

Ser de oposição ou de situação numa gestão pública é coisa natural. Um parlamentar eleito assume a sua posição conforme a sua convicção político partidária. Pode até ser eleito por um partido diferente da base que elegeu o chefe do poder executivo, mas no decorrer de uma administração municipal pode adotar um discurso favorável ou contrário. Isto aponta se é de oposição ou de situação. Dizer que é independente ou que alterna a sua convicção conforme os interesses da comunidade, deixa um parlamentar fragilizado. A coerência precisa ultrapassar certas barreiras. Se um vereador, no caso de Campo Largo, busca apoio da administração municipal para atender reivindicações da sua base eleitoral, este faz parte da base de apoio do prefeito. A discussão sobre o tema surgiu quando da tramitação e votação da LDO em plenário da Câmara de Campo Largo. O Orçamento Municipal é aprovado para atender de forma geral toda a população e dentro do que foi estabelecido pelo grupo partidário que venceu as eleições. Não se pode contestar a vitória nas urnas, o que se pode cobrar é a não execução do orçamento no ano seguinte. Nenhum Poder Executivo pode gastar mais do que foi aprovado no orçamento pela Câmara Municipal e as diretrizes deste ordenamento de despesas, também, é aprovado pelos vereadores, no c aso municipal. Além do ato de legislar, o vereador tem a obrigação de fiscalizar e não de executar obras. Uma coisa é certa, o vereador pode interceder junto ao executivo municipal de várias formas para atender as comunidades. Sempre dentro do processo legal e constitucional, iniciando pelo Regimento Interno e pela Lei Orgânica Municipal. Com a LDO em mãos aprovada pela Câmara de Vereadores, o prefeito passa a analisar as prioridades conforme as demandas apontadas e solicitadas pelas secretarias. O cidadão comenta neste momento que o atual prefeito terá em suas mãos, um orçamento elaborado pela atual administração municipal, com as variáveis e as pretensões desejadas.
Clima político

O uso das Redes Sociais para emitir suas opiniões pode causar transtornos. O episódio da rejeição de emendas na Câmara de Vereadores colocado de uma forma ostensiva nas redes sociais deve ter consequências. O vereador Dr. João Freita declarou que não aceitará de forma alguma que a Câmara Municipal denegrida por algum colega. As medidas cabíveis serão tomadas e nisto o presidente da Câmara reforçou a posição ao final da sessão.
Ausência

Respondendo algumas insinuações maldosas, o vereador Germaninho declarou que jamais faltará a uma sessão da Câmara se não existir um motivo relevante. Na sessão do dia 20/09, não esteve presente, pois a esposa positivou para COVID 19 e assim, se procedeu o isolamento necessário e obrigatório. A maldade de alguns surgiu devido a tramitação da LDO, em primeira votação. Os comentários negativos estão rechaçados.
Postura

O trabalho parlamentar deve ser coerente e produtivo. O vereador Luiz Scervinski declarou em plenário que ele teve dois projetos aprovados pela Câmara e que foram vetados pela administração municipal. Mesmo assim, não saiu por aí, nas redes sociais, falando e disseminando inverdades. Procurou defender a sua posição e defendeu a viabilidade de execução dos seus projetos vetados. Isto serve de exemplo para a questão das emendas a LDO. Rejeitadas.
Tribuna

Pedindo desculpas, na Tribuna da Câmara, na sessão do dia 27/09, o vereador João D’Água elencou uma série de obras realizadas no Distrito da Ferraria, na administração do prefeito Marcelo Puppi (in memoriam). Inclusive destacou que no momento estão em andamento outras obras. No calor do momento falou sem pensar. A Ferraria não está esquecida, não.
Frase da semana:

“Na atividade parlamentar, vereador, deputado federal ou estadual, tem obrigação de votar o orçamento. Em qualquer obra que for executada deste Orçamento está embutido o trabalho de todos nós, vereadores. Isto é indiscutível.” Do vereador Alexandre Guimarães (PSD), em plenário, na sessão de aprovação da LDO 2022.
Perguntas da Semana:
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