Paraná inicia novo projeto de sequenciamento genético da Covid-19

Postado por admin 29/04/2021 0 Comentários Saúde,

 

A Rede de Estudos Genômicos do Paraná iniciou um novo projeto para o mapeamento genético de cepas circulantes do novo coronavírus no Estado. A iniciativa permitirá a análise mais acurada dos impactos epidemiológico e clínico da Covid-19, de acordo com cada linhagem do vírus Sars-Cov-2.

Pesquisadores das sete universidades estaduais fazem parte da Rede de Estudos Genômicos, que reúne mais de 200 pesquisadores de instituições de ensino e de pesquisa, públicas e privadas. O novo projeto conta com aporte de recursos financeiros da ordem de R$ 525,6 mil, viabilizado pelo Governo do Estado, por meio de repasse da Superintendência Geral de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior para a Fundação Araucária.

O coordenador da Rede de Estudos Genômicos do Paraná e coordenador da pesquisa, professor David Livingstone Alves Figueiredo, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), explica que para identificar as variantes será realizado o sequenciamento genético de mil amostras coletadas de pacientes diagnosticados com a doença em diferentes cidades do Paraná.

“Inicialmente, essa ação vai permitir entender, de maneira muito rápida, quais cepas foram predominantes nesse período de grande evolução da pandemia, no primeiro semestre do ano”, afirma Figueiredo, que também coordena do curso de Medicina da Unicentro.

Ele diz que se trata de um estudo de corte prospectivo multicêntrico, cujas amostras serão selecionadas em duas etapas: 500 amostras coletadas em março (primeira fase) e 500 amostras coletadas em maio (segunda fase). As linhagens (cepas) identificadas serão associadas às informações clínicas dos casos estudados, cujas amostras abrangem todas as faixas etárias. Os resultados finais serão divulgados em julho deste ano.

O professor Livingstone destaca que nos próximos meses, depois de outra etapa desse amplo sequenciamento, será possível compreender a evolução das variantes do novo coronavírus, principalmente no período pós-vacina. “Analisar amostras de pacientes infectados depois da vacinação da população é importante para identificar as cepas que continuam infectando as pessoas mesmo depois de imunizadas”, ressalta.

O surgimento de novas linhagens do vírus vem alertando a comunidade científica para concentrar esforços no rastreamento de cepas circulantes, principalmente devido ao potencial de infecção e de disseminação nos grupos mais vulneráveis da população.

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