ter autonomia, para gerir os próprios recursos, ela-
borar leis, ter prefeitura e Câmara de Vereadores,
com o objetivo de buscar maior desenvolvimento
e atender melhor às demandas dos munícipes. Os
dados históricos indicam que a sessão de instala-
ção do município foi presidida pelo capitão Tibúr-
cio Borges de Macedo, na qualidade de Presidente
da Câmara Municipal de Curitiba, e secretariada por
Ermelino João da Cruz. Realizada no Consistório
da Igreja, sendo investidos em seus cargos os pri-
meiros vereadores eleitos - Tenente Coronel Fran-
cisco Pinto de Azevedo Portugal, Presidente, Ma-
jor Antônio da Paula Xavier, Tenente Leocádio
Gonçalves Padilha, Tenente Francisco Custódio
Natel, Tenente Manoel de Oliveira Cercal e José
Brígido dos Santos. A Câmara Municipal de Cam-
po Largo, em 2026, é composta por quinze verea-
dores: Alexandre Marcel Kuster Guimarães (presi-
dente), Luiz Carlos Scervenski Junior (1º vice-pre-
sidente), Paulo Rogério Alves (2º vice-presidente),
João Adão Jaskievicz Junior (1º secretário), Rafael
Diego De Freitas (2º secretário), André Trevisan
Gabardo, Athos Oliveira De Martinez, Clovis Luiz
Cipriano Junior, Darci Antônio Andreassa Junior,
Genésio Francisco Oliveira Dos Santos, Leandro
Chrestani, Luiz Gustavo Torres, Rogério Baumel,
Valdemir Inocêncio Da Rosa e Victor Augusto Bini.
Em 2024, foram eleitos para administrar o muni-
cípio: Maurício Roberto Rivabem (prefeito) e
Chrystiane Barbosa Pianaro Chemin (vice-prefei-
ta) para o mandato de 2025 a 2028, conforme as
disposições constitucionais e leis vigentes no país.
Na época da emancipação política de Campo Lar-
go, o Brasil Império de D. Pedro II vivia um outro
tempo político e a forma de governar as então pro-
víncias atendia às determinações da monarquia.
Emancipação política
A
Na Boca do Povo
Feriado 23 de Fevereiro
Nas últimas décadas, o dia 23 de fevereiro dei-
xou de ser feriado em Campo Largo, enquanto que
outros municípios fazem grandes comemorações
pela emancipação política. Para citar, Balsa Nova
celebrou a sua no dia 25 de janeiro, quando se des-
membrou de Campo Largo. Curitiba que, por sua
vez, é município mãe de Campo Largo, comemo-
ra a sua no dia 29 de março. Inclusive, tanto uma
como a outra, possuem praças centrais em home-
nagem às datas de emancipação. Na sessão do dia
19 de fevereiro, entrou em pauta projeto de lei legislativo de autoria do
vereador Luiz Scervenski Junior para que a data volte a ter o reconheci-
mento como feriado municipal. A tramitação da proposição, se aprova-
da, pode resgatar a volta deste feito histórico e de reconhecimento do
município da Terra da Louça.
União Brasil mais Progressistas
A Federação União Brasil/Pro-
gressistas está em compasso de
espera, avaliando a possibilidade
de neutralidade na eleição de 2026.
Assim, os dirigentes em cada es-
tado poderão optar pelo candida-
to a presidente de outros partidos.
Isto afeta diretamente os candida-
tos a governador, no jogo da di-
reita com a esquerda. Já se passa-
ram sete meses e o casamento das
duas siglas não se tornou oficial
na Justiça Eleitoral. Este tempo foi
suficiente para que os dirigentes e
os integrantes dos dois partidos
analisassem sobre a permanência
contagem regressi-
va para a eleição de
2026 está em mar-
cha. O governador Ratinho
Jr. deve oficializar o nome
do candidato à sua sucessão
pelo PSD, seu partido. A
decisão pode mudar o rumo
das campanhas a partir de
abril. Nas últimas semanas, o nome de Guto Silva, atual Secretário
das Cidades, tem aparecido nos meios políticos como a mais provável
aposta do governador para sucedê-lo. O apoio do governador, para
muitos formadores de opinião, será fundamental para garantir uma
possível vitória nas urnas. Dentro e fora do PSD, as convergências e
as divergências ultrapassam as fronteiras partidárias. A base aliada de
Ratinho Jr., das duas últimas eleições vitoriosas que levou Ratinho Jr.
ao Palácio Iguaçu, pode rachar. Com a decisão do PSD, favorável a
Guto Silva, dois outros nomes podem mudar de partido em março.
Rafael Greca, Secretário de Desenvolvimento Sustentável e Alexan-
dre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, dois nomes fortes da
legenda do governador, mas também, postulantes ao cargo de gover-
nador, já possuem convites de outros partidos. Nas conversas, os
eleitores estão optando por nomes de pré-candidatos e deixando os
partidos de lado, mas uma coisa não existe sem a outra. Para que uma
pessoa possa concorrer a um cargo, precisa estar filiada e por cima,
tem a aprovação em convenção na época certa. A pré-campanha elei-
toral está nas ruas, onde os postulantes apresentam suas propostas,
mas sem pedir votos abertamente. O PSD está num dilema para cons-
truir uma nova chapa majoritária, governador e vice e por cima, jun-
tar uma base aliada de partidos para ajudar no processo eleitoral. Os
três nomes podem até aparecer juntos, mas tudo indica que um deles
deve correr por fora. Na linha de oposição às pretensões de Ratinho
Jr. e em partidos diferentes e também, postulantes ao cargo no Palá-
cio Iguaçu, aparecem o senador Sergio Moro (União Brasil) e o depu-
tado estadual Requião Filho (PDT). Como as nuvens mudam de for-
mato a cada instante, o processo está em aberto e as conversações de
alianças passam pela esfera superior em Brasília. Muita coisa pode
acontecer até a homologação das candidaturas de fato e de direito. A
corrida presidencial pode, também, interferir nas decisões de um ou
de outro. Com a volta dos trabalhos legislativos, Guto Silva e Alexan-
dre Curi estarão na estrada em busca do apoio político partidário nos
municípios.
Passado o Carnaval, o clima
político eleitoral esquenta. Os
partidos preparam suas chapas
para concorrer aos cargos ele-
tivos nos seus estados. Assim,
as correntes partidárias estão
analisando os pré-candidatos a
governador e as duas vagas de
senador. Mais perto dos elei-
tores estão os pré-candidatos a
deputado federal e a deputado
estadual, em número de 30 va-
gas e 54 vagas respectivamente, no Pa-
raná. Para os dois primeiros casos, a elei-
ção é majoritária, isto quer dizer que os
mais votados se elegem. Já nos dois ca-
sos de deputados, a eleição é proporcio-
nal. Mesmo sendo bem votados, podem
não conquistar a vaga, pois depende do
quociente eleitoral que se estabelece pelo
número de votos válidos e a partir dele,
se determina o quociente partidária, ou
seja, a quantidade de eleitos por partido.
Como não existe mais coligação nas elei-
ções proporcionais, cada partido tem que
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
de ficarem juntos pelo menos por
quatro anos. Existem divergênci-
as internas dentro de cada partido
e também, nos estados. No Para-
ná, o caldo está fervendo na base
do governador Ratinho Jr.
Comissões permanentes
Com a terceira sessão ordiná-
ria realizada e por causa do reces-
so do Carnaval, aconteceu um re-
presamento de proposições que
precisam de parecer para voltarem
a plenário e serem votadas. As
novas comissões permanentes já
foram eleitas e as duas principais,
de Justiça e Redação e a de Finan-
ças e Orçamento, terão muito tra-
balho nas próximas semanas. Ga-
binetes e assessorias a pleno va-
por. O vereador Junior Polaco Pre-
PERGUNTAS DA SEMANA
I – Será que o Progressistas do Paraná seguirá o
pré-candidato Sergio Moro ou lança candi-
dato próprio ao governo do Paraná?
II – Quais as chances do PDT voltar a ven-
cer a eleição de governador, em 2026?
Requião Filho aparece bem nas pesqui-
sas já divulgadas e mantendo posição.
III – O pré-candidato a deputado estadual
to preside as reuniões da Comis-
são de Justiça e Redação e o vere-
ador Athos Martinez é o presiden-
te da Comissão de Finanças e Or-
çamento.
Alexandre Guimarães está presente em
mais de 60 (sessenta) municípios. Quan-
tos votos precisará, no PDT, para voltar
à Assembleia Legislativa do Paraná?
IV – Qual será o partido pelo qual Jean Nai-
ser concorrerá a deputado estadual, em
2026? A decisão deve ser feita no mês
de março.
V – Os atuais vereadores não podem mudar
de partido para concorrer às vagas de
deputado. Se o fizerem, correm o risco
de perder o mandato. Quais são cálculos
de votos, em Campo Largo, dentro de
seus atuais partidos? Alexandre Guima-
rães está no PDT, Gustavo Torres no
PP e André Gabardo no NOVO.
por em campo um time para conquistar
a representação na Câmara dos Deputa-
dos e nas Assembleias Legislativas de
cada estado. Em Campo Largo, os dois
principais grupos que disputaram a elei-
ção de prefeito devem indicar seus can-
didatos locais a deputado estadual e a
deputado federal. Na base de apoio do
prefeito Maurício Rivabem, numa jorna-
da de retorno à Assembleia Legislativa,
para deputado estadual, está o atual pre-
sidente da Câmara, Alexandre Guima-
rães. Na outra linha e concorrendo pelo
grupo do PP local e buscando uma vaga
de deputado estadual, está o atual verea-
dor Gustavo Torres. O eleitor está aten-
do às decisões, pois enquanto que do
lado de Alexandre Guimarães, dentro do
PDT, evolui bem, já do lado de Gustavo
Torres, as coisas estão indefinidas den-
tro da Federação União Progressistas,
não consolidada. Além desta questão
partidária, Gustavo Torres precisa do
aval de Christiano Puppi, que possui um
cacife eleitoral obtido nas duas últimas
eleições, mesmo sendo derrotado para
prefeito por Maurício Rivabem. Num
primeiro patamar, as diretrizes devem ser
estabelecidas no próximo mês de mar-
ço, com a migração de postulantes e tam-
bém, atuais deputados de um partido
para outro, na denominada Janela Parti-
dária. Nesta regra, os eleitos para depu-
tado em 2022 podem mudar de partido
sem perder mandato. Os vereadores Ale-
xandre Guimarães (PDT) e Gustavo Tor-
res (PP), do jeito que está, podem per-
der o mandato se mudarem de partido.