Conheça os atletas paranaenses das Paralimpíadas de Tóquio

Postado por admin 24/08/2021 0 Comentários Esportes,

 

Um dos competidores é Anderson Santos, morador do distrito de Ferraria, em Campo Largo

 

Os Jogos Paralímpicos de Tóquio começaram na terça-feira (24/08), com abertura oficial às 8 horas (horário de Brasília). O Paraná está representado por delegação formada por 25 pessoas, das quais 24 são bolsistas do Programa Geração Olímpica e mais um atleta, Ronan Cordeiro, contemplado pelo Programa de Fomento e Incentivo ao Esporte – Proesporte. São 20 atletas e cinco técnicos, número que supera o alcançado na Paralimpíada Rio 2016, quando 18 integrantes do Paraná estiveram competindo.

Conheça o perfil dos representantes do Paraná nos Jogos Paralímpicos de Tóquio:

 

ADRIANA GOMES DE AZEVEDO | @dricaatleta

Canoagem - Classe: KL1

Adriana teve poliomielite aos 11 meses de vida. Com menos de 2 anos começou a nadar. Aos 18, começou a competir pela natação. Aos 32 anos, recebeu o diagnóstico de Síndrome Pós-Poliomielite, que causa degeneração muscular. Em 2016, buscou na paracanoagem um novo estímulo para continuar no esporte. Principais conquistas: vice-campeã sul-americana em 2017.

 

ALEX PEREIRA WITKOVSKI | @alexwitkovski

Vôlei sentado - Classe: VS1 - Posição: Ponteiro e passador

Alex é um soldado reformado da Polícia do Exército. Em 2012, foi atropelado por um caminhão descontrolado enquanto trabalhava. O paraense amputou a perna direita acima do joelho. Em 2017, conheceu o vôlei sentado e foi convocado pela primeira vez para treinar com a Seleção Brasileira em 2019. Principais conquistas: ouro nos Jogos ParapanAmericanos Lima 2019; bronze no Mundial da Holanda 2018;

 

Campo-larguense ANDERSON RODRIGUES DOS SANTOS | @negoander

Vôlei Sentado - Classe: VS1 - Posição: Central

Em 2010, Anderson sofreu um acidente de moto e teve sua perna direita amputada abaixo do joelho. Procurou o esporte por orientação médica. Principais conquistas: ouro nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019; bronze no Mundial da Holanda 2018;

 

ANDRÉ YAMAZAKI PEREIRA | @andreyamazaki21

Técnico de Natação Paralímpica - Treinador das nadadoras Beatriz Carneiro e Débora Carneiro

Graduado em Educação Física na Universidade Estadual de Maringá com habilitação nível 3 no Comitê Paralímpico Brasileiro de Natação e formação em Gestão Esportiva no Instituto Olímpico Brasileiro.

 

BEATRIZ BORGES CARNEIRO | @beatriz.carneirooficial

Natação Paralímpica - Classe: S14

Beatriz foi diagnosticada aos 6 anos com deficiência intelectual. Iniciou a natação como hobby e, aos 12 anos, começou a competir. Sua primeira competição internacional foi em 2017, no México, em Aguascalientes, no Mundial da INAS. Principais conquistas: ouro nos 200m medley, prata nos 100m peito e bronze nos 200m livre nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019; prata nos 100m peito, no Mundial da Cidade do México, em 2017.

 

CARMINHA CELESTINA DE OLIVEIRA | @carmemoliveira_2017

Esgrima em Cadeira de Rodas - Categoria A - Espada e Florete

Carminha tem uma atrofia na parte inferior da perna direita por causa de uma vacina de poliomielite vencida que recebeu quando tinha três anos. Ela conheceu o Movimento Paralímpico ao assistir os Jogos Rio 2016 pela televisão. Carminha praticou o tênis de mesa antes de migrar para a esgrima. Principais conquistas: prata na espada no Regional das Américas em Saskatoon (Canadá) 2018.

 

CÁSSIO LOPES DOS REIS | @cassioreis.oficial

Futebol 5 - Classe B1 -  Posição: Fixo/Ala defensivo

Um deslocamento de retina seguido de catarata tirou a visão de Cássio, aos 14 anos. Na infância, já havia praticado esporte e aos 20 anos começou no futebol de 5. Principais conquistas: tricampeão dos Jogos Parapan-Americanos (Lima 2019, Toronto 2015 e Guadalajara 2011); ouro na Copa América 2019, em São Paulo; bicampeão dos Jogos Paralímpicos (Rio 2016 e Londres 2012) e tricampeão Mundial (Madri 2018, Japão 2014 e Inglaterra 2010).

 

DANIEL JORGE DA SILVA | @danielparavolei

Vôlei sentado - Classe VS1 - Posição: Levantador

Em 2000, durante um assalto, Daniel levou um tiro. Devido a problemas circulatórios, teve a perna direita amputada abaixo do joelho. Conheceu o vôlei sentado em 2004, a convite dos seus amigos Anderson e Carlos Jacó, que jogaram nos Jogos Paralímpicos de Sydney 2000 e Atenas 2004. Principais conquistas: bronze no Mundial da Holanda 2018; duas pratas no Mundial (China 2016 e Polônia 2014); tetracampeão dos Jogos Parapan-Americanos (Lima 2019, Toronto 2015, Guadalajara 2011 e Rio 2007).

 

DÉBORA BORGES CARNEIRO | @debora.carneirooficial

Natação Paralímpica - Classe S14

Débora nasceu com deficiência intelectual grau moderado. Conheceu a natação em 2013, pela ABDEM, quando tinha 14 anos. Sua primeira competição internacional foi em 2017, no México, no Mundial da INAS. Principais conquistas: bronze nos 100m peito no Mundial de Londres 2019; ouro nos 100m peito e prata nos 100m medley nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019.

 

ELISEU DOS SANTOS | @eliseubc4

Bocha - Classe BC4

Devido a uma distrofia muscular, Eliseu perdeu gradativamente os movimentos dos membros superiores. Na infância, chegou a praticar futebol. Conheceu a bocha aos 29 anos. Principais conquistas: prata nos pares nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019; prata nos pares nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; ouro no individual e nos pares nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015; bronze no individual e ouro nos pares nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012; bronze no individual e ouro nos pares nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008.

 

ERIC TOBERA | @eric.tobera

Natação Paralímpica - Classe S4

Eric nasceu prematuro e sofreu uma paralisia cerebral. Por meio do esporte, superou a depressão e iniciou sua trajetória no atletismo. Conheceu seu atual técnico, Rui Menslin, que o convidou a treinar em natação Curitiba. Recordista brasileiro dos 50m livre.

 

FERNANDO BARBOSA DE OLIVEIRA | @fernando.arremesso

Técnico de atletismo paralímpico - Treinador da atleta Tuany Siqueira

Mais conhecido como Fernandão, ele treina a atleta paralímpica Tuany Barbosa, categorizado como treinador Nível 3 do Comitê Paralímpico Brasileiro.

 

GIOVANE VIEIRA DE PAULA | @giovanevieiraoficial

Canoagem - Classe VL3

Sofreu um acidente de trem aos 11 anos e teve a perna esquerda amputada, acima do joelho. Aos 16 anos conheceu a canoagem por meio do ex-marido de sua mãe adotiva. Principais conquistas: ouro no Sul-Americano 2018 na Argentina; ouro no Pan-Americano da modalidade no Equador 2017.

 

GLEDSON DA PAIXÃO BARROS | @gledson.barros.7

Futebol 5 - Classe B1 - Posição: Ala ofensivo/pivô

Devido a uma atrofia no nervo óptico, Gledson perdeu a visão aos 6 anos. Depois disso, ingressou no Instituto de Cegos da Bahia (ICB) para se reabilitar e conheceu o futebol de 5. Aos 16 anos foi convocado para a Seleção. Principais conquistas: bicampeão nos Jogos Parapan-Americanos (Lima 2019 e Guadalajara 2011); ouro na Copa América 2019, em São Paulo; bicampeão Mundial (Madri 2018 e Japão 2014) e ouro nos Jogos Paralímpicos de Londres 2012.

 

JAMES WALTER LOWRY NETO | @jameslowryneto

Técnico do tiro esportivo - treinador de Alexandre Galgani

É técnico da seleção brasileira paralímpica de tiro esportivo, coordenada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), e diretor técnico do Comitê Olímpico do Brasil (COB), nas provas de carabina e pistola Olímpicas. Devido à sua atuação como técnico, já visitou 27 países acompanhando vários atletas em competições. Principais conquistas: campeão brasileiro convencional em 1982, 2012, 2013 e 2015.

 

JEFERSON DA CONCEIÇÃO GONÇALVES (JEFINHO) | @jefinhofut5

Futebol 5 - Classe B1 - Posição: Ala ofensivo

Aos 7 anos, um glaucoma ocasionou a perda total da visão do jogador. O baiano começou na natação, passou pelo atletismo, mas se encontrou no futebol de 5, aos 12 anos. Foi eleito o melhor jogador do mundo em 2010. Principais conquistas: tetracampeão dos Jogos Parapan-Americanos (Lima 2019, Toronto 2015, Guadalajara 2011 e Rio 2007); tricampeão dos Jogos Paralímpicos (Rio 2016, Londres 2012 e Pequim 2008) e tricampeão Mundial (Madri 2018, Japão 2014 e Inglaterra 2010).

 

JOVANE SILVA GUISSONE | @jovaneguissone

Esgrima em Cadeiras de Roda - Categoria B - Espada e florete

Jovane teve uma lesão na medula aos 22 anos causada por disparo de arma de fogo durante um assalto. Três anos depois, passou a treinar a esgrima e se identificou com a modalidade. Principais conquistas: ouro na espada na Copa do Mundo de Eger (Hungria) 2020; bronze na espada na Copa do Mundo de Amsterdã 2019; bronze na espada na Copa do Mundo de Tbilisi (Geórgia) 2018; ouro na espada e no florete e bronze no sabre no Regional das Américas em Saskatoon (Canadá) 2018; prata na espada e bronze no florete na Copa do Mundo de Montreal (Canadá) 2018; bronze no florete e na espada na Copa do Mundo de Pisa 2018; bronze no florete e na espada na Copa do Mundo de Eger (Hungria) 2018; prata na espada na Copa do Mundo de Stadskanaal (Holanda) 2017; bronze na espada e no florete na Copa do Mundo em Pisa 2017; prata na espada na Copa do Mundo da Hungria 2016; ouro na espada nos Jogos Paralímpicos Londres 2012.

 

MARCELO DOS SANTOS | @marcelobc4

Bocha - Classe BC4

Marcelo nasceu com distrofia muscular progressiva. Iniciou na bocha em 2007, por influência do irmão e também atleta da modalidade, Eliseu dos Santos. Competiu oficialmente pela primeira vez em 2009. Principais conquistas: prata nos pares nos Jogos Paralímpicos Rio 2016; ouro nos pares e bronze no individual nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015; prata nos pares no Mundial da China 2014.

 

MARCELO FRANCISCO DE OLIVEIRA | @franciscodeoliveira.marcelo

Técnico do vôlei sentado (equipe feminina).

Formado em Educação Física e é auxiliar técnico da Seleção Feminina de Vôlei Sentado.

 

MARI SANTILLI | @marisantilli2011

Canoagem - Classe KL3

Em 2006, Mari sofreu um acidente de moto e teve a perna esquerda amputada, na altura do joelho. Antes, ela era atleta amadora do triatlo. Após o acidente, começou a fazer provas de travessia no mar e a convite de uma amiga iniciou a participação de competições oficiais do CPB na natação. Em 2014, migrou para a canoagem e já em 2015 foi convocada pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Mari irá para a sua segunda edição de Jogos Paralímpicos. Principais conquistas: campeã Pan-Americana da modalidade.

 

MEG RODRIGUES VITORINO EMMERICH | @megemmerich

Judô Paralímpico - Categoria: Acima de 70kg - Classe B3

Nasceu com atrofia no nervo óptico. Iniciou no judô em 2002 aos 15 anos de idade. Principais conquistas: ouro nos Jogos Parapan-Americanos Lima 2019; bronze no Campeonato Mundial 2018 em Portugal; prata no Campeonato das Américas 2018 no Canadá.

 

RODRIGO FERLA MARTINS | @taekwondo.rodrigoferla

Técnico do Parataekwondo - Treinador dos atletas Silvana Fernandes, Débora Menezes e Nathan Torquato

O técnico da seleção brasileira de parataekwondo, Rodrigo Ferla. Ele começou a carreira como atleta e hoje é o responsável pela equipe que defenderá o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Tóquio a modalidade.

 

RONAN NUNES CORDEIRO | @ronanncordeiro

Triathlon - Classe PTS5

Ronan tem má-formação congênita na mão esquerda e começou a competir no triatlo em 2018. Antes, competia pela natação, de 2012 a 2018. Principais conquistas: bronze na etapa da Copa do Mundo de Corunã 2021; bronze no Wolrd Series Yokohama (Japão) 2021; prata na etapa de Alhandra da Copa do Mundo 2020 e bronze na etapa de Funchal na Copa do Mundo 2019.

 

TUANY PRISCILA BARBOSA SIQUEIRA | @tuanybarbosa_

Atletismo - Classe: F57 - arremesso de peso

Tuany é ex-atleta de judô convencional. Ela sofreu um acidente durante uma luta, em 2014, no Grand Prix de Judô em São José dos Campos (SP), que ocasionou deficiência motora e falta de sensibilidade em sua perna direita. Ela começou no atletismo em 2017, por indicação de conhecidos do CPB. Principais conquistas: prata no arremesso de peso e bronze no lançamento de disco nos Jogos ParapanAmericanos de Lima 2019.

 

VITOR GONÇALVES TAVARES | @vitorgtavares

Parabadminton - Classe SH6

Vitor possui hipocondroplasia congênita, popularmente conhecida como nanismo. Em 2016, ele conheceu o parabadminton no colégio, por meio de um professor que dava aulas para crianças e atletas de alto rendimento e o convidou para praticar a modalidade. Principais conquistas: três medalhas de bronze no Campeonato Mundial da modalidade na Suíça em 2019; ouro no individual nos Jogos ParapanAmericanos de Lima 2019; ouro no individual e na dupla no Pan-Americano da modalidade de 2018, em Lima.

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