

No dia 05/10, integrantes da Prefeitura de Campo Largo, pelas Secretarias de Desenvolvimento Urbano e de Obras Viárias, se reuniram com comerciantes locais, na sede da ACICLA, ouvindo aos anseios e sanando dúvidas quanto às obras de acessibilidade (revitalização das calçadas) que estão sendo executadas no anel central da cidade.
Desde 2019, a Prefeitura mantém diálogo com os comerciantes para que as obras ocorram da melhor maneira, com o menor impacto ao trânsito e ao comércio, em prol da acessibilidade dos pedestres, em especial, das pessoas com mobilidade reduzida.
Na reunião, os associados da ACICLA fizeram apontamentos, questionamentos e falaram de seus anseios acerca da obra. O Secretário de Desenvolvimento Urbano, Juarez Butture, explicou como está o andamento das obras e falou sobre as próximas etapas.
O Presidente da ACICLA, Bruno Boaron, pontuou algumas preocupações dos associados da instituição, assim como os demais participantes da reunião, todos lojistas e comerciantes com estabelecimentos principalmente na Rua Marechal Floriano, frente que está sendo executada neste momento, já que a obra possui seis frentes em sua totalidade.
O projeto, já apresentado em momento anterior, na própria ACICLA, contempla obras de adequação e modernização das calçadas que compreendem as vias do anel central da cidade, realizadas na Rua Desembargador Clotário Portugal, Rua Engenheiro Tourinho, Avenida Padre Natal Pigatto, Rua Monsenhor Aloísio Domanski, Rua Xavier da Silva e Rua Marechal Deodoro, sendo que, futuramente, ainda serão licitados mais quatro produtos (novos locais).

Durante a reunião, o principal questionamento, foi acerca do propósito da obra em si, o que foi prontamente respondido pelo Engenheiro da Prefeitura de Campo Largo, Sérgio Luiz Schmidt: “as obras de revitalização das calçadas no anel central têm um propósito muito grande - melhorar a acessibilidade - pessoas com dificuldade de locomoção, como cadeirantes, deficientes visuais, idosos ou as próprias mães/pais com carrinhos de bebê, por exemplo, serão favorecidos com essa novidade”. Segundo o Engenheiro, tudo isso está na mesma esteira de uma tendência mundial, que é melhorar a acessibilidade das pessoas.
O Engenheiro frisou que é preciso ter paciência e se pensar um pouco nesse público, deixando de lado o egoísmo e entender que no mundo inteiro as cidades têm se adaptado para que as pessoas com mobilidade reduzida possam andar nas ruas nas mesmas condições dos que não enfrentam essa batalha no dia a dia: “Chegou o momento de favorecerem essas pessoas, mesmo em detrimento de carros ou das pessoas que não têm dificuldade de locomoção”.
Seguindo com os questionamentos, os comerciantes indagaram sobre outros pontos, como o formato das esquinas, sinalização da obra, drenagem e guias para deficientes visuais (sinalização tátil).
A empresa vencedora da licitação, pelo seu representante, Junior Vinicios de Castro, explicou que as esquinas que, aos olhos dos munícipes, parecem equivocadas, seguem normas da ABNT - NBR 9050 e que estão sendo feitas nesse formato modal por conta da necessidade de visibilidade, tudo conforme essa norma técnica.
Quanto à sinalização da obra, o representante da empresa disse que as placas e cavaletes não são respeitados por algumas pessoas que vandalizam os objetos e retiram do lugar. Solicitou auxílio da Prefeitura nesse sentido e o Deptran já tomou as providências necessárias e irá reforçar a sinalização.
Junior disse, ainda, que é importante que as pessoas tenham calma e compreendam que a obra está em execução, portanto muitos questionamentos feitos foram respondidos que a obra está inacabada e que não se pode pular etapas. Tecnicamente, ele explicou que ainda faltam serem colocados os mobiliários como bancos, iluminação e lixeiras, por exemplo, portanto muitos trechos das obras não podem ser vistos como malfeitos ou irregulares porque ainda estão sendo executados.
Quanto às guias, explicou que elas existem, também conforme as normativas de obras de mobilidade urbana, onde são colocadas em pontos estratégicos, seguindo, também a referida ABNT - NBR 9050.
Sobre o questionamento acerca da drenagem, ponto que causou grande preocupação nos lojistas, diante da necessidade de escoamento da água pluvial, o que foi respondido pelo Secretário de Obras Viárias, Paulo Rogério Alves, que explicou que a drenagem não faz parte do contrato de revitalização das calçadas, mas que será feito pela prefeitura, durante a execução da própria obra. O manilhamento já foi solicitado e, assim que tudo estiver conforme, com empenhos feitos e manilhas entregues, as obras iniciarão, sendo que já têm prazo para terminar - 20 de novembro.
Finalizando a reunião, os comerciantes indagaram também sobre a fiscalização do Estar, principalmente na região da Marechal. Nesse sentido, sobre questões do ESTAR, como estacionamento irregular ou falta de fiscalização, a prefeitura informa que todo cidadão que encontrar alguma irregularidade pode denunciar, ligando tanto para a Guarda Municipal (telefone 153) quanto para o DEPTRAN - Divisão do Estar (telefone 3392 3371) ou, até mesmo, pode se dirigir ao próprio departamento de que fica na Rua Centenário, 2245 (Prédio do CIOSP - Secretaria de Ordem Pública).
Por fim, o Secretário Juarez Butture também destacou: “toda obra tem suas dificuldades enquanto é executada, pois mexe no cotidiano da cidade, mas as melhorias que elas trazem logo aplacam os possíveis transtornos” e reforçou o pedido de paciência e compreensão da população.
ENTENDA AS OBRAS DE REVITALIZAÇÃO (ACESSIBILIDADE) DAS CALÇADAS:
O projeto iniciou em 2019, com estudos de planejamento, feitos pela própria prefeitura, para melhoria nas vias e calçadas com maior necessidade de revitalização e mobilidade. Após esse estudo preliminar acerca da revitalização das calçadas, foi contratada, por licitação, empresa para desenvolver o projeto executivo de revitalização de calçadas e acessibilidade no anel central da cidade com recursos de operação de crédito do Programa Avançar Cidades, do Governo Federal, via Caixa. Recentemente, foi licitada parte da execução das obras, com recursos do FINISA. A licitação foi separada por produtos, já que foram contemplados diversos trechos. Neste momento, estão em execução os produtos 3 e 4.
Confira os trechos a serem revitalizados:
PRODUTO 3:
RUA: Av. Padre Natal Pigatto
TRECHO: Entre a Rua Marechal Deodoro / Av. Vereador Arlindo Chemin
EXTENSÃO: 375,00m
RUA: Av. Desembargador Clotário de Macedo Portugal
TRECHO: Entre a Rua Marechal Deodoro / Av. Vereador Arlindo Chemin
EXTENSÃO (m): 285,00m
RUA: Rua Engenheiro Tourinho
TRECHO: Entre as Ruas Francisco Xavier de Almeida Garret / Rua Xavier da Silva
EXTENSÃO (m): 950,00m
PRODUTO 4
RUA: Rua Monsenhor Aloísio Domanski
TRECHO: Entre as Ruas Francisco Xavier de Almeida Garret / Rua Marechal Deodoro
EXTENSÃO (m): 830,00m
RUA: Rua Xavier da Silva
TRECHO: Entre a Rua Professor João Batista Valões / Av. Padre Natal Pigatto
EXTENSÃO (m): 1075,00m
RUA: Rua Marechal Deodoro
TRECHO: Entre a Rua Professor João Batista Valões / Av. Padre Natal Pigatto
EXTENSÃO (m): 1000,00m
Segundo o Prefeito Mauricio Rivabem, as obras de revitalização das calçadas são, acima de tudo, uma questão de cidadania: “a acessibilidade está, inclusive, como umas das metas do Campo Largo 2030, é dever nosso fazer o máximo que for possível para favorecer pessoas com mobilidade reduzida, deficientes visuais, físicos, pais ou responsáveis por crianças em carrinhos de bebê, idosos e, inclusive, crianças e pedestres que precisam de segurança”.
Ainda nas palavras do prefeito, “a mobilidade urbana deve ser uma política pública de qualquer cidade que esteja alinhada à tendência mundial de melhorar a segurança das pessoas, de favorecer a mobilidade de quem tenha dificuldades de locomoção e, acima de tudo, precisa estar no dia a dia de todos nós, como cidadãos conscientes de que vivemos em comunidade e cuidarmos uns dos outros além de ser obrigação do poder público, é obrigação de todo cidadão”.
O prefeito também observou que “Campo Largo precisa estar falando a mesma língua das cidades desenvolvidas. O campo-larguense precisa sentir orgulho de viver em um município que prima por sua história, mas que também tem olhos no futuro. Aos poucos, a inclusão social vai ficando cada vez mais dentro do cotidiano das pessoas e tudo que o poder público puder fazer para isso, ele tem obrigação de fazer”.
O Secretário de Ordem Pública, Samir Moussa, explica que a mobilidade urbana mudou e é preciso que todos se adaptem, isso no mundo inteiro. A inclusão de ciclo faixas, por exemplo, é um dos motivos que modificou a mobilidade, outra necessidade de mudança veio também pelo excesso de veículos. Para se ter uma ideia, hoje, em Campo Largo, há cerca de um carro e meio por pessoa.
Além disso, mobilidade urbana é um conceito extremamente abrangente e que envolve inclusive questões de saúde e ecologia. Por exemplo, revitalizar calçadas faz com que as pessoas possam utilizar menos o veículo, fazer uma caminhada (exercício físico), recebendo benefícios para sua saúde, para o meio ambiente e para o próprio trânsito.
Vale ressaltar que Campo Largo está finalizando o Plano de Mobilidade Urbana (todo município com mais de 20 mil habitantes precisa). Somente com o Plano é que o município consegue angariar recursos para obras de mobilidade urbana. Tudo está sendo pensado desde 2018 e as obras vêm sendo executadas assim como o próprio Plano. Podem ser acessados mais detalhes sobre o Plano de Mobilidade Urbana no site oficial da Prefeitura: https://campolargo.atende.net/subportal/plano-de-mobilidade-urbana-20202021.
As obras de revitalização e acessibilidade das calçadas têm por objetivo melhorias na mobilidade urbana, acessibilidade para quem mais necessita, fomento ao comércio diante da maior visibilidade às lojas e, enfim, inclusão social.
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