

Acervo arquitetônico é trabalhado pelo Projeto Patrimônio Cultural Edificado da Região Metropolitana de Curitiba
A história de uma cidade não está apenas nos livros, também, é revelada pela arquitetura. Nas ruas de Campo Largo, ainda existem construções que resistiram à passagem do tempo, unindo o passado ao presente, e encantando várias gerações.

O Casarão do Sovierzoski, localizado no centro da cidade, na esquina das ruas XV de Novembro e Sete de Setembro (ao lado da Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade), ele chama atenção de qualquer visitante pela sua beleza, com detalhes da arquitetura eclética original, que traz elementos de influência do imigrante alemão. No topo, balaustres com o formato da pinha das famosas magnólias da Praça Atílio de Almeida Barbosa enfeitam a platibanda do casario.

As paredes do encantador casarão abrigam histórias desde 1916, ano em que foi construído. Segundo o historiador Renato Hundsdorfer, a casa pertenceu primeiramente a Pedro Sovierzoski e em seguida, ao filho Estanislau (Estacho) Sovierzoski. O casario sempre teve vocação para o comércio e na época de Pedro, buscava atender aos colonos que moravam nos arredores da cidade e nas colônias e que chegavam ao centro em suas carroças.
Conforme informou também o projeto cultural Patrimônio Edificado da Região Metropolitana de Curitiba, inicialmente o casarão foi um dos principais armazéns de secos e molhados do município, abastecendo os moradores e os viajantes da Estrada do Mato Grosso com tecidos, itens de vestuário, grãos e outros. Hoje em dia, é sede de uma loja de tintas e ferragens, de um restaurante e de um centro cultural. Também já foi a sede do jornal Diário Metropolitano até os meados de 2011.
Patrimônio Cultural Edificado da Região Metropolitana de Curitiba
“Preservar edifícios antigos e suas localidades ilumina o passado, partes da história e das memórias urbanas são materializadas e as primeiras fases de ocupação do território metropolitano são melhor compreendidas. O acervo arquitetônico diverso, existente na Região Metropolitana de Curitiba, evidencia a presença e a influência de diversos grupos étnicos, de diversos ciclos econômicos que a região vivenciou, além das expansões e estagnações inerentes à dinâmica urbana” - assim defende o projeto cultural Patrimônio Edificado da Região Metropolitana de Curitiba, que partiu da pesquisa realizada em 1977 para o Plano de Preservação do Acervo Cultural (PPAC-RMC), contratada pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para conhecer o patrimônio cultural edificado da região e gerar ações de planejamento a partir desse conhecimento.
O projeto tem o objetivo de pesquisar, digitalizar, organizar e atualizar informações e dados existentes sobre o patrimônio edificado de um total de 13 municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Almirante Tamandaré, Araucária, Balsa Nova, Bocaiúva do Sul, Campina Grande do Sul, Campo Largo, Colombo, Contenda, Mandirituba, Piraquara, Quatro Barras, Rio Branco do Sul e São José dos Pinhais), que são constantes no inventário do Plano de Preservação do Acervo Cultural da Região Metropolitana de Curitiba (PPAC-RMC, COMEC, 1977) e compatibilizar, a partir das informações existentes nesses municípios sobre a preservação do seu patrimônio edificado.

Nas redes sociais do projeto, como no Facebook “Patrimônio Cultural Edificado da RMC”, é possível acompanhar o processo de pesquisa e conhecer um pouco mais sobre a história dos municípios.
Fotos divulgadas por Patrimônio Cultural Edificado da RMC.
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