Nos Bastidores da Política 03 06 2022 Haroldo Wöhl

Postado por admin 04/06/2022 0 Comentários Nos Bastidores da Política,

 

Muita coisa ainda pode acontecer na escolha de candidatos a presidente da República e a governador de estado pelos partidos, na eleição de 2022, até a homologação pelas convenções partidárias. A maioria das legendas aposta suas fichas, neste jogo eleitoral, para obter o maior número de cadeiras na Câmaras dos Deputados. Na urna eletrônica, o primeiro voto a ser conferido pelo eleitor é o do Deputado Federal e aí, o número do partido pode garantir o voto de legenda para os candidatos que é puxado pelos candidatos majoritários de presidente e de governador, em cada estado. Muitos eleitores desconhecem este ponto, mas um partido pode fazer campanha do seu número, desde já, sem nenhum impedimento da justiça eleitoral. Em eleições passadas, o 15, do PMDB e o 13, do PT eram fortes e foram bem votados e o partido que possui candidato majoritário sempre conquista mais votos de legenda para deputado do que os outros que participam da coligação majoritária. Estes votos de legenda entram no cálculo para determinar a quantidade de cadeias de cada sigla, que aponta o quociente partidário. Assim, muita coisa, ainda, pode acontecer até o momento decisivo em agosto, no término do prazo das convenções partidárias. Se os vetores político partidários estão influindo nas decisões para escolha de candidatos a presidente pelos partidos, a questão aumenta nos estados para a escolha dos candidatos para governador. O eleitor, neste momento de pré-campanha, observa a movimentação dos pretendentes a cargos eletivos para a Câmara dos Deputados, vagas de deputado federal e para as Assembleias Legislativas, vagas de deputados estaduais. Cada um já escolheu o seu partido e não pode mudar mais, uma escolha que precisa ser feita seis meses antes da data da eleição, dia 02 de outubro. O candidato a Presidente da República precisa resolver uma equação bem complexa, pois muitos candidatos a governador não são do mesmo partido e as coligações para os governos estaduais precisam ser costuradas. Os partidos que se alinharem a nível federal podem não se alinhar a nível estadual, ainda mais se não tiverem candidatos a presidente. A escolha das bancadas federal e estadual passam na maioria dos estados pela decisão do candidato a governador. O voto de legenda entra nesta equação. Basta analisar, o atual quadro no Paraná, Ratinho Jr. PSD (55), Roberto Requião PT (13), Cesar Silvestri PSDB (45), Flávio Arns PODE (19), Filipe Barros PL (22), Ângela Machado PSOL (50) e Solange Bueno PMN (33). Ainda, podem surgir pré-candidatos a governador no União Brasil (44), no MDB (15), no PDT (12) e em outros que já anunciaram pré-candidatos a presidente.  

 

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