
Crocheteiras de Campo Largo lançam livro que eterniza histórias de superação e solidariedade


Março de 2026 marca um novo e emocionante capítulo para o projeto Crocheteiras de Campo Largo. O grupo celebra o lançamento do livro Diário da Crocheteira, obra que reúne memórias, relatos e testemunhos das mulheres que transformaram linhas e agulhas em instrumentos de acolhimento e transformação social.


Mais do que registrar a trajetória do projeto, o livro apresenta histórias de vida. Em suas páginas, estão descritos bastidores, desafios superados, reencontros com a autoestima, descobertas de talentos e experiências de fé e serviço ao próximo. Cada relato revela o impacto que o crochê teve na vida das participantes — não apenas como técnica artesanal, mas como ferramenta de cura emocional e fortalecimento pessoal.


O lançamento do livro simboliza mais do que a publicação de uma obra impressa. Representa a celebração de uma comunidade de mulheres que decidiram transformar dor em solidariedade, habilidade em missão e convivência em legado. É a consolidação de uma história construída coletivamente, ponto por ponto.


HISTÓRIA DO PROJETO
Em meio aos fios, agulhas e corações dispostos a servir, nasceu um dos movimentos mais acolhedores de Campo Largo. O projeto Crocheteiras de Campo Largo começou de maneira simples: duas amigas, unidas pela sensibilidade social e pelo amor ao crochê, decidiram fazer algo que ultrapassasse as próprias mãos.



As coordenadoras Anielle e Beatriz — amigas e mulheres de visão — deram início ao projeto em 2024, em um momento delicado para o país. Diante da tragédia que atingiu o Rio Grande do Sul, o frio e a dor de tantas famílias despertaram nelas um movimento de compaixão prática. Elas reuniram mulheres e amigas dispostas a ajudar, onda cada uma levou fios de lã Assim começaram a produzir mantas, toucas e cachecóis que foram enviados às vítimas



O que era apenas uma mobilização emergencial transformou-se em missão permanente. De duas amigas, o grupo passou a reunir dezenas de mulheres. Hoje, em 2026, já são cerca de 150 mulheres — mulheres de diferentes histórias, idades e realidades, que encontram no crochê mais do que uma atividade manual: encontram pertencimento,terapia, amizade e propósito


O projeto se organiza com uma equipe administrativa e se reúne duas vezes por mês em um espaço acolhedor cedido com carinho. Ali, entre conversas, cafés e fios entrelaçados, vidas também são entrelaçadas.


Atualmente, as crocheteiras atendem hospitais em Campo Largo e em outras regiões, produzindo mantas para o setor de quimioterapia, kits para recém-nascidos do hospital infantil e peças destinadas a alas adulto e infantil. Cada ponto carrega cuidado. Cada peça entrega dignidade. Cada fio aquece não apenas o corpo, mas a alma.

O trabalho, no entanto, depende integralmente de doações de lã tradicional e lã de bebê. É a generosidade da comunidade que mantém viva essa corrente do bem.

UM SONHO QUE VIROU SÍMBOLO
Em 2025, o grupo viveu a realização de um grande sonho coletivo: a criação de uma árvore gigante de crochê, que se tornou símbolo de união e superação. Mais do que uma estrutura artística, a árvore representou crescimento, raízes firmes e frutos compartilhados — exatamente o que o projeto se tornou.
Leave a Comment