

As nuvens mudam de formato a cada instante. Nesta última semana, a evolução de acontecimentos políticos partidários apresenta algumas variáveis. A primeira se trata da fusão do todo poderoso “Democratas – DEM” com o até pequeno PSL, antes da eleição do presidente Jair Bolsonaro. As cúpulas partidárias resolveram se unir para garantir espaço na futura eleição de 2022. De conversa em conversa, o presidente nacional do DEM, ACM Neto e o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, costuraram os entendimentos do que será denominado União Brasil, com número escolhido o 44. A tramitação precisa passar pelo crivo do TSE – Tribunal Superior Eleitoral e pode levar mais de três meses para a sentença definitiva dos ministros e acontecer o funcionamento do novo partido de fato e de direito. Assim, a agitação de entra e sai de parlamentares destes dois partidos será grande. Este momento político partidário entra como uma cunha no meio das correntes pró-Lula e pró-Bolsonaro. Em Campo Largo, o DEM do secretário Cristiano Puppi e o PSL do prefeito Maurício Rivabem, já, caminharam juntos e a tendência é que todos permaneçam unidos. A segunda variável é o confronto político, desde já, do ex-senador Roberto Requião com o governador Ratinho Jr.. Requião é mestre em disparar farpas em seus adversários. Por enquanto, o ex-senador e ex-governador possui a seu lado algumas correntes partidárias do PDT, do PT e do PCdoB para concorrer mais uma vez ao Palácio Iguaçu. Depois da sua derrota na eleição pelo comando do MDB estadual, ainda, não definiu a sua entrada em outra sigla. Nos meios políticos, Requião deve montar palanque no estado para a corrida presidencial de Lula. Acostumado com a máquina dos eu antigo partido pelos municípios, Requião terá muita dificuldade de montar uma estrutura viável e capaz de enfrentar o governador Ratinho Jr.. A esperança é que as nuvens mudem de formato. Os dirigentes políticos partidários estão arregaçando as mangas e na mágica podem tirar alguns coelhos da cartola.
Leave a Comment