

O quadro político partidário do Brasil anda agitado. A posição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) faz a campanha da sucessão presidencial ficar bem próxima do eleitor. Os últimos pronunciamentos do presidente realizados no dia 7 de setembro apontam para uma ruptura direta com os outros dois poderes. Como pré-candidato a reeleição busca uma alternativa para se manter no poder, mas as decisões do STF atrapalham o seu entendimento das coisas a seu favor. A julgar pelos atos praticados, a cada ação acontecerá uma reação, como explica a Física. Nos meios políticos partidários, a sustentação do governo Bolsonaro se concentra no Centrão. A ruptura democrática assusta muitos segmentos sociais, apesar da convergência do discurso dos radicais ou da extrema direita. A campanha eleitoral, ainda, não começou, mas o presidente da sinais claros que a jornada dele já está acontecendo, as “motociatas” são o principal reflexo das suas aparições públicas. Pela legislação eleitoral, o período de campanha eleitoral não está aberto e o TSE – Tribunal Superior Eleitoral pode ser uma barreira para as pretensões do presidente. O conflito entre Executivo e Judiciário pode desaguar numa ruptura democrática, como muitas faixas apontaram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília e mostrada pelo Brasil afora pelas redes de televisão. As nuvens mudam de formato a cada instante. O cidadão comum, por sua vez, sente na pele o efeito das dificuldades, advindas pela pandemia. Os reflexos na economia são alarmantes e a inflação precisa ser contida. Os preços de muitos produtos estão subindo nos últimos meses, atingindo os alimentos da cesta básica. Os combustíveis tiveram altas seguidas, onde o preço da gasolina e do gás de cozinha, são impactantes nos gastos das famílias, sema devida compensação salarial e numa onda crescente de desemprego. As bolhas de crescimento de segmentos e de regiões não garantem uma economia estável. No conjunto político, partidário e empresarial, no reflexo podem aparecer situações imprevisíveis para o estado democrático estabelecido pela Constituição Federal. A eleição de 2022 está em marcha, o Senado Federal pode barrar o novo Código Eleitoral que tramita na Câmara dos Deputados, em regime de urgência. Que para valer ele 2022 precisa ser aprovado um ano antes da eleição. Acontece que o “Efeito do Dia Após” pode atrapalhar os planos de muita gente no Congresso Nacional. Os pré-candidatos a deputado estão de olho nas futuras votações.
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