No limite do atendimento, diretores de hospitais fazem apelo à população

Postado por admin 16/03/2021 1 Comentários Saúde,

 

Com o avanço do coronavírus, cresce a fila para internamento nos hospitais do Paraná. Na terça-feira (16/03), 1266 pessoas aguardavam por um leito hospitalar. Quase metade, aproximadamente 612, necessitavam de um leito de UTI. Em Curitiba e região, a fila era de 417 pessoas. Seis dos nove hospitais públicos com leitos de UTI exclusivos para Covid-19 estavam ocupados.

Diante da gravidade da situação, diretores de 29 hospitais da Grande Curitiba fizeram um apelo à população sobre a necessidade de respeitar as medidas restritivas, que visam o combate ao vírus.

“Alertamos os nossos clientes/usuários que o momento da Pandemia Covid 19 é dramático, trata-se de um inimigo invisível e devastador, que não distingue escolaridade, raça, credo, ou poder aquisitivo. O total de casos ativos e de óbitos é o maior desde o início da pandemia. Com as novas cepas mais transmissíveis, temos maior número de pessoas doentes, como o vírus não circula sozinho ele precisa de contato entre as pessoas para disseminar a doença, por consequência, exigindo mais leitos e infraestrutura de atendimento. Para atender a crescente demanda, leitos foram ampliados nos hospitais públicos e privados de Curitiba e Região Metropolitana, e todos estão já ocupados inclusive estamos com pacientes críticos em unidades de emergência aguardando vagas nas Unidades de Terapia Intensivas. Neste momento, estamos extremamente limitados para novas ampliações, ou por falta de infraestrutura (espaço físico, equipamentos) ou ausência de equipes para operacionalizar outros espaços. Nossas equipes têm atuado de forma dedicada e competente para manter o atendimento aos que necessitam, mas a sobrecarga de trabalho e a duração desta pandemia tem abatido a energia de todos, no entanto, continuamos atuando por responsabilidade profissional, solidariedade e heroísmo. Os diretores Técnicos dos hospitais, cientes da sua responsabilidade de garantir a segurança da assistência e zelar pela boa pratica médica de suas equipes vem a público demonstrar a sua preocupação quanto ao esgotamento absoluto dos recursos para manter o atendimento dentro dos padrões exigidos, mesmo em nossa cidade que tem um sistema de saúde muito bem organizado e reconhecido nacionalmente. Estamos passando pelo momento mais crítico da Pandemia desde o seu início, enquanto aguardamos maior número de vacinas, entendemos que foi indispensável determinar o lockdown, atitude mais dura e impopular, no entanto, acertada para interromper o avanço descontrolado do contágio do Covid-19 e evitar o colapso do sistema de saúde da capital. Tal atitude garante o distanciamento social obrigatório e a redução da transmissibilidade do vírus, caso contrário, não haverá leitos em quantidade suficiente para atender a população. Em respeito aos princípios da Bioética e da boa prática médica ressaltamos que o único propósito desta comunicação é o de alertar para a gravidade da situação e solicitar que nos ajudem na missão de preservar vidas”, divulgaram, em nota.

1 Comentários

Miguel marques:
19/03/2021, 11:40:26 AM
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Sabemos q é uma pandemia devastadora, mas o grande culpado são os governadores e prefeitos q tiveram através do STF autonomia para amenizar, prever e montar uma logística e não fizeram, cadê os hospitais de campanha? Cadê o painel de transparência? Onde e em q foram aplicado os recursos do governo federal! Apenas espalharam decretos de qualquer forma, não respeitando a constituição federal, dando toque de recolher como ditadores. Mandam fechar o comércio e não controlam o transporte coletivo o transporte q mais espalha vírus. Campo Largo por exemplo: quantos especialistas em infectologia foram contratados nesse período? quantas técnicas de enfermagem, enfermeiras contrataram? Campo Largo não tem uma UTI pública. O povo campo-larguense depende dos hospitais privados aqui da cidade, ou ficam rodando numa central de leitos do estado. Faltou gestão em saúde campo largo deveria ter montando leitos de UTI no CMH. No mínimo 10 leitos poderiam ter instalados, recurso tem até porque não é necessário licitação basta bom senso na contratação, gestão em saúde q faça diferente não apenas copiar decretos do greca e do governo estadual. Na questão de leitos o Brasil sempre esteve em colapso. Olha o ex. C.L. .Com130 mil habitantes não tem um leito de UTI público do município. Está na hr do povo fiscalizar melhor a aplicação do dinheiro público porque o legislativo não fiscaliza como deve. Está morrendo muito mais gente hoje porque não conseguem fazer seus tratamentos contínuos de doenças crônicas, muito menos exames de rotina pois a saúde da família em nossa cidade se transformou em posto covid. Essa pandemia vai passar outras virão e encontrarão o sistema de saúde pública brasileira com a mesma instrutora q o covid encontrou. É fácil mandar ficar em casa quando o gestor recebe seus vencimentos integral mês a mês e o trabalhador informal olha pro filho e chora pois não tem alimento em sua mesa. Isto é lamentável.

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