Câmara aprova projeto que concede Título de Cidadão Benemérito ao Sr. Jerônimo Stoco

Postado por admin 14/05/2021 0 Comentários Política,

 

Durante a sessão ordinária de segunda-feira (10/05), da Câmara Municipal de Campo Largo, foi aprovado, em segunda votação, o Projeto de Decreto Legislativo nº 02/2021, que concede o Título de Cidadão Benemérito de Campo Largo ao Sr. Jerônimo Stoco. A formalização de entrega do Título será definida posteriormente, em razão das medidas de prevenção contra o coronavírus.

O vereador Márcio Beraldo, idealizador da iniciativa, justificou que a concessão do título em questão é uma maneira especial para reconhecer as imensuráveis contribuições de Jerônimo ao município de Campo Largo, especialmente à Colônia Balbino Cunha (Campina).

 

Jerônimo Stoco – “Momi”

 

Com um aperto de mão forte e um sotaque que não nega a descendência italiana, Jerônimo Stoco (Momi), esbanja o sorriso de quem conhece um tanto da vida e sabe os segredos do tempo. O campo-larguense completou 105 anos de idade no dia 28 de agosto de 2020.

As histórias de Momi dariam uma bela biografia e encantam a todos que têm a oportunidade de escutar. A começar pela origem de sua família.

Segundo ele, seus pais, Riccardo Stocco e Adria Bianco vieram para o Brasil quando ainda eram pequenos. Seu pai chegou com a família no Brasil em 1889 e, em seguida, ergueram moradia na Colônia Balbino Cunha, em Campo Largo. “A minha mãe chegou ao Brasil com um ano”, contou Jerônimo. Foi ali mesmo na Campina que seus pais se conheceram, firmaram matrimônio e tiveram 12 filhos (Jerônimo é o sétimo filho). A mãe de Jerônimo, Adria, faleceu em 1923, quando ele tinha apenas oito anos (Jerônimo nasceu em agosto de 1915). Depois disso, o pai Riccardo casou novamente e teve outros filhos.

Foi com o pai que ele aprendeu o ofício da carpintaria. “Com meu pai tinha que aprender a trabalhar desde cedo”, lembrou. Ao mesmo tempo, Jerônimo lembra-se de uma doença que quase lhe custou a vida quando ainda era adolescente. Foi aos 16 anos que ele contraiu Tifo, que era bastante comum para aquela época. “Quem me curou foi o Dr. Atílio de Almeida Barbosa. Ele cobrou do meu pai apenas 15 mil conto pelo tratamento. Isso não era nada. Foi quase de graça”, comentou.

Em janeiro de 1938, ele casou com Idalina Bianco Stocco, com quem teve seis filhos. Idalina faleceu em 1999, mas deixou com Jerônimo uma família que o acompanha todos os dias. Hoje, Jerônimo tem dez netos e dez bisnetos.

Quinze anos depois de casado, Jerônimo resolveu mudar-se da Campina para a o centro da cidade. “Não tinha nem meia dúzia de vizinho”, lembra. Na época, nosso centenário trabalhava construindo casas de madeira na cidade, mas um acidente que sofreu ao cair do telhado de uma residência o fez mudar um pouco a sua atuação. Foi assim que surgiu a sua empresa, em 1959, que hoje trabalha com esquadrias de madeira. No começo, Jerônimo fazia carroças, mas a chegada dos automóveis e caminhões o fez novamente repensar suas atividades. Foi também com a carpintaria que aprendeu também a fazer tinas e tinaços para a fabricação do vinho, bebida que ele mesmo produzia.

 

Irreverência

 

Sua casa, localizada ao lado de sua empresa, que hoje é administrada pela 3ª geração da família, é convidativa e é uma típica casa de “nono”, que para os italianos significa avô. É nesta residência, onde criou seus seis filhos. Casa que ele mesmo construiu e diz isso com muito orgulho e alegria.

Jerônimo sempre gostou de ter uma vida independente. Há poucos anos atrás, inclusive nossa equipe de reportagem sempre o encontrava tomando ônibus a partir de um ponto localizado em frente à sua empresa. Seu objetivo era passear por alguns locais do município, como a Ferraria, Colônia Balbino Cunha; e o município de Araucária. O campo-larguense também coleciona viagens que fez para diversas partes do Brasil e também para outros países, como Itália, Alemanha, Argentina, entre outras.

 

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