

Na semana eclodiu um debate política e um embate de partidos de profundo impacto eleitoral, em Campo Largo. O assunto principal foi a manifestação pública de uma Frente de Direita Municipal composta por PP, PL, UB, PRD, Novo e Podemos em apoio a uma pré-candidatura a prefeito. Isto passa ser um polo oposto a propalada Frente Ampla de Esquerda projetada pelo presidente Lula, nas eleições municipais pelo país. Não se pode ignorar que de município para município a realidade de apoio aos pré-candidatos a prefeito tem linhas políticas divergentes. O vereador Alexandre Guimarães, pré-candidato a prefeito pelo PDT, no uso da Tribuna da Câmara, em sessão plenária, manifestou a sua posição a respeito. Ele se declarou um político de centro e não por causa disto que deixará de pedir apoio de pessoas que simpatizam com a direita ou com a esquerda. As questões nacionais onde existe uma polarização clara entre Lula e Bolsonaro, não se aplica nos municípios e também nos estados. Disse ele, basta ver no governo Lula que o PP, o UB, o PSD e o REP estão contemplados com ministérios e de outro lado estão, o PT, o PSB e o MDB com grande fatia de ministérios. Não se pode ignorar que nos municípios as correntes políticas dependem diretamente dos candidatos na disputa eleitoral, sendo de direita, de centro ou de esquerda. A projeção futura nas chapas majoritárias se passa pelas convenções municipais, onde em alguns casos, o candidato a prefeito pode compor com um candidato a vice prefeito que não seja da mesma linha ideológica. Em Campo Largo, por exemplo, alguns dos pré-candidatos estão na linha ideológica, mas estão em grupos diferentes buscando caminhos divergentes e de oposição. Basta analisar que se declaram candidatos de direita, Christiano Puppi (PP), Maurício Rivabem (PSD) e João Marcos Cubas (PL). Os líderes políticos e os dirigentes partidários precisam entender que a decisão final passa pelo crivo dos eleitores nas urnas.

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