Colégio Sagrada Família comemora 95 anos de história

Postado por admin 02/11/2020 0 Comentários Geral,

            

                                           O evento de comemoração aos 95 anos foi realizado no sábado (24/10).

 

No sábado (24/10), as irmãs franciscanas, acompanhadas de pais, professores e alunos, comemoraram os 95 anos do Colégio Sagrada Família em frente ao prédio da escola. O evento teve início às 8h, quando discursaram diretoras, uma professora e um aluno. Após os discursos e o canto de parabéns, o colégio organizou um Drive-Thru solidário, que arrecadou alimentos para a Ação Social Nossa Senhora da Piedade e à Aldeia São José, em prol de famílias carentes. No final da tarde, foi celebrada a Santa Missa, na Igreja Matriz, onde discursou também a Irmã chefe de setor.

 

        

 

“Completar os 95 anos de atividade é ter a certeza de que um trabalho bem feito é como uma semente bem plantada, que gera frutos. E nós podemos ver muitos bons frutos do colégio. Recebemos várias visitas de ex-alunos, que vêm com saudades rever a escola e contar sobre as boas lembranças que guardam daqui”, afirmou a diretora geral do colégio, Irmã Lucia Staron.  

Pelo colégio, já passaram mais de 20 mil estudantes. Hoje, no total, são atendidos cerca de 2500 alunos. “O maior objetivo da escola é realizar uma formação humana, e religiosa, ou seja, baseada em valores e no olhar voltado a Deus, criador da nossa essência”, disse a Irmã Lucia.

 

             

 

                                  

No local atual, antes da construção do prédio.

 

A história do colégio começou em 15 de janeiro de 1925, quando a pedido do pároco da Piedade, Padre Ladislau Kula, chegaram as primeiras irmãs: Irmã Úrsula Przydrozna, Irmã Filomena Kosiedowski, Irmã Ladislava Bodnar e Irmã Sofia Haluch. A Irmã Úrsula era polonesa e as outras três já eram vocações brasileiras, descendentes de poloneses. As irmãs vieram com o objetivo de educar crianças, adolescentes e jovens e atender a Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade. O vigário cedeu sua residência e foi morar em outra casa, para as Irmãs iniciarem suas atividades.

 

         

Onde hoje é a casa paroquial.

 

A necessidade de um espaço próprio fez com que as Irmãs e pessoas amigas se movimentassem para adquirir uma casa para o funcionamento da escola e, assim, com o empréstimo dos colonos, comprou-se uma casa e depois outra, no terreno onde hoje fica o atual CESF e a casa das Irmãs. Esta escola recebeu o nome de Instituto Santa Terezinha. Com a compra dessas duas casas, o espaço permitia às Irmãs ampliarem suas atividades, abrindo o Internato para meninas que aprendiam trabalhos manuais, pintura e costura.

A tendência a partir daí foi de crescimento, tanto assim que, sob a direção da Irmã Regina Kachinski, com a ajuda do Monsenhor Aloísio Domanski, do vereador Pedro Soviersoski e do prefeito da época, Joaquim Ribas de Andrade, foi lançada e aceita a ideia da construção de um ginásio.

Os primeiros professores contribuíram grandemente para a concretização de tão almejada meta, dentre eles: Antonio Cicarino Pereira, Helena Dobrszanki Sávio e Terezinha Puppi, os quais, em companhia da Irmã Regina, percorriam as colônias no intuito de emprestar dinheiro para a construção do tão sonhado ginásio; enquanto a Irmã Crispina Lubel se esmerava na montagem do plano curricular.

Enfim, em 03 de março de 1947, foi lançada a pedra fundamental para a construção. Após muita luta, no dia 08 de março de 1947, 70 alunos faziam o primeiro exame de admissão, entre eles, Julia Ruszczyk, Madre Fabíola.

A 15 de março, esses alunos tiveram suas primeiras aulas em salas do Grupo Escolar Macedo Soares, passando em seguida para o Clube Polonês, gentilmente cedido pelo então presidente Pedro Sovierzoski.

Dr. Francisco Albizu, que muito lutou para a realização da ideia de um ginásio em Campo Largo, foi seu primeiro diretor.

Em 1949, as obras foram concluídas e as atividades passaram para o prédio que perdura até hoje. O Colégio crescia em número de alunos e também em dificuldades financeiras. Os primeiros professores foram verdadeiros heróis, pois lutavam de mãos dadas, sem benefício financeiro.

Diante das dificuldades crescentes, em 1958, a pedido do então prefeito Sr. Herculano Schimaleski, o ensino do Colégio foi finalmente estadualizado.

Os alunos que concluíram o Ginásio precisavam continuar seus estudos. Surgiu a necessidade de tornar realidade o curso de Segundo Grau. Foi o que aconteceu em 1957, com a criação da Escola Normal Secundária Padre José Anchieta (hoje Formação de Docentes), sendo sua primeira diretora a Irmã Fabíola Ruszczyk.

Para as alunas da Escola Normal realizarem seus estágios, um dos requisitos era a existência de uma Escola de Aplicação, em anexo. Daí a criação da Escola de Aplicação Padre José de Anchieta, no ano seguinte.

Em 1978, houve a junção do Primeiro e Segundo Graus, passando a denominar-se: Colégio Estadual Sagrada Família – Ensino de 1º e 2º Graus. Com a municipalização houve novamente desdobramento, sendo que da 1ª a 4ª série voltou a chamar-se Escola Municipal Anchieta, lembrando o antigo nome.

Outro marco histórico foi a partir de 2006, quando foi organizada a volta do curso de Magistério no colégio, então intitulado Formação de Docentes. Já o ano de 2016 marcou a implantação do Curso Técnico em Enfermagem.

 

UM DOS PRIMEIROS ALUNOS

 

O senhor Albino Augusto foi um dos primeiros alunos da escola. “Quando comecei a estudar no Sagrada Família, em 1928, as aulas eram onde hoje está a casa paroquial. Depois que mudamos para o local atual do colégio. Eram duas casas brancas”, afirmou ele. E prosseguiu: “os alunos de origem polonesa ficavam uma hora a mais depois da aula para aprender a rezar em polonês. A diretora era a Irmã Teresa, muito boa por sinal”.

 

IRMÃ DOLORES

 

                               

A Irmã Dolores trabalhou cerca de 50 anos no colégio, sendo 35 como diretora.

(Foto: Reprodução/Facebook).

 

Muitas religiosas passaram pelo estabelecimento de ensino, deixando sua marca, com trabalho e dedicação. Entre elas, está a Irmã Dolores, que trabalhou cerca de 50 anos no colégio, sendo 35 como diretora, e é um dos principais nomes de Campo Largo no último meio século.

 

 

 

 

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