

O grande debate político, para a eleição de 2022, está acontecendo na Câmara dos Deputados. Na balança está a chapa de candidatos a deputado federal. Os bastidores estão quentes, onde o jogo entre o nome do candidato pode ser maior que o partido ao qual está filiado. Com a possível queda do quociente eleitoral e assim, acabando a proporcionalidade, os candidatos mais votados, independente de partido, serão eleitos em 2022. A pretensão de aprovar o DISTRITÃO no Congresso Nacional é defendida, inclusive, pelo atual presidente da câmara, Arthur Lira (PP-AL). Pelos adversários da medida é taxada de “Golpe do Lira” que quer passar esta boiada. Existe o meio termo defendida por alguns deputados federais, onde uma parcela seria eleita pelo DISTRITÃO e outra pelo modelo atual proporcional. Tanto numa proposta como na outra, os partidos perdem força eleitoral. O jogo político está em andamento e a lei deve ir a plenário e aprovada um ano antes da eleição. Na minha opinião, a proposta do DISTRITÃO dificilmente passará, pois deverá ser aprovada com 3/5 dos membros tanto no Câmara dos Deputados como no Senado Federal. Acho que a proposta ao entrar em debate não passa pelos deputados federais, pois muitos se elegeram pelo voto proporcional com a votação dos colegas de chapa elaborada pelos partidos. Dos atuais 513 deputados federais apenas, 27 (vinte e sete) conseguiram se eleger com votação própria, com votos igual ou superior ao quociente eleitoral. No Paraná, três candidatos superaram a marca, Felipe Francischini (PSL), Gleisi Hoffmann (PT) e Sargento Fahur (PSD). A maior dificuldade na aprovação de qualquer mudança na Lei de 2017, via PEC, esbarra no baixo clero dentro do Congresso Nacional. Serão necessários 308 votos favoráveis a alteração do modelo para DISTRITÃO e ainda, existe a resistência dos partidos políticos que perdem força interna. As nuvens podem mudar de formato até outubro, mas no caso, acredito que não existem ventos políticos para empurrar a proposta do atual presidente da Câmara dos Deputados.
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