Adeus ao guerreiro: expedicionário Félix Novak falece e deixa imenso legado

Postado por admin 18/09/2020 0 Comentários Geral,

             

 

Aos 99 anos de idade, Félix era o último pracinha de Campo Largo

 

Campo Largo amanheceu triste na quarta-feira (16/09). Por volta das 9h30, faleceu o último expedicionário do município, Félix Novak. O ex-combatente da FEB - Força Expedicionária Brasileira, aos 99 anos de idade, teve complicações de saúde e seu estado se agravou nos últimos dois meses. Era viúvo, filho de André Novak e Ana Novak e deixa um filho, netos e bisnetos.

Reconhecido por sua coragem e garra, Félix Novak era sempre homenageado no Desfile Cívico de Sete de Setembro, em Campo Largo. Como nesse ano não aconteceu o evento em virtude da pandemia do novo Corona Vírus, o pracinha recebeu sua última e memorável honraria do Tiro de Guerra 05-020, no dia 04 de setembro, relembrando sua história.

 

                                                    

 

Com apenas 21 anos, Félix foi convocado para a 2ª Guerra Mundial, ocorrida entre 1939 e 1945. Ele ficou dois anos longe da família, em combate na Itália.

O Brasil entrou na Segunda Guerra Mundial, em agosto de 1942. Após alemães atacarem navios brasileiros nos mares Atlântico e Mediterrâneo, o presidente Getúlio Vargas declarou guerra aos países do Eixo (Alemanha, Japão e Itália). Mas os primeiros soldados brasileiros só foram enviados à Europa, em 1944. Com a entrada do Brasil na guerra, foi criada a Força Expedicionária Brasileira.

 

                                 

 

O slogan da FEB dizia que, com a entrada dos brasileiros no conflito, “a cobra iria fumar”. Daí nasceu o símbolo da FEB, uma cobra fumando um cachimbo. Mais de 25 mil brasileiros foram enviados para combater o regime fascista de Benito Mussolini. Dentre as vitórias emblemáticas da FEB na Itália, estão as batalhas em Monte Castelo, no norte daquele  país e Montese, na região dos Montes Apeninos, em fevereiro e abril de 1945, respectivamente.

 

                                             

 

Para chegar até a Itália, Félix e os demais brasileiros que lutaram na guerra, viajaram de navio por 16 dias e 16 noites. Na guerra, era preciso estar sempre atento e combatendo a força alemã. Na Itália, pouco era o tempo de descanso de cada um dos pracinhas. Na trincheira, onde passou por muito sofrimento e inclusive frio intenso, era preciso revezar com os outros colegas. A cada dez minutos, precisavam tirar o gelo que estava sobre a barraca. Félix, que era 2ª Tenente do Exército, utilizava uma metralhadora e sua função era de apertar o gatilho. Outros dois companheiros eram responsáveis por carregar a munição e realimentar a metralhadora.

Após a derrota das forças alemãs no alto do monte de Castelo e a participação heroica das tropas brasileiras no episódio que ficou conhecido como Batalha de Monte Castelo, foi preciso permanecer por mais um tempo na região para garantir que não havia mais nenhum alemão ou aliado do Eixo para combater.

Fotos: TG 05-020 Campo Largo. No dia 04 de setembro, Félix Novak, em homenagem no Tiro de Guerra 05-020.

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