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Campo Largo,sexta-feira, 29 de maio de 2026
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15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Entre fogueiras e memórias: o
sabor do tempo que nos une
Junho chega trazendo mais do que o frio típico
da estação. Ele carrega consigo um convite silencio-
so à pausa, ao encontro e à valorização de tradições
que atravessam gerações. É o tempo das festas juni-
nas - das bandeirinhas coloridas tremulando ao ven-
to, do som alegre do forró e, sobretudo, do cheiro
inconfundível do pinhão cozinhando no fogão.
No Sul do Brasil, o pinhão não é apenas um ali-
mento. Ele é símbolo de aconchego. É memória viva
de famílias reunidas ao redor do fogão a lenha, de
conversas longas, risadas compartilhadas.
As festas juninas têm esse poder raro: o de nos
reconectar com o essencial. Em meio à correria dos
dias atuais, elas nos lembram da importância de es-
tar presente, de cultivar laços e de celebrar a cultura
popular com orgulho. São momentos em que a co-
munidade se fortalece - seja nas quermesses das igre-
jas, nas festas escolares ou nas reuniões entre ami-
gos e vizinhos.
Mais do que danças típicas e comidas tradicio-
nais, esse período desperta a chamada “memória afe-
tiva”. Aquela que não se mede em datas ou regis-
tros, mas em sensações: o estalo da lenha queiman-
do, o sabor do quentão, o calor da fogueira em con-
traste com o frio da noite, o riso solto das crianças
correndo pelo pátio.
Em tempos em que tudo parece cada vez mais
rápido e descartável, as festas juninas resistem como
um lembrete de permanência. Elas nos ensinam que
há beleza na simplicidade, que o tempo pode - e deve
- ser saboreado, assim como o pinhão: sem pressa,
com calma e, de preferência, em boa companhia.
Que neste mês de junho possamos resgatar essas
pequenas grandes tradições. Que possamos acender
não apenas fogueiras, mas também as lembranças
que aquecem o coração. Porque, no fim das contas,
são esses momentos que nos definem - e que per-
manecem, mesmo quando o frio passa.
A eleição de deputado estadual
com pré-candidatos de Campo Lar-
go está agitando os meios político-
partidários do município. A pré-cam-
panha de Alexandre Guimarães, atu-
al presidente da Câmara, recebe ade-
sões de vários segmentos empresa-
riais, sociais e partidários. Buscando
o seu segundo mandato de deputa-
do estadual, Alexandre possui um bom cur-
rículo, atual presidente da Câmara, reelei-
to vereador, ex-deputado estadual, ex-sub-
chefe da Casa Civil do Governo do Esta-
do e ex-secretário municipal de Governo.
Alexandre Guimarães está filiado ao PDT,
pelo qual se elegeu vereador e é o mesmo
partido pelo qual o seu paí, Affonso Gui-
marães, se elegeu prefeito e fez o seu su-
cessor na mesma sigla, Emidio Pianaro Jr.,
na mesma época de Jaime Lerner e Rafael
Greca, no PDT. Na mesma linha de pré-
candidatura a deputado estadual, está
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
Christiano Puppi, filho do ex-prefeito
Marcelo Puppi que concorreu a deputado,
em 2022, ficando na suplência, ex-secretá-
rio municipal de Desenvolvimento Eco-
nômico e ex-diretor da Secretaria Estadu-
al de Indústria e Comércio. É um dos atu-
ais vice-presidentes da Federação Parana-
ense de Futebol. Em 2024, concorreu a
prefeito pelo PP e não se elegeu e mudou
de sigla com filiação ao PL, pelo qual ten-
tará a vaga na Alep, novamente. Outro
nome que está no cenário é o de Jean Nai-
ser que na última semana, anunciou a de-
cisão de ser pré-candidato a deputa-
do estadual, pelo Podemos, em 2026.
Em 2020, foi o segundo mais votado
para prefeito; em 2022, concorreu a
deputado estadual; em 2024, foi o ter-
ceiro mais votado para prefeito. Um
dos fatores que o eleitor precisa ob-
servar é a sigla do candidato na hora
de votar, para como se diz não per-
der o voto. A quantidade de votos depen-
de o partido na sua chapa proporcional,
no caso de Campo Largo, Alexandre Gui-
marães está no PDT, Christiano Puppi pas-
sou para o PL e Jean Naiser foi para o Pode-
mos. O quociente eleitoral é determinado pela
justiça eleitoral conforme a votação e as 54 (cin-
quenta e quatro) cadeiras existentes que são dis-
tribuídas pelo quociente partidário e pelas
médias. O eleitor só saberá das reais pos-
sibilidades de eleição de cada pré-candida-
to, na efetivação das chapas em agosto,
após as convenções partidárias.
quatro eleitoral
de pré candidatos
a governador do Paraná
está apresentando uma for-
te evolução e mudança com
a indicação do deputado fe-
deral, Sandro Alex, pelo
PSD, partido do governa-
dor Ratinho Jr. A escalada
de apoio foi grande, nas últimas semanas, e as pesquisas de
intenção de voto demonstram o crescimento ao pré-candi-
dato. De nome desconhecido passa a ter boa aceitação quan-
do colocado ao lado de Ratinho Jr., como sucessor no Pa-
lácio Iguaçu. No balanço das pré-campanhas, também,
estão Rafael Greca (MDB), Requião Filho (PDT), Tony
Garcia (DC) e Luiz França (Missão) que devem marchar
até as convenções partidárias e lá serem oficializados can-
didatos pelos seus partidos. O eleitor paranaense está avali-
ando a melhor opção para suceder Ratinho Jr., no governo
do Paraná, onde o fator da continuidade de boa adminis-
tração influi bastante. Os fatores políticos partidários de
alianças nacionais e estaduais fazem com que o eleitor de-
cida o seu voto. Os discursos e as propostas, na campanha
eleitoral propriamente dita, com os programas de rádio e
televisão, serão decisivos. As intenções de votos na atuali-
dade servem de referência apenas para buscar uma con-
vergência interna nos partidos, mas o eleito popular
real só será mostrado a partir de agosto. Assim, neste
momento, os partidos estão reforçando as bases eleitorais
nos municípios.
Na Boca do Povo
Movimento
Por onde passa a caravana da
pré-campanha de Sandro Alex,
para governador, o PSD de Ra-
tinho Jr. corresponde com gran-
de participação nos eventos. A
O CTG Poncho Crioulo
é declarado de utilidade pú-
blica pelos vereadores de
Campo Largo, em 2ª vota-
ção, por unanimidade. “O
reconhecimento permitirá à
entidade ampliar parcerias e
fortalecer suas atividades no
município”, destaca o vere-
ador Genésio da Vital, au-
tor do projeto.
Conferido
PERGUNTAS DA SEMANA
I – Como pode um partido ter vereador na Câmara de Campo Largo
sem nem ter apresentado e registrado chapa proporcional e nem
ter recebido votos da eleição de 2024, para ter um vereador?
II – Como fica a federação Progressistas e União Brasil, em Campo
Largo? Algumas arestas na evolução política eleitoral.
III – Quais serão as chances do partido Novo caminhar ao lado do PL,
em Campo Largo? Os blocos são adversários.
IV – Quantos quilos, o pré-candidato Rafael Greca perdeu com os exer-
cícios físicos? Está entrando em forma física, mas a língua conti-
nua afiada, soltando o verbo.
V – Com um discurso mais ameno, o deputado estadual Requião Fi-
lho (PDT), como candidato ao governo, deve aumentar o tom.
Quem será o alvo principal?
presença maciça, no recente en-
contro em Cascavel, projeta um
crescimento forte nas inten-
ções de voto. O Secretário da
Ponte pode virar governador.
Conferido II
O Sindilouça é declarado
de utilidade pública pelos
vereadores, em 2ª votação,
por unanimidade. O proje-
to, de autoria do vereador
André Gabardo, reconhece
importância econômica e
histórica do setor da louça
e da cerâmica em Campo
Largo. Mais uma Feira da
Louça está próxima.
Troca de partido
Nos meios políticos e par-
tidários, a troca de partido é
comum. Porém, quando forças
estranhas querem buscar nos
caminhos a qualquer custo, o
tiro pode sair pela culatra. O
PL do Paraná mexeu na estru-
tura de Campo Largo, com a
ingerência feita de cima para
baixo. Agora, o deputado fe-
deral Giacobo, ex PL, agora
Secretário das Cidades, pode
dar o troco, com o PP de Cam-
po Largo passando ao seu ali-
ado de longa data, João Mar-
cos Cuba. Ricardo Barros não
gosta de Sergio Moro. A saída
O
de Sergio Moro, do União Bra-
sil indo para o PL, está neste
contexto.