
Centro de Convivência do Idoso Jerônimo Stoco “Momi”
recebe sessão de fotos gratuita para pessoas idosas

“Entre Gerações - Laços que Protegem”. Este é o mote da campanha de 2025 do Governo Federal de incentivo ao diálogo e convivência entre pessoas de idades diferentes como forma de impedir ou minimizar situações de violação de direitos de pessoas idosas. E nessa mesma linha de iniciativas positivas para aprendizados mútuos, a Prefeitura de Campo Largo convida a população com 60 anos ou mais para participar de uma mini sessão de fotos que será disponibilizada gratuitamente no dia 17 de junho, a partir das 13h, no Centro de Convivência do Idoso Jerônimo Stoco “Momi”.
O departamento municipal de Mulheres ofertará, também, maquiagem e massagem. A sessão de fotos será limitada às 25 primeiras inscrições que serão feitas no mesmo dia e horário, por ordem de chegada. A ação organizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e da Mulher, em alusão ao Junho Violeta, objetiva sensibilizar e mobilizar a sociedade campo-larguense contra práticas violentas voltadas a pessoas idosas, bem como focar na beleza e na força da idade avançada. Após as fotos, a equipe irá disponibilizar as fotos e divulgá-las, juntamente com um breve relato de cada participante, para valorizar cada história de vida, de superação, contadas pelos modelos.
“O objetivo é que os participantes sintam-se modelos por um dia, valorizando sua imagem e elevando a autoestima. Isso não só valoriza os idosos, mas também sensibiliza a comunidade sobre a importância deles”, destaca Liana Rutes, da Rede de Proteção de Campo Largo. Nesse dia, a coordenação do Momi também realizará o baile que acontece a cada quinze dias, das 13h às 16h30, nas terças-feiras.
Cenário local
A população estimada de Campo Largo é de 142.695 habitantes e a população idosa estimada (com 65 anos ou mais) é de 13.461 habitantes, sendo 6.087 a população masculina e 7.374 feminina. As informações foram divulgadas no início de junho, pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (IPARDES), com dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022.
O IBGE destaca ainda que a população idosa do Paraná quase dobrou nos últimos 22 anos, indicando um aumento na média de idade e uma maior expectativa de vida. E Campo Largo está entre as 100 melhores em qualidade de vida para idosos no Brasil, com uma evolução no Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade, que considera diversos fatores que contribuem para a qualidade de vida como saúde, educação, renda e acesso a serviços.
Combate a diferentes tipos de violência
Ainda que o cenário local seja promissor, há preocupação com o que é considerado violência contra o idoso. E existem canais de proteção. O primeiro passo é saber identificar os diferentes tipos de violações que afetam esse grupo de pessoas: violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, de negligência ou abandono, intervenção legal, e ainda existe a violência institucional, quando profissionais da saúde ou assistência social não prestam os devidos cuidados. Se um desses exemplos ocorrer, é preciso identificar e punir, cessando a violência. Segundo levantamento mais recente do Censo SUAS 2023, dentre os principais tipos de violência cometidos naquele ano estão negligência ou abandono (87,6%), violência psicológica (84,8%), violência patrimonial (76,7%) e violência física (75,4%).
Em Campo Largo, conforme levantamento dos atendimentos do controle da Rede de Proteção no município, nos Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), em 2024 foram registrados nove casos de pessoas idosas vítimas de violência intrafamiliar (física, psicológica ou sexual) e 22 casos de pessoas idosas vítimas de negligência ou abandono. Já em 2025, até o momento, são 22 os casos: 12 noticiando violência de negligência ou abandono, 11 de violência psicológica, 5 de violência financeira e 6 de violência física.
De acordo com a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), as estatísticas também revelam um perfil preocupante das vítimas e agressores. A maioria das vítimas de violência contra idosos são mulheres (58,6%), com filhos e filhas sendo os principais agressores (29,5%). O local mais comum das agressões é a própria residência da vítima (71,5%), e grande parte dos casos é recorrente (35,8%). Em termos étnicos, quase metade das vítimas são pessoas pretas e pardas (47,8%).
Proteção aos idosos
Sendo assim, políticas públicas são essenciais para garantir a qualidade de vida para esta faixa etária. A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) prevê serviços específicos para a população idosa, como o de Convivência e Fortalecimento dos Vínculos, o Serviço de Acolhimento Institucional para Pessoas Idosas, o Serviço de Proteção Social básica e especial e o Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI), oferecidos nos CREAS, inclusive em Campo Largo. A Prefeitura Municipal também viabiliza diversos direitos da pessoa idosa, bem como oferece programas para esse público como o Envelhecer Saudável, grupo de idosos nos CRAS e CREAS, abrigo no Centro Pop, o Conselho Municipal do Idoso e a criação do Centro de Convivência do Idoso chamado Jerônimo Stoco “Momi”, onde a população idosa tem acesso a oficinas, bailes, palestras, coral e rodas de conversa.
Campanha
A Assembleia Geral da ONU reconheceu o dia 15 de junho como o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. Por isso, o mês passou a ser conhecido como Junho Violeta, período em que a sociedade se mobiliza em torno do enfrentamento aos vários atos violentos contra essa faixa da população. A campanha Junho Violeta surgiu em 2006, através da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Rede Internacional de Prevenção à Violência à Pessoa Idosa, e procura conscientizar a sociedade sobre as violências cometidas, visando combatê-las e promover o respeito a essa população.
Estatuto do Idoso
É a Lei Federal nº 10.741/2003 que estabelece diversos direitos e benefícios para essa população, como acesso a serviços de saúde, educação e lazer, além de garantias de proteção social e econômica. Segundo o Estatuto, o Estado tem a obrigação de proteger a vida dos idosos por meio da implementação de políticas sociais, a fim de conscientizar e garantir direitos, dignidade e respeito às pessoas idosas.
Denuncie
Um dos principais objetivos da campanha é promover os telefones para denúncias de qualquer suspeita contra idosos. Você pode, inclusive, denunciar de forma anônima:
100 - Disque Denúncia / Direitos Humanos 0800 141 0001 - Disque idoso Paraná 190 - Polícia Militar 180 - Central de Atendimento à Mulher

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