

No ano anterior a cada eleição no Brasil acontecem muitas decisões políticas que a grande maioria dos eleitores não tomam conhecimento. Os dirigentes partidários e os detentores de cargos políticos traçam seus planos para a campanha eleitoral propriamente dita. Os partidos mudam seus quadros de filiados conforme a conveniência eleitoral, com metas próprias para atingir o objetivo principal. Nem sempre os grandes partidos conseguem o sucesso. Basta analisar a última eleição para presidente, onde a dobradinha Bolsonaro-Mourão ganhou, mesmo estando filiados ao PSL e ao PRTB, duas siglas menores no contexto geral. Na maioria das vezes as grandes legendas são coadjuvantes. Assim, o Presidente da República, hoje, sem partido, ensaiando a formação de mais uma sigla no meio das dezenas existentes, poderá se filiar ao partido do seu atual vice, general Hamilton Mourão, depois da morte do titular e dono do PRTB, Levi Fidelis. O convite já acontece pela viúva e filha para que ele tenha um partido e assim, garantir uma sigla para nova corrida presidencial pela reeleição. As mais populares siglas, MDB, PT, PSDB, PP, PDT, DEM e PTB estão no ritmo de escolha de um nome para concorrer. Fora o PT que viu a bandeira do LULA subir e tremular nas hostes da esquerda brasileira, por assim dizer, depois das decisões na justiça. O eleitor será levado ou induzido para este lado ou pelo outro, se formos analisar apenas, direita e esquerda. Neste quadro, o presidente Jair Bolsonaro terá que enfrentar Lula. Na balança eleitoral e com a presença da figura do segundo turno, outros nomes podem surgir e abrir um cenário novo para que o eleitor possa apontar um terceiro nome para um futuro promissor. Assim, nos municípios as decisões políticas e partidárias devem ser traçadas observando as diretrizes superiores. Não se pode esquecer que na eleição de 2022, a escolha também se processará para governador e para senador. Tudo isto acontecerá nos municípios, grandes ou pequenos, no embalo das campanhas eleitorais de deputados, federal e estadual. Os partidos, por sua vez, estão de olho nas 513 cadeiras da Câmara dos Deputados, onde a presença assegurada nas urnas ditará o repasse de recursos dos fundos eleitorais e partidários. Cada pré-candidato a deputado federal está fazendo as suas contas e impulsionadas pelos dirigentes partidários. No Paraná, a bandeira maior está nas mãos do governador Ratinho Jr. com o PSD sendo destaque. Algumas lideranças políticas, ainda, opinam que poderá acontecer alguma alteração na legislação eleitoral no Congresso Nacional, alterando os procedimentos adotados na eleição de 2020 para vereador. O Poder Legislativo poderá ditar novas regras dentro do prazo previsto em lei. As leis, neste sentido, para serem alteradas precisam de duas votações na Câmara dos Deputados e duas votações no Senado Federal e com 3/5 (três quintos) dos votos em cada uma delas para entrarem em vigor com a sua promulgação. Isto deverá acontecer um ano antes da data da eleição. Assim, qualquer mudança deverá acontecer até outubro de 2021. Por outro lado, não existe clima político para tal procedimento.
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