
2
Campo Largo,sexta-feira, 19 de junho de 2026
Publicação da Gráfica Editora Campo Largo Ltda.
CNPJ-76.743.442/0001-90
Rua XV de Novembro, 2295, Sala 25, Centro,
Campo Largo, Paraná CEP 83601-030
Diretora: Alair Soares Wöhl
Departamento de Jornalismo: Fone:(41) 99859-3384
Jornalista Mayra Luma Melo de Carvalho - MTb 0012406/PR
Departamento Comercial : (41) 99995-7466
e-mail: metrocomercial@gmail.com
Diagramação: Aldemir D. Batista - exceuni.com.br
Impressão: Press Alternativa (41) 99983-3933
Fechamento da Edição: Caderno Sociedade até quarta-feira às
15h00, Noticiário e classificados até quinta-feira as 14h00;
Editais 12h00 de Quinta-feira.
Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Entre fogueiras e quadrilhas, o
Brasil celebra sua essência
Em meio a um calendário cada vez mais
apressado e digital, há tradições que resistem
com força — e poucas são tão vibrantes
quanto as festas de São João no Brasil. Junho
chega e, com ele, municípios se transformam:
ruas são enfeitadas, praças ganham vida e
comunidades se organizam para celebrar uma
das manifestações culturais mais queridas do
país.
De norte a sul, cada município imprime
sua própria identidade aos festejos. Em Cam-
pina Grande (PB), por exemplo, o São João
ganha proporções grandiosas, conhecido
como “o maior do mundo”, reunindo milha-
res de pessoas em uma programação intensa
de shows e quadrilhas. Já em Caruaru (PE), a
tradição se mistura ao forró autêntico, às co-
midas típicas e ao artesanato, transformando
a cidade em um verdadeiro polo cultural du-
rante todo o mês de junho.
Nos municípios das regiões Sul e Sudeste,
as festas juninas estão fortemente ligadas às
escolas e paróquias, que assumem papel cen-
tral na organização dos arraiais. É nesse am-
biente comunitário que a tradição se fortale-
ce, impulsionada pela participação ativa das
famílias, responsáveis por manter vivos os
costumes e transmiti-los de geração em gera-
ção.
A quadrilha, elemento central dessas cele-
brações, funciona como um elo entre dife-
rentes realidades. Seja nas apresentações do
Nordeste ou nas versões do Sul e Sudeste, ela
preserva a essência da festa. Com seus passos
marcados, a dança atravessa o tempo.
Em um mundo que frequentemente valo-
riza o novo em detrimento do antigo, olhar
para essas festas é reconhecer que a cultura
popular ainda pulsa com força. E, enquanto
houver uma praça decorada, uma quadrilha
ensaiando e uma comunidade reunida, o Bra-
sil seguirá celebrando suas raízes — municí-
pio por município, rua por rua.
O processo eleitoral de 2026 está em an-
damento e está na fase de pré-campanhas
eleitorais. Uma etapa partidária já foi defini-
da, com as filiações dos pré-candidatos e
neste movimento, as migrações de postulan-
tes aconteceram. buscando a melhor opção
para ter sucesso na obtenção de uma vaga
de cargo eletivo em disputa. Cada partido
organiza as suas chapas majoritárias, presi-
dente, governador, com um por estado, e se-
nador, com dois por estado, em 2026 e pro-
porcionais, deputado federal e deputado es-
tadual. Na eleição majoritária, o candidato
que fizer mais votos se elege, mas a parte
complexa fica para a eleição proporcional,
onde entram dois quocientes, o eleitoral e o
partidário. Os deputados serão eleitos pelos
votos que cada partido obtiver nas urnas,
nominais, somados com os de legenda, de-
vendo atingir um mínimo determinado pelo
quociente eleitoral. No Paraná, por exemplo,
estimando uma votação de 7 020 000 votos
válidos (brancos, nulos e abstenções não
contam) que divididos por 54, que é o nú-
mero de cadeiras na Assembleia Legislativa,
fica definido o quociente eleitoral de 130 000
votos, quantidade esta que é o divisor dos
À
A pré-campanha ao
governo do Paraná cami-
nha a passos largos e
quem está ditando o jogo no atual
momento é o governador Ratinho Jr.
Cada nova jogada, de quem venceu
duas eleições estaduais no 1º turno,
merece ser bem observada e analisa-
da a fundo. Ratinho Jr. quer fazer o
seu sucessor e indicou o deputado federal Sandro Alex, que foi seu
Secretário de Infraestrutura, nos dois mandatos seguidos.
Um dos pontos da posição política no cargo de governador é a
permanência da hegemonia do PSD no estado. Neste momento de
Copa do Mundo, existe um jargão esportivo que afirma que o jogo
só acaba quando termina, é um famoso lema da perseverança.
Nada de jogar a toalha antes do apito final, porque sempre há
tempo para uma reviravolta. Com mais de 30 (trinta) dias para as
convenções partidárias e mais 60 (sessenta) até o dia da eleição, muita
coisa pode acontecer, como diz outra citação: “As nuvens mudam de
formato a cada instante”.
A turma do PDT de Campo Largo já mudou um cenário eleitoral
e os mais antigos devem recordar. O então prefeito Affonso Guima-
rães, eleito pelo PDT de Jaime Lerner e Rafael Greca, buscou o vere-
ador Emidio Pianaro Jr. (PDT) para sucedê-lo, na época, não havia
reeleição.
As correntes políticas e os aliados apontavam como candidato
Emigdio Stoco, presidente da Cocel e que possui vários simpatizan-
tes dentro e fora do governo. Affonso Guimarães foi irredutível e o
partido homologou em convenção o escolhido por Affonso.
Os adversários seriam os ex-prefeitos Newton Puppi e Carlos
Zanlorenzi e isto não abalou o Beco, apelido carinhoso de Affonso.
Mesmo com as primeiras pesquisas indicando larga margem de van-
tagem aos dois ex-prefeitos, de dois mandatos, cada um, o PDT foi
às ruas, campanha posta e pouco a pouco, foi ampliando a populari-
dade de Emidio Pianaro Jr. (O Pescador).
Os desdobramentos daquela campanha eleitoral podem fazer parte
de outro relato, mas na apuração, o candidato ungido por Affonso
Guimrães derrotou os dois coronéis, como eram chamados na épo-
ca. O PDT faz parte da história de Campo Largo.
O debate está nas ruas e muita gente recorda, também, o episódio
dos 12 (doze) dias de Jaime Lerner que virou prefeito de Curitiba. A
expertise do time do PSD de Ratinho Jr. não pode se desprezada. As
pessoas, neste momento, estão de olho na televisão e analisando os
jogos da Copa do Mundo. Dentro das quatro linhas, as jogadas do
futebol dependem dos maestros da bola e no jogo eleitoral de 2026,
a campanha nem começou.
Na Boca do Povo
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
didatos a deputado estatual, o vereador e ex-
deputado estadual Alexandre Guimarães
(PDT) e os dois ex-candidatos a prefeito,
Christiano Puppi (PL) e Jean Naiser (Pode-
mos) que mudaram de partido dentro do
prazo de filiações para a eleição de 2026. Um
dos pontos que precisa ser observado é que
não existe mais coligação partidária para es-
colha de deputados, assim, a força política
eleitoral fica por conta de cada sigla, cujo
número deve ser observado. Esta força polí-
tica eleitoral apontará os eleitos e o número
de votos destes passa a ser diferente. As pro-
jeções indicam que Alexandre Guimarães
pode ser eleito com 25 mil votos, já para
Christiano, com nomes fortes no PL, passa
ao patamar de 50 mil votos e Jean Naiser
precisa obter votos suficientes para chegar
em primeiro na chapa, onde a meta é bater a
Cláusula de Barreira, num primeiro momen-
to. Nesta análise, para os pré-candidatos de
Campo Largo, entra a figura das dobradi-
nhas, federal com estadual, na campanha
propriamente dita, que podem ser ofici-
ais ou populares. Um assunto que toma
conta dos bastidores, para correr o Pa-
raná em busca de votos.
PERGUNTAS DA SEMANA
I – Quem será o vice de Sandro Alex (PSD) na eleição de governador? As
apostas estão em aberto.
II – A esposa de Sergio Moro é deputada federal no estado de São Paulo, até
31 de dezembro de 2026? Agora, busca se eleger pelo Paraná e por cima,
ser primeira-dama. Um feito inédito.
III – O senador Sergio Moro tem dois desafetos de peso na eleição no Paraná.
Será que terá um custo eleitoral na hora do tiroteio eleitoral? Álvaro Dias
e Cristina Gramel.
IV – Por que será que deputados federais anunciam a destinação de verbas para
o município de Campo Largo? Algum interesse.
V – Quais são os vereadores de Campo Largo que precisam pagar fatura para
deputados federais? Não podem escolher outros nomes, o compromisso
para esta eleição foi assumido.
Momento político
Na noite da 3ª feira (16/06),
o Clube Polonês, em Campo
Largo, foi palco de mais um lan-
çamento de pré-candidatura de
deputado estadual. O partido
Podemos realizou o evento e
formalizou, assim, a inclusão
oficial de Jean Naiser na chapa
majoritária de candidatos para
concorrer a uma das cadeiras da
Assembleia Legislativa. Além
disso, foi formada a nova comis-
são executiva municipal do Po-
demos. Agora, só falta a conven-
ção estadual, para indicar o nú-
mero do candidato e realizar a
campanha pro-
priamente dita.
Jean Naiser con-
correu a prefeito
nas eleições de
2020 e 2024, com
expressivas vota-
ções.
eleitos e não eleitos, numa primeira etapa
tudo apurado pela justiça eleitoral. Montada
a chapa proporcional para deputado estadu-
al e escolhida em convenção partidária que
vai de 25 de julho a 05 de agosto, com no
máximo de 55 (cinquenta e cinco) escolhi-
dos dentre os filiados registrados, devendo
atender às normas de gênero. No exemplo
citado, 130 000 é o número mágico inicial
para que um partido eleja um deputado es-
tadual, sendo o mais votado o eleito e pelo
quociente partidário a cada 130 000, o parti-
do elege mais um deputado estadual. Para
deputado federal, os procedimentos são os
mesmos, só que o Paraná dispõe para esta
eleição de 30 cadeiras a serem preenchidas,
o que aponta que o quociente eleitoral é bem
maior. No caso de Campo Largo, até o pre-
sente momento, se apresentam três pré-can-
Cão sobrevivente é nome de lei
Lei Cão Abacate é aprovada e endurece puni-
ções para casos de maus-tratos contra animais em
Campo Largo. Com apresentação do vereador GM
Rafael Freitas e como herói de sobrevida enfrenta-
da pelas agressões sofridas, o cão ABACATE ser-
ve de exemplo para a aplicação de leis mais severas.
Recuperado e sem um olho, parecia que entendeu
o que acontecia com a sua presença em plenário.
Cada dia com mais rigor.