Exemplo de Resiliência Jerônimo Stocco falece aos 106 anos de idade

Postado por admin 26/06/2022 0 Comentários Geral,

 

Jerônimo Stocco, o querido “Momi”, deixa saudades. Aos 106 anos, ele faleceu no dia 25/06. Estava hospitalizado há 20 dias e não resistiu às complicações de saúde.

Pelas redes sociais, várias foram as homenagens prestadas ao descendente de italianos – um centenário irreverente e dono de uma memória impecável.

 

 

 

 

As histórias de Jerônimo encantavam a todos que tiveram a oportunidade de escutar. A começar pela origem de sua família.

Os pais dele, Riccardo Stocco e Adria Bianco, vieram para o Brasil quando ainda eram pequenos. O pai chegou com a família no Brasil em 1889 e, em seguida, ergueram moradia na Colônia Balbino Cunha, em Campo Largo. “A minha mãe chegou ao Brasil com um ano”, contava Jerônimo. Foi ali mesmo na Campina que seus pais se conheceram, firmaram matrimônio e tiveram 12 filhos (Jerônimo era o sétimo filho). A mãe de Jerônimo, Adria, faleceu em 1923, quando ele tinha apenas oito anos (Jerônimo nasceu em agosto de 1915). Depois disso, o pai Riccardo casou novamente e teve outros filhos.

Foi com o pai que ele aprendeu o ofício da carpintaria. “Com meu pai tinha que aprender a trabalhar desde cedo”, lembrava. Em janeiro de 1938, ele casou com Idalina Bianco Stocco, com quem teve seis filhos – Helena, Adair, Luzia, José, Emigdio e Sônia. Idalina faleceu em 1999, mas deixou com Jerônimo uma família que o acompanhou por todos os dias.

Quinze anos depois de casado, Jerônimo resolveu mudar-se da Campina para a o Centro da cidade. “Não tinha nem meia dúzia de vizinho”, lembrava. Na época, Momi trabalhava construindo casas de madeira na cidade, mas um acidente que sofreu ao cair do telhado de uma residência o fez mudar um pouco a sua atuação. Foi assim que surgiu a sua empresa, em 1959, que hoje trabalha com esquadrias de madeira. No começo, Jerônimo fazia carroças, mas a chegada dos automóveis e caminhões o fez novamente repensar suas atividades. Foi também com a carpintaria que aprendeu também a fazer tinas e tinaços para a fabricação do vinho, bebida que ele mesmo produzia.

Na entrevista concedida ao Jornal Diário Metropolitano, em setembro de 2021 expressou a forma como encarrou a vida nesta sua longa existência procurando sempre levar uma vida ‘certinha’, sem bebedeiras e com tranquilidade, com respeito à sua esposa e à família e sempre com muito trabalho. Um dos pontos de destaque foi a taça de vinho que nunca dispensou e uma alimentação saudável, sem o consumo de carne vermelha desde os seus 70 anos. Pelas alternâncias e as superações ao longo de mais de um século de visa, Momi Stoco passa a ser um exemplo de resiliência para os campo-larguenses.  

Sua casa, localizada ao lado de sua empresa, que hoje é administrada pela 3ª geração da família, foi onde criou seus seis filhos.

Aos familiares e amigos, as condolências do Diário Metropolitano e Metropolitano Online.

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