

As eleições das mesas diretoras no Congresso Nacional e nas Assembleias Legislativas alteram o comportamento parlamentar, com vistas às eleições de 2022. O processo eleitoral está aberto e pelo que se viu a nível nacional, muitos partidos estão rachados e os interesses são difusos. Na condução da escolha dos presidentes no Congresso Nacional, o cidadão percebeu a clara e nítida interferência do presidente Jair Bolsonaro, numa ação direta pela governabilidade. Ele conseguiu que os seus indicados fossem eleitos, mas isto em processo político e eleitoral não garante a reeleição para Presidente da República. A população quer e precisa de medidas reais e concretas para superar a crise oriunda da pandemia da Covid 19. A economia precisa fluir, com a geração de empregos e renda para diminuir a pressão sobre as famílias. A governabilidade é importante sim, ter o apoio da maioria nas duas casas no Congresso Nacional é vital, desde que as medidas não sejam apenas paliativas. O sucesso depende de um apoio popular amplo. A relação de forças políticas, a princípio se apresenta em dois polos, os que são a favor e os que são contra a administração Jair Bolsonaro, de direita e de esquerda, por assim dizer, mas estes dois polos podem se dividir quando se trata de eleição. Em alguns casos, parte da esquerda se aliou com a direita ou parte da direita se aliou com a esquerda, nas eleições municipais. No cenário estadual, a escolha da nova mesa diretora da Assembleia Legislativa foi tranquila e alinhada com o governo do estado. O povo do Paraná tem poucas observações e críticas a serem feitas quanto ao modelo de governo implantado na administração Ratinho Jr.. O processo de reeleição para um novo mandato está bem encaminhado, basta analisar o sucesso da base partidária nas eleições municipais. Apenas, o PSD, partido do governador, fez 128 prefeitos e um bom número de vice-prefeitos, em especial, o de Curitiba, Eduardo Pimentel. A jornada para 2022 está apenas no começo. Os atuais deputados federais e deputados estaduais, candidatos à reeleição agitam suas bases partidárias, em uma eleição onde o processo de escolha será bem diferente, com aplicação da mesma legislação usada na eleição de vereadores, em 2020. Não haverá coligação nas chapas proporcionais de deputados e por cima, a clausula de barreira precisará ser observada também. Um deputado para ser eleito precisa atingir no mínimo os dez por cento do quociente eleitoral.
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