

Passados alguns dias da aprovação do Orçamento da União pelos deputados federais e senadores, a população precisa ser informada do valor real do Fundão, ou seja, do Fundo Eleitoral para a eleição de 2022. Depois de muito debate e com polêmicas envolvidas, o Congresso Nacional aprovou o valor de 4,934 bilhões de reais. Este Fundão é resultado de uma decisão do poder judiciário quanto a proibição de financiamento de campanha por empresas. Além deste novo Fundo Eleitoral, em ano de eleição, existe o Fundo Partidário, que é bem mais antigo e é destinado aos partidos políticos anualmente, em parcelas mensais. O Fundão será liberado pela Justiça Eleitoral, apenas, após os registros das candidaturas para os cargos em disputa, presidente, senador, governadores, deputados federais e estaduais, na proporção da representatividade de cada partido, estipulada em lei. Os partidos políticos estão se organizando na construção de chapas para atingirem suas metas. Muitos partidos organizam as suas chapas de deputados federais para participar da governabilidade do país. No Congresso Nacional, a presidência da Câmara dos Deputados tem uma importância bem grande na aprovação de projetos ou matérias de interesse nacional e o governo federal esbarra, muitas vezes, nas vontades dos parlamentares. Assim, o jogo pela disputa de cargos e a parcela futura do Fundão está em aberto. Cada partido deve montar a sua própria chapa de deputados federais, pois não existe mais a coligação partidária. Assim, para obter uma das 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, onde trinta são do Paraná, o partido tem como meta atingir o quociente eleitoral, num primeiro momento da composição de sua chapa proporcional. No passado, Campo Largo indicou candidatos a deputado federal. Na eleição de 2018, o ex-prefeito Edson Basso, hoje, no partido “Podemos”, concorreu pelo MDB e obteve 11 047 votos, contribuindo assim, para eleger Hermes Frangão Parcianello (110 717) e Sergio Souza (94 077), na soma de votos para o quociente eleitoral. Na legislação eleitoral existe um outro ponto a considerar, a Cláusula de Barreira que estabelece que nenhum candidato pode ser eleito com menos de 10% (dez por cento) do quociente eleitoral. Em 2018, a deputada federal Aline Sleutjes obteve a vaga com 33 628 votos, no rastro do furacão Jair Bolsonaro, pelo PSL. Muitos candidatos com mais votação que ela, ficaram de fora, mas é isto que os dirigentes partidários querem evitar ao formar suas chapas, ou outros, numa proposta inversa. Assim, a corrida por candidatos está aberta, num primeiro momento até o início de abril, na Janela Partidária, onde os atuais deputados podem mudar de sigla, para buscar uma melhor alternativa de reeleição.
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