
Nos Bastidores da Política 27 02 2026

No próximo mês de março, os dirigentes partidários estarão bem ocupados e agitados. O cidadão comum não perceberá a movimentação dos meios políticos na preparação dos partidos para a eleição de outubro de 2026.
O cidadão, ou melhor, o eleitor na hora de votar, escolhe um candidato, mas este deverá estar filiado a um partido registrado do TSE – Tribunal Superior Eleitoral. Neste quadro, os dirigentes de cada partido passarão a utilizar uma espécie de cabo de guerra para puxar os melhores nomes para compor o quadro de filiados.
Destes nomes de filiados poderão sair as composições de chapas majoritárias, para presidente, para governador e para senador e também, de chapas proporcionais, deputados federais e deputados estaduais. Numa observação das últimas semanas para chapas majoritárias, o PL que procura lançar o senador Flávio Bolsonaro para presidente e fazer frente a reeleição de Lula pelo PT, está em plena articulação.
No rol de possíveis partidos aliados, está o Republicanos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas e o PSD de Gilberto Kassab, onde figura o governador do Paraná, Ratinho Jr. além de outros governadores. Bolsonaro está em busca de filiações de peso para o seu partido nos estados para garantir um bom suporte a corrida presidencial.
No Paraná, uma das decisões que deve mudar o rumo da eleição de governador é o racha anunciado, onde os dois dos principais pré-candidatos estão filiados ao mesmo partido, ou seja, o PSD do governador Ratinho Jr.. Alexandre Curi ou Guto Silva, um ou outro deve ser lançado pelo partido do governador Ratinho Jr., na sua sucessão.
Aquele que não receber a benção do PSD, se quiser concorrer a governador precisará se filiar a uma outra sigla. No caso do deputado Alexandre Curi, presidente da Assembleia Legislativa, se for preterido no PSD, buscará outro partido no mês de março, dentro do que se denomina, Janela Partidária, onde o deputado poderá mudar de partido sem perder o mandato e sem pedir permissão para sair.
Tanto no quadro nacional, como no estadual, os demais pré-candidatos para os outros cargos, senador e deputados, estarão observando o desenrolar dos episódios para daí escolher um rumo para obter o pretendido sucesso nas urnas. Os dirigentes e os pré-candidatos estarão construindo nas semanas de março o que será apresentado para que o eleitor escolha pelo voto os futuros governantes do país e do estado.
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