Nos Bastidores da Política 09-07-2021 Haroldo Wöhl

Postado por admin 10/07/2021 0 Comentários Nos Bastidores da Política,

 

 

Não se pode ignorar que o jogo político maior já está acontecendo. A eleição presidencial de 2022 tomou conta das ruas nas principais cidades do Brasil. Os debates e as discussões estão por todos os lados. O cidadão brasileiro convive com uma polarização de pré-candidatos. De um lado, Jair Bolsonaro, atual presidente, com sua marca pessoal e ideológica de direita, está no meio de conflitos oriundos da sua postura diante da pandemia. A CPI no Senado Federal colocou, em cheque a sua popularidade e vem perdendo prestígio em determinadas camadas sociais. Do outro lado, o ex-presidente Lula, depois de se livrar de pendências na Justiça, por artifícios jurídicos, entrou em nova corrida eleitoral pelo cargo, mesmo que muita gente aponte que não seja o ideal para governar o país, mas é a força maior da esquerda. O que Jair Bolsonaro combate na pandemia, Lula defende, como uso de máscaras, o distanciamento social e o uso de álcool em gel. Na última consulta popular sobre candidaturas presidenciais, os dois estão numa disputa ferrenha, na proximidade dos 30% (trinta por cento), para ambos. A julgar pela mesma pesquisa, outra parcela da população, aponta para um candidato de uma terceira via. Se analisarmos alguns nomes, podemos indicar alguns nomes que poderiam aglutinar esta terceira via. Alguns ensaios de candidatos, já, foram feitos, como é o caso do apresentador Luciano Huck que já declinou da intenção, pois assumiu um novo contrato com a Rede Globo. E assim, por diante, outros estão buscando alternativas independentes de Bolsonaro e de Lula. Não se pode esquecer do ex-juiz Sergio Moro que hoje está mais para vilão pela esquerda petista e traído pela direita de Jair Bolsonaro. Com um discurso forte, Sergio Moro pode atingir tanto um lado como o outro. No caso, para Lula com a Lava Jato, ele possui armas de vários calibres, só precisa saber usar, mesmo que a justiça indique que Lula está livre. Já, na linha de Jair Bolsonaro ele fica como uma vítima, pois ao ajudar na campanha vitoriosa de 2018 e ser nomeado ministro da Justiça, Sérgio Moro ao ser exonerado passou a ser vítima. Ele perdeu o cargo de juiz federal, cargo vitalício, pelo convite de Jair Bolsonaro e depois as ideias não foram convergentes. A divergência pode vir à tona nos palanques eleitorais. As nuvens mudam de formato a todo instante.

 

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