

A fidelidade partidária pode causar dor de cabeça para alguns agentes políticos, principalmente, para os vereadores após a campanha eleitoral de 2022. Os partidos estão de olho nos filiados com mandato infiéis, principalmente para a eleição de deputados federais. Como os padrões usados em eleições passadas foram alteradas, algumas praticas anteriores podem ser punidas pelos partidos políticos. A legislação eleitoral não permite mais as coligações e este princípio pode ser utilizado pelos dirigentes partidários nacionais ou mesmo estaduais para punir os agentes políticos infiéis. Além dos vereadores, estão na alça de mira os membros de diretórios municipais ou comissões provisórias municipais. Como agora existem o fundo partidário e o fundo eleitoral, as regras foram alteradas, e o dinheiro só pode ser utilizado dentro do partido. Assim, caso um agente político vinculado a uma sigla trabalhar para candidato de outra sigla, caracteriza infidelidade partidária e as penas aplicadas serão aquelas que estão nos estatutos de cada partido. No poder legislativo, os cargos pertencem aos partidos e em caso de expulsão, no caso de vereador, este pode perder o mandato. Como são poucas semanas de campanha, a dor de cabeça indicada acima, pode acontecer logo após as eleições, conhecidos os resultados. O problema maior fica por conta das coligações majoritárias, onde o vereador de um partido não acompanha a decisão do partido para eleição de presidente e até mesmo, para eleição de governador. O radar principal está voltado para os agentes públicos que não acompanham as chapas proporcionais de deputados. O interesse coletivo do partido é superior ao interesse individual e local do vereador ou do partido a nível municipal. Em Campo Largo, temos algumas situações que podem mudar a composição na Câmara de Vereadores em futuro próximo. Os vereadores André Gabardo (PODE) e Sargento Leandro (SDD) são candidatos pelos seus partidos e não sofrerão nenhuma represália pelos seus partidos. O vereador Alexandre Guimarães e o PSD municipal, anunciou que trabalha nas campanhas de Gugu Bueno (estadual) e Paulo Litro (federal), ambos do PSD, atendendo a fidelidade partidária. Assim, resta observar, os demais vereadores, caso do vereador Germaninho (PSDB), da vereadora Cléa Oliveira (PSB), do vereador Genésio da Vital (PSC) e do vereador Luís Scervenki (MDB). Tudo passará pelo crivo dos diretórios superiores no momento certo. Na corrida eleitoral, as denúncias na maioria das vezes se procedem na Justiça Eleitoral. Na eleição de 2022, a novidade serão as denúncias dentro de cada partido. As nuvens mudam de formato a cada instante é o jogo político eleitoral.
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