

O eleitor, ainda, está longe do período de escolha do seu candidato a prefeito e a vereador, preferidos. Cada pessoa pode opinar sobre o melhor nome para ocupar os cargos eletivos nos municípios neste momento. Na via política, cada cidadão pode postular o cargo de prefeito ou o de vereador, mas não é bem assim a decisão final. Os princípios que regem a escolha dos candidatos têm que atender a legislação eleitoral e passar pelo crivo dos partidos políticos, nas convenções onde os dirigentes decidem pela melhor opção. Neste ponto muitas vezes, a decisão pode não ser a certa quanto ao nome, pois este pode não agradar o eleitorado. Assim, nos próximos cinco meses os partidos políticos estarão cadastrando os seus filiados com pretensões de concorrer a um dos cargos disponíveis ou quem sabe buscar novos nomes para habilitar o seu registro junto a justiça eleitoral. Os partidos políticos, também, devem seguir as normas vigentes para indicar seus candidatos próprios para prefeito e para vereador. No caso de prefeito, pode se feita uma coligação de partidos ou de federações. A chapa de vereadores, por sua vez, precisa ser pura, só de filiados do mesmo partido. Nas últimas semanas, o assunto que tomou conta de algumas correntes políticas, está relacionado ao PT que participa de uma Federação com o PV e o PCdoB, os três partidos precisam seguir uma mesma norma interna definida pelo diretório nacional. Em linhas gerais, ela foi estabelecida em convenção nacional conjunta e aprovada pelo TSE na eleição presidencial de Lula. Os partidos coligados com Lula no primeiro turno, buscam a mesma composição nos municípios, uma coisa que na maioria das vezes não será possível, pois o quadro político é heterogêneo e as pretensões partidárias são divergentes. Assim, os dirigentes partidários municipais precisam observar as regras superiores. Ao lado de Lula, em 2022, estiveram juntos, também, a Federação PSOL/REDE e os partidos PSB, Agir, Avante, Solidariedade e Pros. Na evolução das coisas o Solidariedade incorporou o Pros que deixou de existir para 2024. Com as alianças do segundo turno, o quadro para 2024 fica ainda mais confuso nos municípios, com as decisões emanando de Brasília. O cidadão precisa ficar atento a cada movimento político, pois em março de 2024, as filiações precisam estar definidas dentro de cada partido. Não é fácil dizer que o PT de Lula fará coligação com o PSB de Alckmin nos municípios, pois os outros dois partidos da federação, PV e PCdoB, precisam ser ouvidos. O PT não pode bater o martelo sozinho nos municípios.

Leave a Comment