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Campo Largo,sexta-feira, 08 de maio de 2026
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* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Entre o invisível e o
essencial: o verdadeiro
significado do Dia das Mães
Há datas que passam pelo calendário como
simples compromissos — e há aquelas que nos
atravessam. O Dia das Mães é uma delas. Não
porque esteja marcado em vermelho na agenda,
mas porque pulsa na memória, no afeto e nas
histórias que carregamos, mesmo quando não
percebemos.
Ser mãe vai muito além do gesto simbólico
de dar a vida. É, sobretudo, permanecer. É estar
presente nas madrugadas insones, nos medos si-
lenciosos, nas pequenas vitórias que ninguém vê.
É ser força quando falta chão, e ternura quando
o mundo pesa demais. É, muitas vezes, abrir mão
de si para garantir o outro — sem alarde, sem
reconhecimento, mas com uma grandeza que
desafia qualquer medida.
Vivemos tempos acelerados, em que tudo pa-
rece urgente e descartável. Ainda assim, o amor
de mãe resiste como uma das poucas certezas
que permanecem. Ele não depende de curtidas,
não se mede em palavras bonitas, nem precisa
de data para existir. Ele se revela no cotidiano:
no prato servido, no conselho insistente, no abra-
ço que acolhe sem perguntar.
Este também pode ser um momento de olhar
com mais atenção para essas presenças tão fun-
damentais. De perceber os gestos que passam
despercebidos na correria dos dias, de valorizar
as conversas simples, os cuidados silenciosos, a
dedicação constante. Mais do que uma homena-
gem, é uma oportunidade de aproximação —
de escuta, de carinho e de reconhecimento em
vida, nos detalhes que realmente importam.
Celebrar o Dia das Mães, portanto, é mais do
que entregar flores ou presentes. É reconhecer a
profundidade de um vínculo que molda quem
somos. É valorizar, em vida, quem tantas vezes
foi base sem ser lembrada. É dizer “obrigado”
com mais presença do que palavras.
Talvez o maior desafio seja esse: não deixar
que o amor de mãe seja lembrado apenas uma
vez por ano. Porque ele, afinal, nunca foi ocasi-
onal. Sempre foi essencial.
O Paraná apresenta 30 (trinta cadeiras) de
deputado federal para a eleição de 2026. A
alteração pelo aumento da população está
prevista para a eleição de 2030. Consideran-
do que nesta eleição aconteçam 7 500 000
votos válidos, votos nominais e de legenda,
o quociente eleitoral por partido passa a ser
250 000 votos para eleger um deputado fe-
deral da chapa proporcional por partido. Isto
quer dizer que um partido, para conseguir
uma das vagas, precisará obter na sua chapa,
somando todos os candidatos, um total igual
ou superior ao quociente eleitoral. Além dis-
so, conforme a votação, poderá eleger ou-
tros, mas aí, na linha de corte, denominada
clausula de barreira, os candidatos precisa-
rão obter pelo menos 10% (dez por cento)
do quociente eleitoral, ou seja, no total con-
siderado, 25 000 votos. Estes cálculos são
feitos, após a totalização dos votos, pela jus-
tiça eleitoral e através de médias, é indicada a
quantidade de eleitos por partido. Em Cam-
po Largo, estão anunciados alguns nomes
para concorrer e que estão em pré-campa-
nha, sendo quatro postulantes para o cargo
de deputado federal, dentro dos seus atuais
partidos.
N
a maratona política
eleitoral de 2026
para chegar na fren-
te e sentar na cadeira de gover-
nador, no Palácio Iguaçu, está
indicado como pré-candidato
pelo PSD ao governo do esta-
do, o deputado federal Sandro
Alex que nos dois mandatos do
governador Ratinho Jr., foi Se-
cretário de Estado da Infraes-
trutura e Logística. A surpresa, depois de algumas semanas, está
sendo diluída e absorvida pelos paranaenses, principalmente, nos
meios políticos e passa a ser o grande debate da eleição de 2026
para governador, nesta fase de pré-campanha. Passou ileso de
críticas nos oito anos ao lado de Ratinho Jr. e se pode dizer, até
escondido dos holofotes políticos, apesar dos mandatos de depu-
tado federal. Pelos pronunciamentos recentes do governador Ra-
tinho Jr., muitas das obras viárias do Paraná aconteceram pela
determinação do seu secretário. Neste rol, o destaque e a marca
principal é a Ponte de Guaratuba ou “Ponte da Vitória”, como
foi batizada, em evento recente. A grande missão do PSD de Ra-
tinho Jr. é tornar o ex-secretário e deputado federal Sandro Alex,
conhecido dos eleitores e da população paranaense em geral, nos
próximos meses, ou seja, nos cerca de 150 dias até a eleição em
outubro. Com o seu crescimento nas pesquisas eleitorais, tendo
como base a transferência de popularidade e aprovação de Rati-
nho Jr., pode, nas próximas semanas, aparecer com mais desta-
que. Por outro lado, a corrida eleitoral do Paraná, com cinco can-
didatos, pelo menos, pode caminhar para um possível segundo
turno. Lembrando, sempre, que o governador Ratinho Jr. foi elei-
to duas vezes no 1º turno, por ampla maioria de votos. Os co-
mentários e os debates nas rodas de conversas políticas apontam
para a transferência da aprovação de Ratinho Jr. para o pré-candi-
dato. A expertise de vitórias da equipe do PSD pode ser a grande
alavanca para impulsionar o pré-candidato, no reconhecimento
do trabalho realizado pelo governador Ratinho Jr.
Na Boca do Povo
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
Secretário II
Como forte concorrente ao
Senado Federal, Cristina Graeml
foi convidada a ingressar e se fili-
ar no União Brasil (UB), por Ser-
gio Moro, como pré-candidato a
governador. O projeto de Moro
teve outro rumo e vendo que na
federação PP/UB a coisa poderia
ficar complicada na frente, pulou
do barco e foi para o PL de Flávio
Bolsonaro, com o apoio do depu-
tado federal Filipe Barros (PL).
Cristina Graeml, por sua vez, foi
abandonada, para não dizer traída
por Moro. Uma porta fechada,
outra porta aberta, adversários na
eleição de 2024 para a prefeitura
de Curitiba, agora com o convite
de ingressar no PSD, Cristina
Graeml passou a ser aliada de Ra-
tinho Jr. e convidada a assumir a
Secretaria Estadual da Justiça, até
então ocupada pela deputada fe-
deral Leandre, que concorre a mais
um mandato, desta vez, pelo PSD.
Cláusula de barreira 2026
Os atuais par-
tidos políticos es-
tão costurando as
melhores chapas
proporcionais
para deputado fe-
deral. É pela elei-
ção de um núme-
ro considerável
de deputados fe-
derais os partidos
sobreviverão. O
mecanismo da
Cláusula de Bar-
reira pode deixar 20 (vinte) parti-
dos sem fundo partidário. Ele exi-
ge número mínimo de deputados
federais eleitos e percentual de vo-
tos válidos, ameaça siglas meno-
O vereador André Gabardo (Novo) de-
clara que pode concorrer ao cargo na elei-
ção de outubro, desde que o grupo atual da
base do governo municipal assim se posici-
one. Vereador André Gabardo está no seu
segundo mandato de vereador, obteve 1011
votos, em 2020 e 1007 votos, em 2024. Con-
correu como candidato a deputado federal,
em 2022, com 5 043 votos, foi o mais vota-
do em Campo Largo. Teve o apoio de Del-
tan Dalagnol, segundo candidato a deputa-
do federal mais votado em Campo Largo,
em 2022, com 4384 votos no município. Em
2026, está como pré-candidato pelo partido
NOVO, com pautas de direita muito fortes.
O vereador Junior Polaco Preto (PSD), nas
últimas semanas, lançou sua pré-candidatu-
ra e trabalha suas propostas em vários mu-
nicípios. É o atual secretário da Câmara Mu-
nicipal de Campo Largo e na eleição de 2024,
foi o candidato mais votado, com 1808 vo-
tos.
O vereador Gustavo Torres, por sua vez,
trocou o PP pelo Republicanos, e também,
aparece entre os pré-candidatos a deputado
federal cotados em concorrer pelo seu atual
partido. Na sua eleição em 2024, obteve 1
140 votos na chapa de oposição ao prefeito
Maurício Rivabem. A vice-prefeita Chris
Chemin (MDB) está postada como pré-can-
didata a deputada federal e o governo muni-
cipal pode estimular a sua candidatura no
Diretório Estadual, projetando o seu nome
para a sucessão municipal, pois o atual pre-
feito Maurício Rivabem não poderá concor-
rer a um terceiro mandato, pela atual legisla-
ção eleitoral. A homologação dos candida-
tos passa pelas Convenções Partidárias Es-
taduais, cujo período está definido pela lei
eleitoral. Cada partido poderá indicar uma
chapa com 31 nomes, incluindo as candida-
tas mulheres dentro da proporcionalidade
legal que é obrigatória.
Numa manobra do PL Nacio-
nal, o deputado federal Giacobo
foi afastado da presidência do PL
do Paraná, pois, até então, o parti-
do fazia parte da base do governo
Ratinho Jr. A escolha do senador
e ex-juiz Sérgio Moro, como pré-
candidato ao governo do Paraná,
azedou o relacionamento de Gia-
cobo com o candidato presiden-
cial Flávio Bolsonaro. Como dis-
sidente no PL e aliado do gover-
no do Paraná, o deputado federal
Fernando Giacobo foi nomeado,
por Ratinho Jr., como o novo Se-
cretário das Cidades, no lugar de
Guto Silva, que até então aparecia
como pré-candidato a governador
e que pode concorrer a uma das
Secretário I
vagas do Senado. Assim, Ratinho
Jr. tem a seu lado um fiel aliado,
que por sinal, tem o domínio da
maioria dos prefeitos do PL no
estado. Moro rachou o PL ao meio
no Paraná, pois a visão de popu-
laridade é outra.
Homenagem legislativa
Na Assembleia Legislativa do Paraná, o ad-
vogado Pedro Parolin Teixeira recebeu o diplo-
ma de Menção Honrosa, pelo reconhecimento
na atuação em defesa da justiça, da ética e da
democracia. Ao participar da Sessão Solene, na
Alep, Pedro Teixeira destacou a honra e a res-
ponsabilidade que pela proposta do deputado
Samuel Dantas se estende na atividade profis-
sional. “Esta honraria reforça a convicção de
que o Direito é a base necessária para garantir
liberdade e igualdade em nossa sociedade”, fri-
sou Pedro, na ocasião. Agradeceu a todos que
caminham ao seu lado nesta jornada de trans-
formação.
res e impulsiona formação de fe-
derações partidárias. O eleitor está
fora deste processo, mas na cam-
panha eleitoral de 2026, sentirá o
efeito da regra para valer.