

O projeto de atualização do Hino de Campo Largo foi idealizado pelo jovem Alan de Paiva Vidal, que há anos se dedicou em buscar a originalidade. Em agosto de 2021, foi realizada a entrega da partitura original e retificada do Hino; de letra da Professora Odila Portugal Castagnolli e melodia/arranjo da Professora Dinoráh Moraes Azevedo.
“O Hino de Campo Largo é uma verdadeira ode a esta cidade, berço de inúmeros talentos, permeada de encantos e de História enaltecidos nos versos desta Canção Magna, desperta naqueles que cresceram nesta terra, o ufanismo melódico dos seus filhos nativos e a devoção alegre e franca de todos os que dela usufruem”, afirma Alan, que complementa:
“Escrito em 1956, com a providencial felicidade de terem sido seus versos compostos pela professora Odila Portugal Castagnolli, Vulto Emérito de Campo Largo, poetisa, escritora, paladina da instrução campo-larguense; e a sua maviosa melodia, em marcha andante popular, pela benemérita intelectual professora Dinorá Moraes Azevedo, traz em sua partitura, o culto ao talento tácito destas ilustres artistas, ao mesmo tempo que evidencia, com um halo de esplendor, todas as qualidades inerentes ao ‘Éden Bendito’, cuja pujança, vaticinada pelo ‘Pai Grande’, perdura desde os primórdios do povoamento deste chão sagrado até hoje. Professora Odila fez jus ao amor que devotou a Campo Largo e às belezas naturais e etéreas desta cidade, em sua vida. Reuniu nos versos desta nossa canção símbolo, o registro eterno dos aspetos culturais, étnicos e geográficos que fazem de Campo Largo esta cidade bela, ‘é uma terra hospitaleira’, sabiamente escreveu ela, e que conferem o justo adjetivo - Linda Flor do Paraná”.
Segundo Alan, ‘sempre terna e alvissareira’ atenta às inovações e ao progresso, a contribuir com a Terra de Santa Cruz, na menção ao país, assim chamado ‘Terra de Santa Cruz’ (nos primeiros anos de povoamento antes de ser chamado Brasil). “Mostra, esta passagem de nosso Hino, a qualidade desta cidade atenta, irrequieta, mas de ternura e candidez evidentes. Culmina com a máxima: ‘Para nós, outra não há’, uma verdade de nosso orgulho deste privilégio conferido aos campo-larguenses.
No início do primeiro estribilho, faz D. Odila um registro importante: na cidade de São José dos Pinhais, foi fundado em 1951 o distrito de nome “Campo Largo da Rozeira”. Para que houvesse a diferenciação necessária, a nossa Campo Largo trouxe um sobrenome pelo qual já era conhecida desde os primórdios em 1816, como parte da Sesmaria da Ilha: Campo Largo da Piedade, em referência à fé que contribuiu com a expansão da vila, que servia de paragem aos tropeiros do Caminho do Viamão, que deslocavam as tropas de gado até Sorocaba, em São Paulo.
Com este referencial, a fé na história de nossa cidade, assim como para muitas cidades e até mesmo para o País, produziu o desenvolvimento do então povoado de Campo Largo da Piedade no entorno da capelinha e mais tarde do templo erigido em louvor a Nossa Senhora da Piedade, já que ‘Bem de longe veio a Santa’, quando o ‘Bravo Pai Grande’ nosso pai fundador, João Antônio da Costa, a mandou trazer da Bahia. Sendo este o marco da futura ‘Vila’, o dia 2 de fevereiro é o ‘Prelúdio da linda História’, que está em nosso Hino, com o respeitoso desprendimento religioso, e com a fiel inteireza do registro histórico, mostrando aos pósteros essa bela passagem da primeira Campo Largo”.
Alan finaliza expressando gratidão às autoras que, junto do piano por noites e noites, presentearam os campo-larguenses com esta mais que bela canção, o Hino Sagrado, registro perene da beleza da história. “Que nos regozije, exulte, encha de alegria e emoção cada execução, cada acorde, cada verso, cada palavra deste, o verdadeiro e sempre eterno HINO DE CAMPO LARGO!”
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