

O grande debate político das últimas semanas se concentrou nas aparições públicas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). O clima político está mais para um verão quente, do que o ar ameno de um outono. O cenário político está se afunilando, onde as lideranças estão preocupadas com o processo eleitoral propriamente dito. Os candidatos majoritários para presidente são indicados pelas legendas e a opinião pública destila cada um deles. A polarização entre os dois principais nomes, não deixa brecha para que outro nome desponte e ameace um dos dois. Não se pode ignorar que cada partido precisará ter o seu cacife eleitoral, pois caso contrário não sobreviverá na disputar as futuras eleições. Mesmo assim, alguns nomes estão sendo apresentados. No PDT, Ciro Gomes; no PODE, Sérgio Moro; no PSDB, João Dória; no PSD, Rodrigo Pacheco; no MDB, Simone Tebet; no Cidadania, Alessandro Vieira; no Novo, Felipe d’Avila; no União Brasil, Luiz Henrique Mandetta e no Avante, André Janones. Outros partidos menores, também, podem indicar outros nomes. Além da eleição presidencial, também, acontece a eleição de governadores, em todos os estados e no Distrito Federal, em 2022. Para os dirigentes partidários, o assunto mais complexo fica por conta da renovação da Câmara dos Deputados, onde 513 cadeiras estarão em disputa e por cima no sistema proporcional. Com o fim das coligações, nas últimas semanas, o eleitor passa a ser estimulado com as “federações de partidos”. Um casamento que pode manter os partidos integrantes por quatro anos de cima para baixo, até nos municípios para as eleições municipais de 2024. A regra está em estudos para a eleição de presidente, quem ficar junto deve também ficar junto para governador e para a eleição de deputados. Para muitos pré-candidatos é um péssimo negócio em termos proporcionais, mas para quem quiser se eleger presidente, quanto mais base melhor. As nuvens estão bem agitadas e a cada instante mudam de formato. Alguns pré-candidatos, exercendo mandato, estão contando os dias, as horas e os segundos para mudar de partido. Este é o caso, dos deputados que se elegeram pelo PSL ao lado de Jair Bolsonaro e devem rumar para o PL no qual o presidente se filiou recentemente, numa aliança com o time do Centrão do Congresso Nacional. Mais algumas semanas, a cada dia uma nova novidade até o dia 04 de abril. MDB, PSDB e União Brasil na semana anunciaram estudos para formar uma federação. O eleitor receberá um pacote de presente em breve. Foto: PSDB Nacional divulgação.
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