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Campo Largo,sexta-feira, 3 de julho de 2026
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Circulação: Balsa Nova, Campo Largo.
* Os artigos e opiniões publicados neste jornal
são de inteira responsabilidade dos autores, não
refletindo necessariamente a opinião dos editores.
Colunas
EXPEDIENTE
EDITORIAL
Entre raízes e memórias: o
legado vivo da Colônia Mariana
A história de uma comunidade não se mede apenas
por datas ou marcos oficiais, mas pela força de suas
raízes e pela capacidade de preservar, ao longo do tem-
po, aquilo que a define. A Colônia Mariana, fundada
em 1888, é um exemplo vivo dessa construção coletiva
que atravessa gerações e mantém viva a identidade de
um povo.
Dividida inicialmente em 33 lotes em uma área de
315 hectares, a colônia recebeu colonos poloneses e
brasileiros, aos quais se somaram, mais tarde, os imi-
grantes italianos — estes responsáveis por imprimir
traços marcantes na cultura local. A própria origem do
nome, uma homenagem a Dona Mariana José Correia,
remete a um período histórico significativo, conectado
a figuras influentes da então Província.
No coração dessa história está a Capela Nossa Se-
nhora da Anunciação. Mais do que um templo re-
ligioso, o espaço se consolidou como ponto de en-
contro, de convivência e de formação social. Desde a
primeira capela erguida em 1907, passando pela cons-
trução da atual igreja em 1931 e a edificação da torre
do sino em 1944, o local acompanhou o crescimento
da comunidade e testemunhou momentos que vão
muito além da fé.
Ali, ao lado do antigo botequim onde homens joga-
vam bocha e moura, ao som da gaita, nasceram históri-
as, amizades e famílias. A igreja, nesse contexto, não
era apenas um espaço de oração, mas um verdadeiro
centro da vida comunitária, onde laços eram criados e
fortalecidos.
Hoje, a Colônia Mariana preserva esse legado ao
mesmo tempo em que se adapta às novas dinâmicas. A
agricultura segue como base econômica, reforçando a
herança italiana, assim como a produção artesanal de
vinho e a rica gastronomia local. Paralelamente, o tu-
rismo rural ganha cada vez mais força, atraindo visi-
tantes em busca de experiências autênticas, contato com
a natureza e hospitalidade.
Restaurantes rurais, espaços para eventos e paisa-
gens que encantam tornam a colônia um destino cada
vez mais valorizado. Mas o que realmente diferencia o
lugar é algo que não se mede em números: a receptivi-
dade de seus moradores e o orgulho em manter viva
uma história construída com trabalho, fé e tradição.
Em tempos em que o ritmo acelerado da vida mui-
tas vezes distancia as pessoas de suas origens, olhar
para a Colônia Mariana é um convite à reflexão. Pre-
servar a memória não é apenas um ato de respeito ao
passado, mas uma forma de garantir identidade e sen-
tido para o futuro. Que histórias como essa continuem
sendo contadas — e, sobretudo, vividas.
No dia 20 de julho, começam as convenções
partidárias para escolha dos candidatos oficiais
de cada partido. O período, que vai até o dia 05
de agosto, apresentará uma série de movimen-
tos políticos de escolha das chapas majoritárias
e das chapas proporcionais. Na primeira deci-
são partidária, as escolhas estabelecem os can-
didatos a presidente e vice, em âmbito nacional
e a governador e vice e os dois senadores por
partido, em cada estado, onde ocorrerem coli-
gações e também, podendo ocorrer de federa-
ções, onde dois ou mais partidos atuam na elei-
ção como se fossem um só. Na segunda deci-
são, cada partido prepara as chapas proporcio-
nais para deputado federal e para deputado es-
tadual, para a composição delas não existem
mais as coligações. Se no primeiro caso, as es-
colhas são definidas e registradas na justiça elei-
toral de forma clara para os eleitores realizarem
suas escolhas, no segundo caso, a questão elei-
toral deixa uma brecha interessante para os can-
didatos, onde as dobradinhas, federal e estadu-
O
s paranaenses estão
diante de um qua-
dro político-parti-
dário e eleitoral bem comple-
xo na escolha de governador.
Entre a situação e a oposição
ao governador Ratinho Junior
(PSD), a primeira observação
que o cidadão está fazendo é sobre os adversários entre si na oposi-
ção, com o senador Sergio Moro (PL) e o deputado Requião Filho
(PDT), num debate mais amplo de direita e esquerda.
O primeiro quer a bênção da família Bolsonaro e apoia o senador
Flávio Bolsonaro para presidente, mas dentro do PL nacional, as coi-
sas não estão calmas. A ex-primeira dama Miclele Bolsonaro, madras-
ta de Flávio, desferiu duras críticas, nos últimos dias, às condutas de
seu enteado, expondo vulnerabilidades e por cima, Moro pretende a
coligação com o partido Novo, coisa que não depende dele, apenas, e
sim do Diretório Nacional que para começo de conversa, tem um
pré-candidato a presidente também, com Romeu Zema, ex-governa-
dor de Minas Gerais.
O segundo tem a bênção do presidente Lula (PT), que está con-
correndo pela reeleição de presidente e a coligação com o PT é só
uma questão de dias para ser oficializada em convenções partidárias.
Moro deve capitalizar de Requião Filho, em lados opostos, o maior
número de críticas e ser alvo das falhas e erros da Operação Lava Jato.
Na base eleitoral de Ratinho Jr., os aliados estão divididos e aquilo
que aconteceu em 2018 e 2022, está bem difícil de acontecer, reunin-
do todos em torno de um mesmo nome para a sucessão. No atual
PSD, a candidatura do deputado Sandro Alex pelo governador está
sendo trabalhada, mas com grande resistência nos partidos até então
aliados e também, por grande número de prefeitos da sigla no estado.
O MDB aposta nas fichas do ex-prefeito Rafael Greca, até pouco
tempo secretário estadual do governo Ratinho Jr. O Republicanos,
por sua vez, realizou a filiação do presidente da Assembleia Legislati-
va, Alexandre Curi, com a intenção de concorrer à vaga do Palácio
Iguaçu, mas até as decisões finais, está postado como pré-candidato a
uma das vagas de senador pelo Paraná. No PSD, a recente filiação de
Cristina Gramel, pré-candidata a vice ou ao senado, azedou a relação
com o prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, de quem foi adversária
na eleição de 2024, para prefeito e vencida por Pimentel.
Além destas candidaturas no cenário político estadual, até o mo-
mento, o eleitor está atento e comenta sobre as decisões que a Federa-
ção União Progressista, liderada no Paraná, pelo deputado federal
Ricardo Barros, poderá fazer ou escolher. Por sinal, Ricardo Barros
foi secretário estadual de Ratinho Jr. e parece que a convivência é
muito boa, após a composição com o PP, da ex-governadora Cida
Borguetti e da deputada Maria Vitória. Neste momento, o eleitor per-
cebe que o senador Sergio Moro está em voo solo e o seu discurso
vago não se sustenta e além disto, usa da imagem dos Bolsonaros para
sobreviver.
A alavanca ou efeito Lava Jato não existe mais. Já a oposição a
Moro de Requião Filho está centrada na evolução do PT Nacional,
agrada uma grande parcela do eleitorado e a defesa dos interesses
paranaenses está evidência, já que Moro tem um viés de interesse Pau-
lista. No meio destas duas correntes antagônicas, o governador Rati-
nho Junior busca o consenso dos partidos aliados que o elegeram
duas vezes. A sua popularidade pode resolver algumas diferenças de
composição nas convenções e por que não dizer que muita gente aguar-
da as convenções para que a dobradinha majoritária agrade a todos.
Na Boca do Povo
NOS BASTIDORES DA POLÍTICA
mo que isto só se confirme após as conven-
ções, pois, no momento, o processo está na fase
de pré-campanha. Assim, em Campo Largo, na
ordem estadual e federal, pelas manifestações,
estão sendo citados Alexandre Guimarães
(PDT) e Newton Bonin (Republicanos); Gugu
Bueno (PSD) e Toninho Wanderscheer (PP);
Gugu Bueno (PSD) e Felipe Franchiscini (Po-
demos) e assim por diante, mas cada eleitor
pode fazer a sua escolha exclusiva. Na campa-
nha eleitoral propriamente dita, centenas de
nomes devem surgir nas dobradinhas. No Pa-
raná, cada chapa federal pode ter, no máxi-
mo, 31 (trinta e um) candidatos e em cada
chapa estadual, o número de candidatos é
de 55 (cinquenta e cinco), no máximo. Mes-
mo que existam dobradinhas oficiais obri-
gatórias, os candidatos não podem recusar
votos, mesmo que aconteçam dobradinhas
com candidatos de partidos adversários,
pois muitas variáveis e interesses entram
na soma de votos para serem eleitos.
PERGUNTAS DA SEMANA
I – Será que, em Campo Largo, a condenação do vereador marmiteiro Gusta-
vo Torres pelo MPPR complica a imagem política de aliados como Chris-
tiano Puppi e Sergio Moro?
II – Será que os livros estão errados e existe mesmo uma tribo indígena deno-
minada Parnanguara? Sergio Moro está com o estudo.
III – O que o eleitor acha da postura Paulista do senador Sergio Moro? A refe-
rência foi recentemente pelo deputado Requião Filho.
IV – Será que os partidos, na convenção de escolha de candidatos, colocarão
em pauta a exigência de Fidelidade Partidária? O Fundo Eleitoral e o Fun-
do Partidário é destinado aos partidos.
V – Será que o eleitor de Campo Largo sabe os benefícios de ter um deputado
próprio do município? Como exemplo ou referência, basta levantar o tra-
balho realizado por Alexandre Guimarães, como deputado estadual.
Impacto
Nos bastidores políticos estaduais,
os comentários envolvem o afastamen-
to de Christiano Puppi, pré-candidato
a deputado estadual e de Sergio Moro,
pré-candidato a governador, do verea-
dor de Campo Largo, Gustavo Torres,
condenado em primeira instância pelo
escândalo das Marmitas. Parece que isto
seja obrigatório para não prejudicar a
campanha do PL no município e tam-
bém, no estado. O vereador em filia-
ção pulou de barco, saindo do lado de
A sentença é clara. Diante da com-
provação de dolo específico e enrique-
cimento ilícito às custas do erário, o
Juízo da 1ª Vara da Fazenda Pública de
Campo Largo aplicou aos réus as se-
guintes penalidades: a empresa foi con-
denada à perda dos valores acrescidos
ilicitamente ao seu patrimônio, com o
consequente ressarcimento ao erário de
R$ 284.823,14, ao pagamento de mul-
ta civil de igual valor e à proibição
de contratar com o poder público ou
receber benefícios e incentivos fis-
cais ou creditícios por dez anos. O só-
cio da empresa e o ex-secretário de Via-
ção e Obras foram condenados à per-
da dos valores acrescidos ilicitamen-
Condenações
al, ficam a critério de cada eleitoral. O candida-
to a deputado federal pode ser de um partido e
o de deputado estadual, de outro partido. A jus-
tiça eleitoral não impõe restrições e não existe
nenhum impedimento nas urnas eletrônicas na
hora de votar. Alguns sinais de dobadinhas apa-
recem pelos municípios, conforme a escolha do
eleitor e das correntes político-partidárias. Al-
guns exemplos podem ser apresentados, mes-
Foto: Jornal Impacto Paraná
Christiano Puppi (PL), indo para o Re-
publicanos. Desdobramentos no hori-
zonte.
Foto: Jornal Impacto Paraná
te (R$ 16.930,00), ao pagamento individual
de multa civil em igual valor e à suspen-
são dos direitos políticos por oito anos.
Fornecia marmita a menos e cobra-
va mais. Conforme apurado pelo
MPPR, o contrato, firmado original-
mente em 2014, foi mantido e prorro-
gado ilegalmente por meio de termos
aditivos em 2015 e 2016. A continui-
dade do serviço ocorreu mesmo após
a edição de uma lei municipal que alte-
rou a modalidade do auxílio-alimenta-
ção dos servidores, tornando obriga-
tório o pagamento do benefício em
dinheiro e esvaziando a justificativa le-
gal para a entrega das refeições.
Superfaturamento
Foto: Jornal Impacto Paraná
No TSE – Tribunal Superior Eleitoral, constavam
quatro federações registradas: Federação Renovação So-
lidária, Federação Brasil da Esperança, Federação PSDB
Cidadania, Federação PSOL Rede. A Federação União
Progressista torna-se a quinta registrada na Justiça
Eleitoral. De acordo com a Lei dos Partidos Políticos e
a Resolução TSE nº 23.670/2021, as federações devem
ter duração mínima de quatro anos, período em que os
partidos integrantes são obrigados a permanecer uni-
dos, sob pena de sanções, em caso de saída
antecipada. O deputado federal Ricardo Barros coman-
da a nova federação no Paraná.
Federação UB-PP