
Nos Bastidores da Política 08 09 2023

A Câmara de Vereadores de Campo Largo resgatou, nesta semana, um direito perdido a 25 anos atrás. Assumiram no ano de 2000, quinze vereadores, eleitos em 1999, entre eles o atual vereador Pedrinho Barausse. Por determinações federais aconteceu um corte de cadeiras de vereadores para 11 (onze) no caso de Campo Largo dentre muitos outros municípios. A legislação do corte foi derrubada e o Congresso Nacional reformou a decisão estabelecendo uma tabela da quantidade de cadeiras de vereador conforme a população de cada município, garantindo a representatividade popular e os segmentos sociais. Com as faixas determinadas na tabela aprovada, são as Câmaras Municipais que alteram a Lei Orgânica Municipal estabelecendo o número de vereadores de uma legislatura para outra. Campo Largo poderia ter até 19 (dezenove) cadeiras, pelos dados do Censo do IBGE, mas o projeto legislativo aprovado na Câmara de Campo Largo retomou à quantidade anterior de 15 (quinze) vereadores. A representatividade foi considerada e o município passa a ter uma importância política mais ampla. No debate popular nas últimas semanas, ficou bem clara a manifestação dos interesses político partidários para a eleição municipal de 2024. Mesmo assim, correntes contrárias no legislativo se uniram para votar a favor ou contra, atendendo, principalmente, o posicionamento político em detrimento dos interesses coletivos. Quanto mais amplo o debate no legislativo, mais resultados em prol do cidadão aparecem. Dizer que os gastos são excessivos não se justifica, é uma utopia, pois a Câmara de Campo Largo não gasta a metade do que tem direito pela legislação. O resgate do passado merece aplausos da população e o presidente vereador João Carlos Ferreira (João D’Água) que teve o discernimento e a ousadia de colocar a proposta em votação passará para a história do município. Não é só uma questão de números, quantidade de vereadores e de gastos, mas sim de força política que no conjunto das administrações públicas o resultado é bem promissor, onde a luta pelos direitos do município se amplia nas esferas federal e estadual, a partir de 2025.
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