

Na última semana, o tema nacional mais abordado nas conversas pelas pessoas foi a da “Graça” concedida pelo presidente Jair Bolsonaro ao deputado federal Daniel Silveira, eleito pelo PSL (RJ), em 2018 e que na Janela Partidária de 2022, migrou para o PTB (RJ). O episódio coloca em choque o Poder Judiciário, Supremo Tribunal Federal com o Poder Executivo, Presidência do Brasil. O Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento, no dia 20/04, condenou o deputado Silveira a 8 anos e 9 meses de prisão pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes e coação no curso do processo. O assunto passou a ser assunto de debate nacional e o indulto individual, até então, é o único na história da República Brasileira e revela contornos de uma novela que se deve arrastar nos meios jurídicos por meses e no atual momento vira discurso de palanque eleitoral. Além do visível confronto entre os poderes, as questões políticas eleitorais entre situação e oposição, ficam aquecidas, pois o presidente Jair Bolsonaro é pré-candidato a reeleição e Silveira é seu aliado no estado do Rio de Janeiro. Outro tema que passou a ser de interesse do cidadão de Campo Largo é o atendimento da Saúde Pública no município, pós-pandemia. Várias medidas foram usadas pelo Executivo Municipal e outras foram aprovadas pela Câmara de Vereadores, sem uma solução adequada e eficiente. Pelos relatos e divulgações realizados, a questão dos médicos contratados e plantões médicos surge como uma urgência nas opiniões dos usuários em relação a saúde pública municipal de Campo Largo. O município possui uma estrutura física ímpar, mas deixa a desejar na remuneração dos profissionais da área da saúde. A comparação com outros municípios vem à tona e assim, os médicos deixam de atuar em Campo Largo para prestar serviços nos municípios vizinhos com uma remuneração bem melhor. Estas afirmações da população e citadas em muitas conversas, foram proferidas em sessões da Câmara Municipal e se encontram gravadas. A administração municipal reconhece a dificuldade e procura mecanismos para controlar a situação e resolver o problema o mais breve possível dentro da legislação vigente. Um dos pontos de limitação é o gasto com folha de pagamento de servidores municipais. Fotos: Agência Brasil.
Cenário

O governador Ratinho Jr. desponta com amplo favoritismo para a eleição de 2022 e assim, obter um segundo mandato com a reeleição e o reconhecimento do povo paranaense conferido nas urnas. Em 2018, venceu no primeiro turno com 60% (sessenta por cento dos votos válidos). O cenário político paranaense não apresenta pré-candidatos fortes com consistência eleitoral suficiente para fazer frente a popularidade de Ratinho Jr. (PSD).
Cenário II

O ex-governador Roberto Requião, agora no PT, deve alavancar a candidatura do presidencial Lula e a montagem de palanque na maioria dos municípios pelo seu prestígio pessoal e não pela força do PT no estado. Assim, o PT busca garantir algumas cadeiras de deputados federal e também, estadual. Por sinal, Requião Filho deixou o MDB e seguiu com o pai para o PT e deve assim, obter a sua reeleição na ALEP.
Cenário III

A saída de Sergio Moro do Podemos e sua filiação ao União Brasil, no período permitido pela Justiça Eleitoral, abriu um racha político no Paraná. O Podemos perdeu a principal alavanca no estado para garantir cadeiras de deputados. Agora, a maior projeção fica pelo atual senador Álvaro Dias que busca sua reeleição para mais um mandato. A dúvida que paira no ar político do estado é se Álvaro será candidato ao senado, mesmo ou poderá concorrer com Ratinho Jr. pelo governo do estado. Foram aliados em 2018. Um Plano “B”, também, surge nas correntes partidárias do Podemos, um dos outros dois senadores, Flávio Arns ou Oriovisto Guimarães, aceitarem de entrarem na corrida pelo Palácio Iguaçu. As nuvens mudam de formato a cada instante.
Partido

No Paraná, o partido político que pode formar a mais forte chapa proporcional de deputados é o PSD do governador Ratinho Jr., a migração de deputados e de lideranças políticas foi grande. Na visão de muitos analistas, após a abertura das urnas em outubro, o PSD pode aparecer com uma bancada de 15 a 20 deputados estaduais e o maior número de deputados federais. O processo eleitoral está em andamento.
Partido II

Depois do período de filiações partidárias de pré-candidatos a deputado e também, da Janela Partidária, o segundo partido que ficou com um quadro de filiados postulantes a cargos legislativos foi o Progressistas (PP), da ex-governadora Cida Borghetti que hoje caminha junto com o governador Ratinho Jr. numa coligação forte, em 2022. A projeção interna do partido aponta para uma eleição e uma dezena de deputados estaduais e um bom número de deputados federais.
Na Caminhada

O pré-candidato a deputado estadual, Christiano Puppi (PP) está percorrendo as bases eleitorais. As projeções indicam que para se eleger precisará obter votos fora de Campo Largo. Neste sentido, conta com o apoio dos deputados federais Pedro Lupion (PP) e Ricardo Barros, além da influência da ex-governadora Cida Borghetti em vários municípios. A pré-campanha está em andamento. Numa análise otimista de votos válidos, na eleição de 2022, a votação para deputado estadual deve se concentrar em torno de 60% (sessenta por cento) ou seja, mais ou menos, 55 mil votos. A fuga de votos para candidatos de fora do município é grande.
Federação

Coligação ou Federação, os partidos estão fazendo as analises do que é mais vantajoso, após as mudanças na legislação eleitoral. Um primeiro ponto a ser observado é que a figura da coligação logo após a eleição deixa de existir. A Federação, por sua vez, é um novo modelo que deve ser mantido por quatro anos. A eleição de deputados federais passa a ser prioridade para a sobrevivência dos partidos e a manutenção de direitos assegurados pela legislação, como participar do rateio do fundo eleitoral. A deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR) será a primeira presidente de uma federação partidária.
Linha de Corte

Os candidatos a deputado, em 2022 terão que atingir pelo menos 80% (oitenta por cento) do quociente eleitoral, caso exista sobra de vagas após o preenchimento pelas chapas dos partidos diretamente pelo quociente partidário, para pelos menos figurarem como suplentes de deputado. O quociente eleitoral é determinado pela divisão do número de votos válidos pelo número de vagas no legislativo. As vagas são diferentes em cada estado. No Paraná, são 30 (trinta) para deputados federais e 54 (cinquenta e quatro) para deputados estaduais.
Frase da Semana:
“A prerrogativa presidencial para concessão de indulto individual é medida fundamental à manutenção do Estado democrático de direito. A liberdade de expressão é pilar essencial da sociedade em todas as suas manifestações”. Do presidente da República, Jair Bolsonaro, em fala nas redes sociais ao conceder o indulto ao deputado federal Daniel Silveira.
Perguntas da semana:
01 – Neste período de pré-campanha eleitoral existem várias manifestações de postulantes a cargos eleitos. Quantos serão indicados pelos partidos nas convenções estaduais?
02 – Na eleição municipal de 2020, Campo Largo teve seis chapas majoritárias para prefeito, com doze candidatos envolvidos diretamente na eleição, Marcelo Puppi/Maurício Rivabem, Jean Naiser/Maicon da Cancha; Udo Schmidt Neto/Elizabeth Basso, Capitão Alves/Tomazina, Luís Adão/Avanir Mastey e Fernanda do Nelsão/Eder Abatiá. Quantos destes estarão buscando uma cadeira parlamentar, na eleição de 2022? Marcelo Puppi faleceu no início do seu segundo mandato de prefeito.
03 – Qual será o caminho do PDT, no Paraná? A decisão está cargo do Diretório Nacional que tem como pré-candidato a presidente na eleição de 2022, Ciro Gomes.
04 – Quais serão partidos que formarão Federações? A mais divulgada é a federação envolvendo, PT, PV e PCdoB, na eleição majoritária de 2022. Prazo final de apresentação à Justiça Eleitoral é 31 de maio.
05 – O que são candidaturas coletivas? O candidato ou candidata representa um “Coletivo”. É, apenas, um formato de promoção de candidatura ao legislativo, que permite à pessoa filiada a um partido destacar seu engajamento em movimento social ou em coletivo.
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